Futebol feminino

Copa do Brasil Feminina terá desafio de vídeo; entenda as diferenças para o VAR

Método será utilizado como teste a partir das quartas de final da Copa do Brasil feminina na edição de 2025

A Copa do Brasil feminina terá novidade a partir das quartas de final, que seguirá até a decisão. A CBF foi convidada pela Fifa a realizar testes do desafio por vídeo, o “Football Video Support” (FVS).

A tecnologia permite que as equipes solicitem a revisão de lances durante os jogos e será introduzida na competição nacional em caráter de teste, sendo uma opção no caso da ausência do VAR.

A iniciativa da Fifa faz parte de um planejamento para avaliar a implantação da metodologia em outras competições, e será a primeira utilização do FVS em uma competição nacional – antes a metodologia foi testada pela Federação nos Mundiais Femininos das categorias Sub-17 e Sub-20.

No FVS, o responsável por solicitar a checagem dos lances será o técnico de cada equipe, sinalizando a partir de um giro com o dedo indicador e entregando um cartão de desafio ao quarto árbitro. 

Entre as semelhanças com o VAR, estão os lances que podem ser checados: gols, decisões de pênalti, punições de cartão vermelho e equívocos de identidade de jogadores. Já os incidentes que não estejam nestas classificações não podem ser revistos a pedido dos técnicos.

Mas diferentemente do VAR, no desafio de vídeo não há um oficial da partida acompanhando o jogo em vídeo nas cabines.

No caso, ao invés dos árbitros de vídeo chamar o árbitro central para revisão, as equipes podem contestar as decisões a partir dos lances que considerem equivocados. Em seguida, o árbitro central analisa o lance em vídeo sem auxílio de árbitro de vídeo, apenas com o replay do lance sendo exibido no monitor de campo.

— Uma vez cedido aos treinadores, às equipes, o direito de solicitar esta checagem, nós passamos a analisar tecnicamente com a propriedade, conhecimento, experiência que o árbitro tem, e a partir daí a sua decisão passa a ser até mais respeitada, que é o que a CBF espera no final: a lisura do futebol”, explicou Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Segundo Cintra, os treinadores das equipes classificadas para as quartas de final da Copa do Brasil feminina também passaram pelo treinamento para entender o funcionamento do sistema.

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Método utilizado na partida para solicitar o desafio de vídeo da Fifa (Foto: CBF/Divulgação)

Outro ponto é a figura do quarto árbitro, que ganha mais funções importantes na partida. Além de controle do jogo de modo geral, atenção às áreas técnicas e substituições, o suporte aos equipamentos de vídeo também ficam com o quatro árbitro, que deve checar o lance completo de ataque em caso de gol.

Ele também deverá checar as situações de dúvidas se a bola entrou ou não no gol, manter o contato com os treinadores e alertar o árbitro sobre um pedido de checagem.

Esses profissionais também precisarão identificar corretamente o incidente a ser checado, gerenciar os cartões de checagem entregues, dar suporte ao árbitro durante a revisão, checar todas as cobranças em disputas de pênaltis, além de abrir e fechar microfones para anúncios.

Quartas de final têm confrontos definidos

Os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil foram definidos, com o anúncio realizado nesta sexta-feira (19). Palmeiras, Sport, São Paulo, Corinthians, RB Bragantino, Bahia, Internacional e Ferroviária estarão na briga rumo ao título.

As Palestrinas terão confronto com as Leoas da Ilha, já o Bragantino enfrentará as Mulheres de Aço. A fase eliminatória também contará com o clássico Majestoso, entre Corinthians e São Paulo, além da disputa entre Internacional e Ferroviária. As partidas estão previstas para a próxima quarta-feira (24).

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São Paulo e Flamengo durante a Copa do Brasil feminina (Foto: Rebeca Reis/Staff Images Woman/CBF)

A edição de 2025 marca o retorno da Copa do Brasil feminina após oito temporadas. A primeira vez que a competição aconteceu foi no ano de 1994, após o futebol feminino ser permitido novamente no Brasil.

No entanto, o torneio passou por interrupções ao longo dos anos. Entre os anos de 2002 a 2005 houve uma pausa no torneio e a última disputa havia sido realizada em 2016. Este ano, 64 times participaram, sendo divididos em 16 representantes da Série A1, 16 da Série A2 e 32 da Série A3.

Todos os vencedores da Copa do Brasil Feminina

  • Vasco – 1994
  • Vasco – 1995
  • Saad São Caetano – 1996
  • São Paulo – 1997
  • Vasco – 1998
  • Portuguesa – 1999
  • Portuguesa – 2000
  • Santa Izabel Saúde – 2001
  • Botucatu FC – 2006
  • Saad São Caetano – 2007
  • Santos – 2008 
  • Santos – 2009
  • Duque de Caxias – 2010 
  • Foz Cataratas FC – 2011
  • São José – 2012
  • São José – 2013 
  • Ferroviária – 2014
  • Avaí/Kindermann – 2015 
  • Audax/Corinthians – 2016
Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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