Futebol feminino

Debinha fez um bonito gol, mas o Brasil perdeu no fim o amistoso contra a Dinamarca no lotado Parken

Brasil faz uma série de amistosos na Europa, em preparação para a Copa América em julho

O futebol feminino terá um mês de julho decisivo para diversas seleções, com a realização da Copa América e também da Eurocopa. Com a aproximação das competições, a seleção brasileira aproveita a ocasião para disputar amistosos na Europa. A jornada, porém, não começou tão bem. As brasileiras encararam a Dinamarca dentro do lotado Estádio Parken e perderam por 2 a 1. Apesar do lindo gol anotado por Debinha já no final, as dinamarquesas arrancaram o triunfo aos 46 do segundo tempo.

O Brasil deu sinais positivos durante os primeiros minutos, com marcação alta e boas chances. Contudo, a Dinamarca saiu em vantagem aos 17 minutos. A Seleção teve dificuldades para afastar o perigo e Janni Thomsen brilhou, com um fantástico chute de longe para encobrir a goleira Lorena. As brasileiras se perderam depois disso e as escandinavas seguiram com ótimas chances para ampliar até o intervalo. A diferença mínima era lucro para as visitantes.

O Brasil melhorou na volta para o segundo tempo, a partir das mudanças. O time de Pia Sundhage passou a atacar com mais contundência e rondou o empate, com boas defesas da goleira Lene Christensen. O ritmo das brasileiras baixou depois dos 20 minutos iniciais, mas o empate saiu aos 42, numa linda jogada individual de Debinha. A camisa 9 fez fila na linha de fundo e chutou no canto, com a colaboração da goleira. Porém, a Seleção não comemorou tanto. Já nos acréscimos, Nadia Nadim inverteu com qualidade e Mille Gejl apareceu sozinha na área para definir, garantindo a festa dos anfitriões.

O Brasil volta a campo na próxima terça-feira, quando enfrenta a Suécia na Friends Arena, em Solna. Já a estreia na Copa América Feminina acontece em 9 de julho, contra a Argentina. Uruguai, Venezuela e Peru são as outras equipes no grupo das brasileiras. A competição definirá as equipes classificadas para a Copa do Mundo de 2023.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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