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De novo no Maracanã, a Alemanha faz história: campeã olímpica pela primeira vez

O Maracanã está evidentemente na história do futebol brasileiro, mas o alemão também tem boas lembranças do estádio carioca. Ele foi o palco do tetracampeonato mundial da seleção masculina e, nesta sexta-feira, recebeu outro feito histórico. A seleção feminina da Alemanha ganhou da Suécia, por 2 a 1, e finalmente conquistou a medalha de ouro em uma Olimpíada, depois de quatro fracassos.

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Diferente do futebol masculino, o título olímpico é tão valorizado quanto o da Copa do Mundo no feminino, e era estranho que a Alemanha nunca o houvesse conquistado. A Bundesliga das mulheres é uma das ligas mais fortes do mundo e é dela que vem a base do time treinado por Silvia Neid, a técnica que está há mais tempo à frente de um time no torneio feminino do Rio de Janeiro – desde 2005.

A Alemanha foi bicampeã mundial, mas, na Olimpíada, nunca havia conseguido passar das semifinais. Ganhou três medalhas de bronze consecutivas entre 2000 e 2008, eliminada por Noruega, Estados Unidos e Brasil, e tem uma queda na primeira fase. Nem se classificou para Londres. Mas, desta vez, superou a maldição de frequentemente ser escanteada para a disputa do bronze com uma vitória sobre o Canadá por 2 a 0. Na decisão, ganhou de uma brava Suécia, que levou 5 a 1 do Brasil, reagrupou-se, apostou na defesa e ficou com a medalha de prata como prêmio.

No Maracanã que torceu a favor das suecas (o que não faz um 7 a 1?), elas causaram perigo ao gol defendido por Almuth Schult e nutriram a esperança de finalmente passar por uma pedra chata nos seus sapatos. Na Copa do Mundo, perderam a final de 2003 e as oitavas de 2015 para a Alemanha. Na Olimpíada, foram eliminadas pela mesma algoz duas vezes. Como se não fosse o bastante, caíram diante das alemãs em quatro oportunidades na Eurocopa, duas na final.

Só que no segundo tempo a Alemanha decidiu mostrar porque a Suécia é tão freguesa. Aumentou o ritmo e abriu 2 a 0 antes dos 20 minutos, com um belo chute de Maroszán, da entrada da área, e um gol contra de Linda Sembrant, depois de uma cobrança de falta que acertou a trave. A Suécia ainda descontou, com Blackstenius, e buscou uma pressão no final, mas o Maracanã já estava decidido a consagrar as alemãs.

E eu não quero agourar, mas, no sábado, a Alemanha terá outra oportunidade de fazer história no Maracanã, decidindo a medalha de ouro do futebol masculino, que também pode ser a sua primeira, contra a seleção brasileira.

 

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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