Futebol feminino

Dante não conhecia muito bem os alemães? Marta mostrou que conhece bastante as suecas

A seleção feminina do Brasil passou pelo teste de fogo de sua chave. Entre África do Sul, China e Suécia, esta era a adversária cujo desafio rumo às quartas de final seria mais difícil. Seria, mas não foi. Nem um pouco. Dá para contar nos dedos de uma única mão quantas vezes as suecas levaram perigo ao gol de Bárbara. Ao contrário da ameaça que só as sombras de Beatriz, Cristiane e Formiga representaram para as suecas. Depois de duas vitórias, oito gols e uma atuação melhor do que a outra, o sonho do ouro olímpico avança de fase. E muito, também, por conta de Marta, autora de dois dos cinco tentos anotados no passeio do Brasil sobre a Suécia.

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O jogo começou em um clima frenético. Quem piscava enquanto assistia, perdia um lance. A impressão era que as brasileiras estavam nervosas e afobadas para alcançar no alvo. Após algumas jogadas de perigo de ambos os lados, aos 20 minutos de bola rolando, Beatriz foi oportunista e aproveitou um erro de uma das zagueiras da Suécia para encobrir a goleira adversária e marcar. 1 a 0. Aliás, precisamos falar sobre Beatriz. Desde que Vadão assumiu o comando técnico da seleção, a atacante sempre esteve nas convocações. Mas nem sempre foi titular. No primeiro jogo, contra a China, a jogadora que tem só 22 anos foi uma das melhores em campo. Hoje, balançou a rede duas vezes e correu mais do que o time todo da Suécia, se duvidar. Vai ser muito difícil vê-la no banco daqui para frente.

Precisamos falar de Cristiane também. A maior artilheira dos Jogos Olímpicos foi a responsável por ampliar o placar e deixar as suecas em pânico. Depois do golaço de letra da camisa 11, parecia que as jogadoras da Suécia sentiam que a vida delas em campo, dali em diante, seria extremamente difícil. E foi. Os contra-ataques puxados pela artilheira olímpica desestabilizavam as adversárias. Assim como as bolas enfiadas para ela. Foi em uma dessas, aliás, que Cristiane foi receber dentro da área e sofreu uma falta. Pênalti para o Brasil. Marta foi para a cobrança, bateu rasteiro no canto direito da goleira Lindahl e fez 3 a 0. E foi com esse placar que as brasileiras foram para o intervalo.

Segundo tempo. Por que ainda não falamos de Formiga? Apesar de não ter deixado seu gol na goleada de hoje, a camisa 8 foi impecável. Como sempre. A meio-campista é o maior exemplo de consistência em campo. É impressionante como uma jogadora que beira a casa dos 40 seja tão eficiente, corra tanto e marque tão bem quanto ataca. Sem falar da regularidade que ela mantém mesmo com uma idade avançada, a qual muitos atletas não conseguem segurar. No jogo de hoje, Formiga só parou quando foi substituída por Andressinha. Que, aliás, é outra que não podemos deixar de mencionar. Não só pela inversão de bola que deu origem ao quinto e último gol, anotado por Beatriz, de novo. Mas por sempre aparecer de forma correta nas horas corretas.

Marta mostrou que conhecia muito bem as suecas. E passou seu conhecimento para o resto do time. É difícil se extender falando de uma por uma, mas também é impossível apontar um único destaque na goleada de 5 a 1 diante da Suécia. A atuação de gala foi de todas. Do coletivo. A sede pelo ouro inédito ficou ainda mais evidente após a performance da seleção feminina do Brasil hoje. Porém, é preciso manter os pés no chão. As jogadoras estão cientes disso. O jeito é torcer para que a lesão de Cristiane não seja nada demais e que Vadão poupe algumas jogadoras no próximo confronto pensando já nas quartas de final. Além de continuar na torcida por essa equipe que até agora não economizou bola e suor.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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