Futebol feminino

Título da Copa Ouro é grande chance para a Seleção Feminina subir de patamar antes de Paris

Conjunto de fatores faz Brasil sonhar com o título da competição, ainda que o adversário da final seja a potência Estados Unidos

A evolução da Seleção Feminina é nítida ao longo da Copa Ouro. Além de conquistar a vaga para a final da competição de forma invicta, as brasileiras tiveram 100% de aproveitamento, com cinco vitórias e apenas um gol sofrido — na goleada sobre a seleção argentina por 5 a 1, pelas quartas de final. Com o cenário positivo a seu favor, o Brasil sonha com o título da competição, ainda que o adversário seja os Estados Unidos, país considerado potência na modalidade.

— Vamos entrar em campo no último jogo para ser campeões — afirmou o treinador brasileiro após a vitória por 3 a 0 sobre o México na semifinal.

— Precisamos ter uma mentalidade vencedora. Aqui na Copa Ouro estamos ganhando corpo e consistência. Só tomamos um gol em cinco jogos e tivemos muito mais chances de fazer gols do que os adversários.

O confronto Estados Unidos x Brasil, válido pela final da Copa Ouro, será disputado neste domingo (10), às 21h15 (horário de Brasília), e terá transmissão dos canais ESPN e pelo Star+ no streaming.

Novo patamar para a Seleção Brasileira

Ao longo de todo o torneio, sediado em terras norte-americanas, Arthur colocou como prioridade os testes e a evolução da seleção para a Olimpíada de Paris. O comandante vinha batendo nessa tecla desde antes da estreia, no dia 22 de fevereiro.

— O que eu espero alcançar (na Copa Ouro), é a gente ter uma convicção maior para escolher a lista de 18 + 4. É uma lista curta de atletas que vão nos representar nos Jogos Olímpicos. Acho que o importante, e um dever meu, acredito nisso, é abrir a Seleção Brasileira para muitas atletas que têm merecido, tanto pelo momento atual e pelo que fizeram na última temporada — afirmou Arthur Elias em entrevista exclusiva ao podcast Papo de Mina, em fevereiro.

Desde a troca no comando técnico, com a saída da sueca Pia Sundhage, em setembro de 2023, o modelo de jogo da equipe verde e amarela mudou por completo. Até mesmo por conta disso, havia pouca expectativa de que o time chegasse a uma final em seu primeiro grande campeonato sob o comando do ex-treinador do Corinthians. Porém, agora, com a decisão tão próxima, a seleção exibe muito potencial de subir de patamar às vésperas de disputar medalha nos Jogos.

— Estamos mais consistentes a cada jogo, com mais dinâmica, mais eficiência, mais velocidade, fazendo gols importantes. A forma de jogar assumindo riscos se dá por que entendemos haver nisso benefícios — avaliou Arthur antes da decisão contra as americanas.

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Momento da seleção americana é favorável ao Brasil

A seleção dos EUA não vive a melhor das fases nesta Copa Ouro. Avançando às eliminatórias apenas na segunda posição do Grupo A, que teve o México na liderança, as americanas chegam pressionadas à final. Ou seja, todos os fatores são favoráveis ao Brasil.

Vale lembrar que na Copa do Mundo Feminina de 2023, elas foram eliminadas ainda nas oitavas de final — o pior resultado em toda a história.

— A derrota para o México teve uma repercussão muito grande aqui nos Estados Unidos, porque a seleção americana não perdia em casa desde 2020 em solo americano. A última derrota havia sido para o Canadá. E isso, obviamente, cria aí um certo burburinho na mídia, porque elas estavam invictas até então. Eram 80 jogos sem perder aqui dentro dos Estados Unidos. Para a imprensa foi uma derrota chocante, que acende um sinal de alerta, sim — disse Marcia Tafarel, ex-jogadora e técnica da seleção feminina de futsal dos EUA, à Trivela, após a derrota dos EUA para o México, na fase de grupos da Copa Ouro.

Foto de Livia Camillo

Livia CamilloSetorista

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.

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