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Copa do Mundo Feminina: zagueira do Marrocos é a primeira a usar hijab na competição

A zagueira Nouhaila Benzina, do Marrocos, fez história ao se tornar a primeira jogadora a entrar em campo em uma Copa do Mundo Feminina usando um Hijab, na partida contra a Coreia do Sul, realizada na madrugada desde domingo.

A peça faz parte do conjunto de vestimentas recomendados pela doutrina islâmica para mulheres, e cobre a cabeça, o pescoço, e deixa o rosto à mostra.

Benzina foi reserva na estreia

No primeiro jogo do Marrocos, a goleada de 6 a 0, maior da história na Copa do Mundo Feminina, Benzina esteve no banco de reservas.

Já na segunda rodada, na vitória por 1 a 0 contra as sul-coreanas, ela esteve entre as titulares. Apesar de não ter falado com a imprensa desde que chegou à competição, tem feitos posts nas redes sociais com fotos dos bastidores da seleção marroquina.

Recentemente, em uma conversa com a emissora Al Jazeera, ela destacou que a convocação era um momento de orgulho. “Esperamos jogar em alto nível e honrar os marroquinos”, disse.

Benzina disputa a bola com jogadoras da Coreia do Sul (Crédito: Iconsports)

Hijab já foi proibido pela FIFA

Em 2007, a FIFA chegou a proibir o uso de peças como chapéus, bonés, e também do hijab em jogos oficiais. Segundo a norma, a decisão era motivada por “saúde e segurança” das atletas.

Depois de uma onda de críticas por jogadores e jogadores, a proibição, vista como preconceituosa e intolerante, a determinação foi derrubada em 2014. Na França, porém, ele ainda não é permitido.

Pelo Twitter, em sua página dedicada aos falantes de árabe, a entidade máxima do futebol celebrou o momento sem mencionar a antiga regra.

“Nouhaila Benzina fará história na Copa do Mundo Feminina da Fifa na Austrália e Nova Zelândia em 2023. A estrela marroquina será a primeira jogadora a competir no torneio vestindo um hijab”, diz a publicação.

Marrocos ainda pode se classificar

Terceira colocada no Grupo H, a seleção de Marrocos ainda tem chances de classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo Feminina.

A missão não é nada simples, claro: o time ocupa a terceira colocação do Grupo H, com três pontos, os mesmos da Alemanha. A seleção europeia leva vantagem no saldo de gols, o primeiro critério de desempate.

Na rodada final, o Marrocos enfrenta a líder do grupo, Colômbia, e precisa vencer para sonhar com uma campanha histórica. As jogadoras são treinadas pelo francês Reynald Pedros, bicampeão da Champions League com o Lyon, em 2019 e 2020.

Foto de Denise Bonfim

Denise Bonfim

Denise Bonfim é jornalista e produtora de conteúdo. Participou da cobertura de duas Copas do Mundo e duas Olimpíadas e soma passagens por Estadão, CNN, Jovem Pan, UOL e Globo.
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