Copa do Mundo Feminina

Os Estados Unidos querem – e muito – os grandes eventos de futebol, e a Copa do Mundo feminina é o novo alvo

Estados Unidos, México e Canadá vão sediar a Copa do Mundo Masculina em 2026

Mais do que nunca, os Estados Unidos querem o futebol. Depois do de levar Messi e Busquets para a MLS, no Inter Miami, e se apresentar como sede da Copa do Mundo de 2026 ao lado de México e Canadá, e da Copa América de 2024, o país quer mais.

Novamente em parceria com o México, os Estados Unidos apresentaram ontem (8) a candidatura para Copa do Mundo Feminina. A competição acontecerá em 2027 também recebeu a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda, e do Brasil, que também deseja receber o próximo mundial.

A ideia do US Soccer é reaproveitar as estruturas, deixando um enorme legado e transformando a modalidade no país. Os Estados Unidos também querem aproveitar de sua experiência em grandes eventos esportivos locais, como a NBA, NFL e NHL para fazer uma das maiores produções futebolísticas de todos os tempos.

Para Cindy Parlow, presidente da entidade máxima do futebol nos Estados Unidos, sediar a Copa do Mundo feminina será uma oportunidade única não só de crescimento da modalidade, mas também da realização de uma competição de grande porte “reciclando” o investimento.

“Este é um momento crucial para o futebol feminino. EUA e o México estão numa posição única para sediar uma Copa do Mundo que aproveitará os mesmos locais, infraestrutura e protocolos usados ​​para a Copa do Mundo Masculina apenas um ano antes. Isto não só irá desbloquear o potencial econômico do futebol feminino, mas também enviará uma mensagem às jovens jogadoras de todo o mundo de que não há limite para o que podem alcançar”. disse Parlow Cone em entrevista para ESPN.

Copa do Mundo Feminina pode chegar à África em 2031

Os países interessados em sediar a Copa do Mundo Feminina tinham até a última sexta-feira (8) para se candidatar. Por muito pouco a África do Sul não apresentou uma candidatura. O país desistiu, no último momento, foi a África do Sul, e preferiu esperar para planejar melhor a sua proposta para 2031.

Para se ter uma ideia, a Holanda está a idealizando a sua candidatura para a Copa do Mundo Feminina desde 2021, ou seja, caso seja o país escolhido, ao lado da Alemanha e da Bélgica, terão somado seis anos de trabalho conjunto para conseguir sediar a competição. A Federação Holandesa de Futebol afirmou em nota que há dois anos os três países estão concentrados em apresentar um plano estratégico e de execução, caso a Fifa escolha confirme os europeus como próximas sedes do torneio.

“Consultas extensas e detalhadas entre as três federações, juntamente com as principais partes interessadas, incluindo os governos centrais, datam de 2021. Isso levou a um alinhamento em torno da crença de que nossos três países estão bem posicionados para sediar uma Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 de qualidade e impacto incomparáveis. disse a Federação Holandesa de Futebol.

A Fifa vai organizar visitas presenciais aos países candidatos em fevereiro de 2024. Este procedimento será fundamental na escolha da sede da próxima Copa do Mundo Feminina. Assim como em 2023, quando Austrália e Nova Zelândia sediaram de forma conjunta pela primeira vez na história da competição, o sucesso do torneio neste ano pode fazer com que a entidade máxima do futebol opte pela opção de ter mais uma nação como sede. A definição para sede da próxima Copa do Mundo Feminina, em 2027, acontecerá em maio, no tradicional Congresso da Fifa.

 

Foto de Lucas de Souza

Lucas de Souza

Esse é Lucas de Souza, redator e repórter do Futebol na Veia e da Trivela. Jornalista especializado em Marketing digital é também narrador do Portal Futebol Interior e da RP2Marketing.
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