Futebol feminino

Com 30 mil presentes, a torcida do Alianza Lima ofereceu um recebimento incrível na final da liga feminina

O Alianza Lima teve o terceiro maior público do futebol feminino na América do Sul em 2022 e se sagrou bicampeão nacional

O futebol feminino se consolida em diversos países. Recordes de público são batidos com frequência em múltiplos continentes e isso não é diferente na América do Sul. Desta vez, o show ficou por conta da torcida do Alianza Lima, no Campeonato Peruano. As blanquiazules receberam o Carlos A. Mannucci no Estádio Matute, histórica casa do clube, no segundo jogo da final da liga. E o que se viu foi um dos recebimentos mais fantásticos dos últimos tempos. Festa incrível que motivou as aliancistas na vitória por 3 a 0, que garantiu o título nacional e também a classificação para a próxima Libertadores.

O Campeonato Peruano Feminino é recente. A primeira edição da competição foi realizada em 2021. Tal qual no masculino, o Alianza Lima se coloca como uma potência. A equipe conquistou a temporada inaugural da liga, em 2021, e dominou também em 2022. As aliancistas foram campeãs invictas, com 17 vitórias e três empates. A equipe ainda correu certos riscos na fase final, após liderar na etapa de classificação e também no hexagonal classificatório. As blanquiazules empataram com o Sporting Cristal e passaram nos pênaltis pelas semifinais. Já na decisão contra o Carlos A. Mannucci, o empate por 1 a 1 na ida foi seguido pelo terremoto no Matute.

Segundo os números oficiais, 30 mil pessoas estiveram nas arquibancadas nesta quinta-feira. É o terceiro maior público do futebol feminino na América do Sul no ano, abaixo apenas das finais no Brasil e na Colômbia. Dentro de campo, a vitória por 3 a 0 mostrou a força do Alianza. Sandy Dorador, Heidi Padilla e Adriana Lúcar anotaram os gols. Do lado de fora, de qualquer maneira, o recado que fica é ainda mais importante. Se esse envolvimento se mantiver, o futebol peruano como um todo pode se fortalecer no feminino.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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