Champions League Feminina

Renard deu vitória ao Lyon no clássico francês, mas a emoção ficou novamente por conta do Chelsea

Um gol de pênalti de Wendie Renard deu ao Lyon a vitória no principal duelo das quartas de final da Champions League feminina, contra o rival Paris Saint-Germain, por 1 a 0, mas mais uma vez as maiores doses de emoções ficaram por conta do jogo do Chelsea, que contou com a trave e mais defesas maravilhosas de Ann Katrin-Berger para vencer o Wolfsburg por 2 a 1.

Principal equipe do futebol feminino, o Lyon travou um duelo de poucas defesas das duas goleiras em Paris e que acabou decidido em um lance polêmico. Irene Paredes tentou afastar e acertou o braço de brasileira Formiga, aparentemente fora da área. Sem VAR na Champions feminina, o pênalti foi mantido, e Renard cobrou com muita qualidade para garantir a vantagem para o jogo de volta, aos 41 minutos da etapa final.

Chelsea gosta de emoção

O Chelsea está em vantagem para chegar às semifinais da Champions, mas como gosta de emoção. Na fase anterior, dependeu de três pênaltis errados do Atlético de Madrid para se classificar. Nesta quarta-feira, contou com duas bolas na trave do Wolfsburg, defesas maravilhosas da goleira Berger – que havia defendido duas daquelas cobranças das colchoneras – e um erro crasso da goleira adversária para vencer em Londres por 2 a 1.

Alexandra Popp foi a primeira a acertar a trave, aos 13 minutos, desviando o cruzamento da direita. Ainda no primeiro tempo, Fridolina Rolfö saiu na cara de Berger pelo outro lado. Encheu o pé duas vezes. Parou as duas na goleira alemã do Chelsea.

Rolfö também acertou a trave no começo do segundo tempo, antes de as inglesas abrirem o placar. Foi uma jogada bonita, de pé em pé, que começou com Ji So-yun acionando Francesca Kirby. Kirby emendou de primeira para Sam Kerr, que driblou a goleira Katarzyna Kiedrzynek e, quase sem ângulo, marcou um belo gol.

O Wolfsburg quase empatou na sequência. Popp cruzou da direita, e Rolfö, mais frustrada a cada jogada, pegou de primeira na segunda trave. Pegou firme, pegou forte. Berger fez uma defesa maravilhosa no reflexo.

E no outro lado, Kiedrznynek entregou o ouro. Errou o passe na reposição, Kirby interceptou, soltou com Kerr, que achou Pernille Harder no outro lado. Bastou tocar na saída da goleira para a jogador mais cara da história do futebol feminino marcar contra o seu ex-time.

O Wolfsburg segue vivo na briga pela vaga nas semifinais, porém, porque conseguiu descontar em um pênalti. Rolfö fez a jogada pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Magdanela Eriksson derrubou Svenja Huth. Sabendo que Berger é uma pródiga defensora de pênaltis, Dominique Janssen bateu no ângulo e descontou.

Barcelona despacha o Manchester City

A surpresa da rodada foi a facilidade com que o Barcelona venceu o Manchester City, um dos principais times femininos da Inglaterra, vice-campeão em quatro das últimas cinco edições da Superliga e em segundo lugar na atual temporada. A nigeriana Asisat Oshoala foi um dos grandes destaques da vitória catalã por 3 a 0 no estádio Johan Cruyff.

Quer dizer, depois de perder um gol feito logo no começo da partida, cara a cara com a goleira Ellie Roebuck, após receber o passe de Mariona Caldentey. Em seguida, porém, ela tabelou com Caldentey, que cruzou da esquerda e achou a capitã Alexia Putellas livre na segunda trave. Mas o cabeceio foi em cima de Roebuck.

Lauren Hemp deu uma arrancada brilhante para o City até chegar à entrada da área e rolar à direita, mas Ellen White bateu por cima. Oshoala estava com a pontaria mais em dia. Caldentey ajeitou para ela, da entrada da área, bater cruzado no canto e abrir o placar, aos 35 minutos do primeiro tempo.

Logo no começo da etapa final, Demi Stokes, que havia entrado no intervalo na vaga de Esme Morgan, deu um pontapé Oshoala dentro da área. Pênalti claro, que Caldentey converteu sem problemas. O City teve a chance de descontar, também da marca do cal, mas Chloe Kelly parou nas mãos da goleira Sandra Paños.

O gol vai fazer falta. Ainda mais porque o Barcelona conseguiu ampliar, a quatro minutos do fim. Jennifer Hermoso deu um bom passe para Putellas, que girou e acertou a trave. No rebote, a própria Hermoso ampliou a vantagem das espanholas para 3 a 0.

Bayern de Munique confirma favoritismo

O Bayern de Munique não teve problemas para abrir 3 a 0 contra o Rosengard, da Suécia, no confronto mais desequilibrado destas quartas de final. A roubada de bola e o contra-ataque rápido se mostraram uma combinação matadora para as alemãs. Todos os gols saíram assim.

Aos nove minutos, Linda Dallmann ficou com a bola no meio-campo, avançou, avançou, avançou, e, da entrada da área, bateu cruzado para fazer 1 a 0. Ainda no primeiro tempo, em outro contra-ataque, Lineth Beerensteyn foi quem disparou. Soltou à esquerda para Klara Bühl ampliar.

A própria Beerensteyn, em outra bola roubada pelo Bayern na altura do meio-campo, marcou o terceiro, após atravessar todo o gramado e bater duas vezes para deixar seu nome no placar.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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