Champions League Feminina

A Champions Feminina dá um passo enorme: com novo acordo de TV, terá jogos gratuitos no YouTube para o mundo todo

Uefa anunciou um acordo com o DAZN e o YouTube pelos próximos quatro anos, que aumentará o acesso aos jogos e multiplicará as receitas do torneio

A Champions League Feminina terá novidades importantes para a temporada 2021/22. Pela primeira vez, a competição continental contará com uma fase de grupos. Serão 16 equipes nesta etapa, com as duas primeiras de cada chave se classificando aos mata-matas. E a exposição do torneio será bem maior: nesta quarta, a Uefa anunciou um acordo inédito com o DAZN e com o YouTube para os direitos de transmissão de todo o mundo. As próximas quatro edições da Champions Feminina terão partidas ao vivo no YouTube, bem como no DAZN. O Brasil será um dos países beneficiados por essa novidade.

Conforme a Uefa, as duas próximas temporadas serão completamente gratuitas no YouTube do DAZN. Serão 61 partidas com livre acesso em 2021/22 e também em 2022/23, contando a fase de grupos e os mata-matas. Já nas duas temporadas seguintes, de 2023/24 e 2024/25, as 61 partidas seguirão disponíveis na plataforma do DAZN e o YouTube exibirá gratuitamente 19 jogos – um número ainda assim relativamente alto, embora não esteja especificado se as fases finais se incluem.

Neste acordo, o DAZN comprou os direitos da Champions League Feminina para o mundo todo. Apenas Oriente Médio, norte da África e China não entraram na negociação. Assim, fica a certeza de que o Brasil terá acesso a essas partidas de maneira gratuita pelo YouTube. Segundo a Uefa, este é um dos maiores negócios já realizados ao redor do futebol feminino. E o impacto comercial tende a ser maior, considerando a visibilidade que as partidas ganharão, não se limitando aos valores pagos pelos direitos. Embora não tenha emplacado no Brasil, o DAZN é bastante popular em diferentes países ao redor do mundo – como no Japão, na América do Norte e na própria Europa Ocidental.

“Dois anos atrás, quando lançamos o primeiro programa de estratégia da Uefa para o futebol feminino, prometemos ações que nos levariam a competições maiores, mais profissionais e mais prósperas. Diferentes iniciativas se seguiram desde então e demos um salto gigante nesta direção. Estamos felizes em anunciar o início dessa parceria com o DAZN e o YouTube. Para as duas primeiras temporadas, torcedores ao redor do mundo poderão ver jogos de graça, permitindo que sigam a competição e as melhores jogadoras do mundo. O futebol feminino está aí para ficar e crescerá mais forte”, comentou Aleksander Ceferin, presidente da Uefa.

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A criação da nova fase de grupos foi importante para aumentar os jogos à disposição e para centralizar os direitos de transmissão do torneio, aumentando as receitas. As 16 melhores equipes ganharão uma premiação no mínimo cinco vezes maior em relação ao recebido por alcançarem as oitavas de final na Champions Feminina de 2020/21. Além disso, a Uefa projetou um novo modelo de distribuição de dinheiro que divide uma fatia maior do bolo para as bases do esporte feminino. Anualmente, €24 milhões serão direcionados ao redor da Europa para incentivar outras equipes que não se classificaram à fase principal do torneio. Esses pagamentos de solidariedade correspondem a 23% das receitas totais da Champions Feminina.

Chefe do futebol feminino na Uefa, a ex-jogadora Nadine Kessler também celebrou o negócio: “Esse acerto permitirá que a Champions seja vista por torcedores e pessoas que amam o esporte ao redor do mundo. Essa visibilidade muda tudo, já que as melhores jogadoras e as melhores equipes poderão inspirar mais garotas e garotos a se apaixonar por esse esporte. Juntos, estamos trazendo o futebol feminino ao mundo e todos que se ligarem vão realmente fazer a diferença para algo maior”.

Além da ampliação do formato e das transmissões internacionais, a Champions League terá algumas novidades importantes para a próxima temporada. O VAR, antes restrito à decisão, será utilizado em toda a competição. Outra ótima notícia é a permissão para que as equipes possam inscrever novas jogadoras a qualquer momento, caso elas fiquem grávidas ou retornem de suas licenças maternidade.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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