Capitã do Chelsea e ex-jogadora mais cara do futebol feminino acertam com o Bayern de Munique
Magdanela Eriksson e Pernille Harder ganharam três dobradinhas consecutivas do futebol inglês e chegaram a uma final de Champions League
Um dos melhores times do mundo no futebol feminino, o Chelsea perdeu duas jogadoras importantes para o Bayern de Munique. A zagueira sueca Magdalena Eriksson, capitã dos Blues, e a atacante dinamarquesa Pernille Harder, que chegou a atrair maior taxa de transferência da história do futebol feminino quando saiu do Wolfsburg, decidiram deixar o clube inglês ao fim dos seus contratos e acertaram com o clube bávaro até 2026.
Eriksson, 29 anos, chegou ao Chelsea do sueco Linkopings, no qual foi colega de Harder pela primeira vez, em 2017. No total, fez 183 partidas e conquistou 11 títulos. Começou a usar a braçadeira de capitã dois anos depois. “É com coração pesado e muitas emoções que anuncio que minha jornada no Chelsea chegará ao fim”, disse a defensora, quando confirmou que sairia, em maio. “Eu fui extremamente privilegiada em ter tido um papel na grande história do clube. Foi uma grande jornada e levarei comigo as memórias que criamos juntos para sempre”.
Ela ganhou a companhia de Harder em 2020, quando o Chelsea pagou um valor considerado recorde para o futebol feminino de £ 250 mil (você não leu errado: na casa das dezenas de milhares de libras mesmo) pela sua contratação. A marca foi batida em setembro de 2022 pela transferência de Keira Walsh para o Barcelona por £ 350 mil. Ela fez 44 gols em 79 partidas pelo Chelsea e foi chamada pela sua técnica Emma Hayes de “uma das melhores atacantes do mundo”.
O Chelsea conquistou os últimos três títulos da Superliga Inglesa e nas três vezes acrescentou a Copa da Inglaterra, completando a famosa Dobradinha. O triênio também levou os Blues à final da Champions League, em 2020/21, e à semifinal da atual edição. “Pernille e Magdalena são duas jogadores de primeira linha com muita experiência. Elas conquistaram vários títulos, participaram de muitos grandes torneios. São um acréscimo perfeito para nosso time e trazem ainda mais qualidade ao nosso talentoso elenco”, disse o técnico do Bayern de Munique, Alexander Straus.
Ao contrário do masculino, o Bayern de Munique não domina o futebol feminino da Alemanha, com apenas quatro títulos da Bundesliga, todos conquistados desde 2014, quando passou a polarizar com o Wolfsburg, uma das grandes potências da categoria no país, com sete títulos, ao lado do FFC Frankfurt e com um a mais que Turbine Potsdam. As bávaras levaram a última edição do Campeonato Alemão com dois pontos de vantagem em relação às Lobas.
Eriksson e Harder, um casal, protagonizaram uma linda cena na Copa do Mundo de 2019, após a vitória da Suécia sobre o Canadá nas quartas de final. A defensora foi às arquibancadas dar um beijo na companheira que, embora dinamarquesa, estava vestindo a camisa amarela da rival. Elas são ativas na Play Proud, uma campanha do movimento Common Goal, criado por Juan Mata, com o objetivo de tornar o ambiente do futebol um lugar mais seguro para a comunidade LGBTQ+.



