Campeonato Brasileiro Feminino

Numa decisão histórica do Brasileirão, o Corinthians deu um passo à frente com a vitória sobre o Palmeiras no Allianz Parque

Gabi Portilho marcou um lindo gol e o Corinthians fica a um empate de assegurar o terceiro título no Brasileiro Feminino

O Campeonato Brasileiro Feminino vive uma decisão histórica nesta temporada. O Corinthians permanece como principal força da competição e está em sua quinta final consecutiva, em busca de seu terceiro título no período. Desta vez, porém, o principal desafiante é o Palmeiras. As alviverdes deram um salto em relação à última campanha e, depois de um grande desempenho já na fase de classificação, chegaram à inédita decisão. A primeira partida da final, entretanto, começou pendendo às corintianas. As alvinegras visitaram o Allianz Parque e saíram em vantagem, com a vitória por 1 a 0 sobre as palmeirenses. O segundo jogo, na Neo Química Arena, está marcado para 26 de setembro.

Como normal em clássicos, o jogo no Allianz Parque seria mais travado. As defesas prevaleceram, num duelo de muita pegada e faltas cometidas. Assim, o equilíbrio prevaleceu ao longo do primeiro tempo, com alguns lances palmeirenses na bola aérea e um gol anulado das corintianas. Somente no segundo tempo é que o Dérbi se abriu um pouco mais. Camilinha quase marcou um gol de placa do círculo central pelo Palmeiras, mas o Corinthians era melhor, especialmente com as alterações feitas pelo técnico Arthur Elias.

O gol que determinou o triunfo saiu nesta crescente das alvinegras, aos 21 minutos. E foi um golaço de Gabi Portilho, a melhor em campo na noite. O lance surgiu a partir de uma cobrança de falta na intermediária. Vic Albuquerque levantou a bola na área e Gabi Portilho se antecipou, finalizando de primeira, sem deixar a bola cair. A goleira Jully estava adiantada e ficou vendida no meio do caminho, apenas vendo o chute por cobertura entrar. O Palmeiras ainda tentou responder, mas a melhor chance de empate seria num arremate de Katrine que seguiu para fora.

O resultado garante a vantagem do empate ao Corinthians para o segundo jogo, dentro da Neo Química Arena. Em caso de vitória simples do Palmeiras, a decisão vai para os pênaltis. Somente com um triunfo por dois gols de diferença ou mais é que as palmeirenses conseguirão ficar com a taça diretamente. Vale lembrar ainda que as duas equipes terão uma prévia pelo Paulistão quatro dias antes da final, no dia 22, dentro do Allianz Parque.

“A gente falou durante a semana o quão equilibrado seria esse jogo. É muito bom sair com uma vitória aqui. É uma pequena vantagem, a gente sabe. É importante essa vitória para dar confiança. Conseguimos fazer nosso jogo, neutralizar a força do Palmeiras e eu estou muito feliz pelo desempenho da equipe”, declarou Tamires, a capitã do Corinthians. “Não vamos pensar que estamos com uma vantagem. Vamos entrar com toda garra, como o Corinthians sempre vem representando. O Corinthians sempre ganha junto”.

Já a heroína Gabi Portilho complementou: “A gente analisou os vídeos do Palmeiras, trabalhou não só dentro de campo, mas também fora. Trabalhamos bastante para essa bola. Treinamos, repetimos e, graças a Deus, deu certo. A gente treina muito para eu sair um pouco antes e deu certo. Sabíamos que seria um jogo duro. Não tem nada ganho por enquanto, mas sair vencendo fora de casa é super importante”.

Fica o destaque também para o aumento de audiência massivo que a transmissão da final feminina gerou à Band em São Paulo. A emissora chegou a 3,6 pontos de média no horário do jogo, mais que o dobro da semifinal entre Corinthians e Ferroviária. O duelo também foi transmitido pelo SporTV, além do TikTok da CBF e do Desimpedidos. Com o segundo jogo começando ainda mais cedo, às 20h do dia 26, é provável que a marca seja superada novamente – até pelo interesse que o Dérbi gera entre os torcedores corintianos e palmeirenses.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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