Campeonato Brasileiro Feminino

Lelê x Luciana: final do Brasileirão Feminino tem duelo de gigantes no gol

Hoje será decidido o Brasileirão Feminino e Lelê e Luciana, as goleiras, têm tudo para serem decisivas no duelo entre Corinthians e Ferroviária

O duelo entre duas potências do futebol feminino, Corinthians e Ferroviária, não fica restrito apenas à qualidade das jogadoras de linha. As equipes, que vão disputar o segundo jogo da final do Brasileirão Feminino neste domingo (10), também contam com duas gigantes debaixo de ambas as metas: Lelê e Luciana.

As goleiras são armas importantíssimas nas estratégias dos treinadores Arthur Elias e Jéssica de Lima. Caso o resultado volte a ser um empate, a decisão estará nas mãos delas.

Lelê, a cara da nova safra de goleiras do Brasil

Se tem algo histórico no time feminino do Corinthians é a defesa sólida. Prova disso são os inúmeros recordes que a equipe tem sem levar um único gol. Nesta temporada, por exemplo, foram 11 gols sofridos em 19 jogos – menos de 1,5 por partida. 

Muitos desses bons números são consequência do trabalho da goleira Letícia Izidoro, a Lelê, que defende o time desde 2016, com um pausa em 2021 quando defendeu por um curto tempo o Benfica de Portugal. 

Com o Corinthians, Letícia levantou nove canecos: três Campeonatos Brasileiros, duas Libertadores, dois Campeonatos Paulistas, uma Copa do Brasil e uma Supercopa.

É normal em um jogo do Corinthians a goleira estar adiantada, às vezes chegando quase até o círculo central, participando de toda a construção da jogada, posicionamento esse que apesar de deixar o coração da torcida inseguro, tem um respaldo técnico da comissão, em razão da sua habilidade com os pés, ou seja, uma goleira completa.

Além disso, Lelê também é um ótima pegadora de pênaltis, uma boa recordação é da final da Libertadores de 2017, contra o Colo-Colo, quando conseguiu pegar duas penalidades garantindo assim o título da competição para o Corinthians, na época Audax Corinthians. 

Para o jogo deste domingo penalidade máxima pode ser sim uma realidade, já que o primeiro jogo em Araraquara ficou no empate, mas a segurança da goleira embaixo das traves alvinegras dá ainda mais confiança para treinador Arthur Elias, que também sabe do potencial da goleira adversária:

– A gente vem treinando bastante pênalti desde janeiro, a gente vai analisar o confronto que  a gente tem com uma goleira que é muito boa, a Lu, de pegar pênalti, as batedoras, e também preparar nossas batedoras e a nossa goleira e a goleira Lelê, mas prioridade é vencer o jogo, sempre entramos com esse pensamento. 

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Símbolo da Ferroviária, Luciana gerou críticas na convocação de Pia

A goleira Luciana simboliza o sucesso da Ferroviária no futebol feminino. Aos 36 anos e desde 2013 no clube, a jogadora continua no mais alto nível brasileiro e gerou críticas à técnica Pia Sundhage, que comandou a seleção na última Copa do Mundo.

Luciana participou de praticamente todo o ciclo e esteve na conquista da Copa América do ano passado, na Colômbia. Entretanto, no momento da convocação final para o Mundial, acabou preterida por Bárbara, posteriormente reserva de Lelê na competição.

A defesa de Luciana ocorre diante de mais uma temporada regular, antes mesmo do papel de heroína na fase semifinal, quando defendeu dois pênaltis e protagonizou a classificação da Ferroviária para a decisão desta semana contra o Corinthians.

A experiente goleira ganhou tudo com a camisa da Ferroviária. Nos mais de 200 jogos pela equipe, Luciana chegou ao topo no Paulistão, na Copa do Brasil, no Brasileirão e na Libertadores (duas vezes).

Poucas atletas possuem currículo tão vasto quanto Luciana, que aos 36 anos chega em alta. Candidata a assumir um papel decisivo na final de domingo, a goleira tem o reconhecimento até do rival: Arthur Elias, ao contrário de Pia, lembrou da jogadora na primeira lista como treinador da seleção.

Foto de Jade Gimenez

Jade GimenezSetorista

Jornalista, fascinada por esporte desde a infância e transformou a paixão em profissão. Além do futebol, se mantem por dentro de outras modalidades desde Fórmula 1 até NFL. Trabalhou como repórter em TV e rádio cobrindo partidas de futebol, futsal e basquete.

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