Brasil atropela o México e carimba vaga na decisão da Copa Ouro Feminina
Com gols de Adriana, Antônia e Yasmin, Brasil supera mexicanas e aguarda adversário na final; Estados Unidos e Canadá duelam pela outra vaga na madrugada desta quinta
Nesta quarta-feira (6), a Seleção Brasileira fez mais uma vítima na Copa Ouro Feminina e manteve os 100% de aproveitamento. No Snapdragon Stadium, em San Diego, na Califórnia, a Canarinho não tomou conhecimento do México, venceu por 3 a 0 e carimbou passaporte rumo à grande decisão. Adriana, Antônia e Yasmin marcaram os gols e comandaram o recital da Amarelinha.
O Brasil é o único país sul-americano entre os dois melhores do torneio, que pela primeira vez conta com participantes convidados da Conmebol – Argentina, Colômbia e Paraguai foram as outras seleções do continente. Garantida na finalíssima, a Canarinho aguarda sua adversária, que sairá do confronto entre Estados Unidos x Canadá. A bola rola na madrugada desta quinta-feira (7), a partir de 0h15 (horário de Brasília), também em San Diego.
Vale destacar que além de buscar o primeiro título sob o comando do técnico Arthur Elias, a Seleção Brasileira também usa a Copa Ouro como forma de preparação para os Jogos Olímpicos de Paris, no meio do ano. E pode-se dizer que o trabalho tem sido bem feito. Assim como nas goleadas sobre Panamá e Argentina, o Brasil voltou a apresentar futebol envolvente e avassalador diante do México. Mais do que o resultado em si, a Amarelinha teve performance para lá de positiva tanto no setor defensivo, quanto ofensivo.
É O BRASA NA FINALLLL! 🇧🇷
Somos finalistas da Copa Ouro! Show do Brasil pra garantir a vitória contra o México e a classificação! VAMOOOOOS! 💪 pic.twitter.com/xrNVac6XB5
— Seleção Feminina de Futebol (@SelecaoFeminina) March 7, 2024
Como foi a vitória do Brasil sobre o México
Desde os primeiros minutos, a equipe de Arthur Elias mostrou intensidade, organização tática e frieza para decidir. O México dificultou as ações do Brasil no início e o gol marcado por Adriana não poderia ter saído em momento melhor. Rafaelle cruzou na área, a goleira Barreiras saiu mal e errou o bote na dividida. A bola bateu em Hernández, ficou viva e se ofereceu a lateral-direita, que não desperdiçou.
Engana-se quem acha que o Brasil mudou a postura após o tento de Adriana. Pelo contrário. A Canarinho aumentou a intensidade, se aproveitou do nervosismo das mexicanas e foi inteligente ao atacar os espaços cedidos. Em lançamento longo de Debinha, Bia Zaneratto apostou corrida com Nicolette Hernández e acabou derrubada na meia-lua. A árbitra Tori Penso mandou seguir. No entanto, com alguns minutos de atraso, o VAR entrou em ação. Ao checar a imagem no monitor, Tori voltou atrás. Ela enxergou infração no lance e expulsou a lateral-esquerda mexicana, por entender que se tratava de uma jogada de perigo iminente de gol.
O México acusou o golpe e sentiu muito a expulsão de Hernández. Em vantagem numérica, a Seleção Brasileira tratou de aumentar o drama das mexicanas. Após corte parcial da zaga adversárias, Antônia pegou a sobra na entrada da área, puxou para o pé esquerdo e acertou lindo chute no cantinho. Barreras até pulou, mas nada achou. Primeiro tempo de almanaque da Canarinho. 2 a 0 no placar e superioridade em todos os quesitos – posse de bola (55% x 45%), passes trocados (181 x 118), precisão nos passes (95% x 64%) e finalizações (12 x 2).
Nem deu tempo do segundo tempo começar direito, e lá estava o Brasil, balançando as redes mexicanas mais uma vez. Gabi Portilho foi até a linha de fundo pela direita e cruzou rasteiro na direção de Yasmim. Com extrema categoria, a camisa 6 completou de letra e aumentou a contagem.
Depois de matar o jogo com o terceiro gol, a seleção arrefeceu, baixou o ritmo e passou a ceder mais espaços. O México, por sua vez, esboçou uma reação, mas sequer assustou a goleira Luciana. Diferente da etapa inicial, o Brasil pecou na tomada de decisão e perdeu a oportunidade de emplacar um triunfo mais elástico. Nada que fizesse falta. A verdade é que as comandadas de Arthur Elias fizeram mais um bom jogo e, certamente, agradaram o comandante. Mas é importante dizer: seja contra Estados Unidos ou Canadá, a missão da Amarelinha na decisão da Copa Ouro promete ser bem mais complicada do que todos os adversários que a equipe encarou até aqui no torneio.
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Campanha do Brasil até a final da Copa Ouro
- Brasil 1 x 0 Porto Rico (1ª rodada)
- Colômbia 0 x 1 Brasil (2ª rodada)
- Brasil 5 x 0 Panamá (3ª rodada)
- Brasil 5 x 1 Argentina (quartas de final)
- Brasil 3 x 0 México (semifinal)



