Copa do MundoFutebol feminino

Wambach está ajudando a desenvolver uma faixa para minimizar concussões

Dentro do universo dos esportes americanos, quem tem mais preocupação com pancadas na cabeça é a NFL, que vira e mexe vê seus jogadores sofrendo com concussões por causa da voracidade dos encontrões, inerentes ao jogo. Mas não é um problema exclusivo do futebol americano. O “britânico” também tem que cuidar do cérebro dos seus atletas. E por isso, a craque da seleção americana Abby Wambach está desenvolvendo uma faixa tecnológica para minimizar o risco de concussões.

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Ela se uniu com uma empresa chamada Triax para criar essa faixa, que seria usada em volta da cabeça durante treinos e jogos para reunir dados como a frequência de pancadas e o nível de impacto delas. Essas informações seriam baixadas por especialistas e analisadas. “Quantas pequenas pancadas são muitas?”, questiona Chad Hollingsworth, vice-presidente da Triax. “No futuro, você poderia determinar um limite de quantas pancadas alguém pode levar em uma semana, um mês ou uma temporada”.

Abby passou a dar mais atenção ao assunto em 2013, quando sofreu uma séria concussão. Ela já utiliza a faixa na cabeça durante alguns treinamentos para ajudar a desenvolvê-la. E vê muita importância nesse assunto. “Acho que qualquer tipo de concussão na cabeça é um grande problema”, disse. “Você tem que garantir que todo mundo deixe o jogo em uma condição tão boa quanto entrou nele”.

Em setembro, preocupada com isso, a Fifa passou a permitir aos árbitros parar o jogo por três minutos, se houver suspeita de concussão. O desenvolvimento da faixa ainda está no começo, e ela não deve ser usada em massa dentro de um futuro próximo, mas qualquer coisa que ajude a reduzir os riscos de danos cerebrais durante o jogo de futebol é bem vinda.

Tanto no feminino, quanto no masculino. Na temporada passada, causou temor um lance em que Hugo Lloris, goleiro do Tottenham, foi acertado na cabeça e continuou jogando. Basta, também, perguntar a Petr Cech, arqueiro do Chelsea, que joga com uma espécie de capacete de rúgbi desde a temporada 2006/07, quando fraturou o crânio em um jogo contra  Reading.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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