‘Marquinhos é um pouco como um pai para mim no PSG, está sempre presente para tudo’
Brasileiro capitão do Paris é um dos maiores ídolos da história do clube
Capitão na maior temporada da história do PSG, Marquinhos já virou uma figura que será sempre lembrada pelos torcedores parisienses que o acompanham há quase 13 anos. No período, o brasileiro teve várias duplas de zaga especiais, como com o compatriota Thiago Silva, mas nenhuma venceu tão rápido como a que foi formada na última temporada.
O equatoriano Willian Pacho chegou a França em 2024 e, mesmo jovem e um novo país, virou o dono do lado esquerdo da defesa. Ele contou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (27), como é sua relação com o companheiro de defesa, que tem lhe ensinado muito.
— Marqui é um pouco como um pai para mim. É uma pessoa que está sempre presente para tudo, e não só para mim. Ele é muito especial para mim desde que cheguei, sempre me diz para manter essa fome de vitórias, essa vontade de aprender. Suas qualidades, sua maneira de ler os jogos… eu sempre aprendo alguma coisa com ele — elogiou.

O defensor de 24 anos, questionado sobre sua adaptação tão rápida em Paris, citou como o elenco e os profissionais do PSG tem tornado as coisas mais fáceis.
— A juventude e, sobretudo, o perfil dos jogadores e da comissão técnica em geral me ajudaram muito a me adaptar da melhor forma. O clube faz todo o possível para que tudo seja fácil para mim, para minha família e para todas as questões fora do futebol. A comissão e o treinador são claros e precisos no que pedem, e isso me ajudou bastante nesse processo de adaptação.
Marquinhos e Pacho venceram tudo no PSG
A zaga Brasil e Equador do PSG se tornou um pilar do jogo ofensivo de Luis Enrique, atenta a subir a linha nos momentos de pressão, com velocidade para recompor nos contra-ataques e muito boa com bola nos pés.
A temporada de 2024/25 com Pacho e Marquinhos como zagueiros terminou com a Tríplice Coroa: conquistas da Ligue 1, Copa da França e Champions League. Em 2025/26, repetiram a dose para levar a Copa Intercontinental e as Supercopas da França e da Europa.
Com os dois juntos em 58 partidas, o PSG só perdeu oito vezes e sofreu 50 gols (média de 0,8). Foram 38 vitórias e apenas quatro empates.

— Eu sabia do que o Pachito era capaz, é um monstro, e ele vem mostrando isso cada vez mais. Ele realmente merece, é alguém do bem, uma boa pessoa, que trabalha sempre muito. Essa é uma das qualidades dele, uma força que ele tem: é um defensor completo, ele tem tudo — elogiou Marquinhos no ano passado à “ESPN”.
— Não é fácil chegar ao PSG assim, com a filosofia do treinador, que pede o tempo todo para pressionar, ir para frente, fazer o um contra um lá atrás, e ele faz isso muito bem — completou.
Os dois estarão em campo nesta quarta (28), quando o PSG recebe o Newcastle pela última rodada da fase de liga da Champions, partida decisiva para o PSG confirmar um lugar entre os oito primeiros colocados que vão direto às oitavas de final.



