Textor nega chance de rebaixamento do Lyon por crise financeira: ‘Temos recursos’
Dono da empresa multiclubes alega que comitê francês observou apenas o clube e não a estrutura em que está colocado
Após um órgão da Liga de Futebol Profissional da França (LFP) determinar o rebaixamento provisório do Lyon por causa de sua crise financeira, um gripado John Textor fez um pronunciamento neste sábado (16) afirmando que não existe nenhuma chance de que a equipe vá para a segunda divisão.
Dono da Eagle Football Holdings, que comanda o Lyon e outros clubes — como o Botafogo –, Textor falou por cerca de duas horas em uma coletiva que não foi transmitida ao vivo pelo clube. Os repórteres que estavam presentes puderam fazer poucas perguntas e também foram proibidos de fazer postagens em tempo real.
— Quero dizer ao mundo que nós não seremos rebaixados, não existe nenhuma chance. Temos recursos e, mesmo se todas as nossas alternativas derem errado, ainda temos acionistas que não deixarão o clube afundar.
Para contestar a decisão da Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) da Liga Francesa, o norte-americano fez críticas ao modelo de análise do órgão, que proibiu o Lyon de contratar e exigiu controle sobre a folha salarial do clube.
— Existe muita gente inteligente na DNCG, mas eles trabalham em um sistema e não querem olhar no que fazemos globalmente. Somos uma grande organização e é importante entender que todos os clubes contribuem. Nossos departamentos colaboram, inclusive os financeiros. A ideia de que alguém te diga como você deve operar seu negócio é algo estranho para mim — contestou Textor.
Perguntado se o clube iria apelar da decisão da DNCG, Textor disse que não existe a chance de contestar um alerta de punição. Ele também afirmou não entender a necessidade de tornar a sanção pública, sendo que isso não aconteceu em outras oportunidades em que a DNCG entrou em ação.
Como Textor e o Lyon pretendem resolver a crise financeira
Durante o pronunciamento, Textor e o diretor Laurent Prud’homme apresentaram algumas soluções para evitar o rebaixamento por causa dos problemas financeiros — um déficit de 100 milhões de euros — apontados pela DNCG.
A primeira solução é uma injeção de 75 milhões de euros que viriam por duas formas: venda de ações ou negociações de jogadores do Botafogo. Além disso, 40 milhões de euros podem ser recaptados com a venda de suas ações no Crystal Palace (a Eagle é dona de 45,3% das ações do clube londrino).
Textor ainda afirmou que a Eagle poderia ceder cerca de 100 milhões de euros adicionais, além de possíveis vendas de jogadores do Lyon. Também existe a possibilidade de um empréstimo.
— Essas não são apenas projeções, nós temos muito ativos. Entendo [a descrença da DNCG sobre a movimentação financeira], mas temos quatro candidatos no Crystal Palace, temos o Botafogo e seus jogadores, e nossa folha salarial pode ser diminuída em 50 milhões de euros — afirmou Prud’homme.
Segundo Textor, o elenco do Lyon hoje é muito grande, com mais de 30 jogadores, e poderia ser reduzido para 23 ou 24 jogadores.
Três dos maiores salários do elenco — Alexandre Lacazette (500 mil euros por mês), Anthony Lopes (400 mil) e Nicolás Tagliafico (280 mil) — têm seus contratos se encerrando no fim da temporada, enquanto outros dois salários grandes — Nemanja Matic (500 mil) e Correntin Tolisso (400 mil) — são vistos como saídas certas mesmo tendo vínculos até 2026 e 2027, respectivamente.


