França

Estrela do PSG admite: ‘Gostaria de ser treinado por Guardiola’

Volante português tem se destacado na temporada e foi eleito o melhor jogador da Copa Intercontinental

Eleito o melhor jogador da Copa Intercontinental de 2025, Vitinha acumulou boas atuações e chegou a ser comparado com Iniesta. Na sua quarta temporada pelo Paris Saint-Germain, a parceria entre o volante e o técnico Luis Enrique rendeu, além do título mundial, a conquista da Champions League.

Mas apesar da sintonia entre técnico e jogador, o português revelou em entrevista ao jornal “A Bola” qual treinador gostaria de trabalhar antes de se aposentar, optando por Pep Guardiola e o seu estilo de jogo.

Para ser coerente, diria Guardiola. O estilo de jogo é muito parecido com o do Luis Enrique, da mesma filosofia, e com o meu. Por isso, teria muita curiosidade em saber como seria ser treinado por ele. Mas estou muito bem onde estou. Adoro estar onde estou e adoro o treinador que tenho –, afirmou.

Vitinha nunca escondeu a boa relação que tem com o atual treinador, e detalhou a importância que Luis Enrique teve na sua carreira e no desenvolvimento do seu estilo de jogo.

— Devo-lhe muito e já lhe disse isso. Sei que sem ele, sem a confiança que tem em mim, não chegaria a este nível. Ele acreditou mais em mim do que eu mesmo depois daquele primeiro ano. Foi ele quem me potenciou e permitiu chegar a este nível — explicou.

Sobre o período em que o elenco do PSG contava com o trio Messi, Mbappé e Neymar, Vitinha não escondeu a dificuldade em trabalhar com o elenco, e destacou que era um grupo ‘difícil de lidar’.

— Se passou muita coisa, mas prefiro não falar disso. Foi difícil por isso. Foi um ano em que não senti que éramos uma equipe, cada um corria por si e andávamos perdidos em campo, eu tinha acabado de chegar. Aquilo foi difícil. Era bastante difícil lidar com aquele grupo de jogadores — relembrou.

Vitinha em atuação pelo PSG (Foto: Iconsport)
Vitinha em atuação pelo PSG (Foto: Iconsport)

Vitinha gostaria de nova experiência na Premier League

Mas apesar do sucesso com a equipe francesa, o jogador também teve uma breve passagem pela Premier League, onde atuou no Wolverhampton por uma temporada, sob empréstimo do Porto.

O período em que jogou pelo Wolves, no entanto, não foi como esperado. Sob o comando de Nuno Espírito Santo, o português atuou em 22 jogos, marcou um gol e ofereceu uma assistência.

— O contexto não foi o melhor para mim. A forma como o Wolverhampton jogava realmente não me favorecia e vemos milhentos casos de jogadores que em certos contextos não funcionam e noutros voam. Quando entrei, tentei dar o máximo. Portanto, estou de consciência supertranquila. Simplesmente não deu — afirmou.

Apesar do vínculo com o clube parisiense ter sido renovado até 2029, o volante não descartou o retorno à Premier League, mas destacou que não garante assumir novos desafios na carreira.

— O futebol inglês é fantástico, principalmente pelo espetáculo que é, e tenho aquele sabor amargo de não ter saboreado a melhor parte da Premier League, que são os torcedores. Fui num ano de Covid, quando  jogava com o estádio vazio. Gostaria muito de um dia presenciar aquela liga verdadeiramente como é, com os estádios cheios, com esse espetáculo que oferece — declarou.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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