Europa

[Vídeo] Confusão entre torcida do PAOK e polícia fez o governo suspender a Copa da Grécia

Os episódios de violência são comuns no futebol grego. E provocaram outra medida enérgica do governo local: o ministro dos esportes Stavros Kontonis resolveu suspender por tempo indeterminado a edição desta temporada da Copa da Grécia. Nesta quarta, os embates entre a torcida do PAOK e a polícia local tomaram o campo de jogo, após uma decisão controversa da arbitragem no final que garantiu a vitória por 2 a 1 do Olympiacos no jogo de ida.

Como de costume, a torcida do PAOK preparou uma linda festa em Salônica para enfrentar os rivais da capital. Contudo, a pirotecnia que tentava intimidar os visitantes acabou evidenciando a fúria dos anfitriões aos 40 do segundo tempo, com sinalizadores atirados em campo. Um pênalti claro, não marcado a favor do PAOK, gerou a revolta na torcida – que historicamente acusa as arbitragens de favorecerem os clubes da capital. E a revolta se transformou em selvageria, com os confrontos que tomaram as arquibancadas antes mesmo do apito final e invadiram o gramado. Após a partida, o presidente dos alvinegros chegou a afirmar que seu elenco não viajaria a Pireu para fazer o duelo de volta.

Assim, o governo grego resolveu partir para uma decisão extrema e suspender a competição nesta quinta, em anúncio feito apenas duas horas antes do outro jogo das semifinais – embora sem interferir no Campeonato Grego e nos outros torneios nacionais. A atitude, aliás, não é inédita na Grécia durante os últimos meses. Desde 2014, o governo chegou a paralisar o campeonato, a cancelar um clássico entre Olympiacos x Panathinaikos e a suspender os ultras do Panathinaikos – tudo por incidentes com violência nas arquibancadas. Medidas pesadas contra o futebol, mas que parecem longe de incomodar quem causa os problemas e ainda mais de resolvê-los.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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