Europa

Uefa libera torcida em até 30% da capacidade em seus torneios – apenas nos países que permitirem

Partiu do Rio de Janeiro a tentativa de reabrir os portões dos estádios brasileiros para o público imediatamente, mas 19 clubes votaram contra a medida – o Flamengo não participou da reunião – enquanto não houver autorização das autoridades para que todos os estados com participantes na Série A recebam torcida. É uma questão de isonomia e equilíbrio da competição, com a qual, aparentemente, a Uefa não se preocupa tanto assim.

Nesta quinta-feira, a entidade europeia anunciou que permitirá a entrada de torcidas em suas competições, em até 30% da capacidade dos estádios, mediante a aprovação das autoridades locais. Nem mesmo essa taxa será necessariamente a mesma para todos os clubes porque ela será atingida “apenas onde o limite estabelecido pelas autoridades não for menor”. Ou seja, se algum país estiver permitindo a presença de menos de 30% de público, essa taxa também será usada para os torneios da Uefa.

Segundo a entidade, o teste com a Supercopa da Uefa, disputada entre Bayern de Munique e Sevilla em Budapeste com 30% da Puskas Arena aberta para o público, “demonstraram que é possível para os torcedores irem a jogos de futebol, nas circunstâncias certas, colocando a saúde e a segurança em primeiro lugar com o uso de amplas medidas mitigadoras”. Acrescentou que aquele jogo também mostrou que os torcedores se comportaram de acordo com as recomendações sanitárias.

O distanciamento social será obrigatório nas partidas europeias, assim como o uso de máscaras, sempre de acordo com as regulações locais. Torcedores visitantes seguem proibidos até segunda ordem.

“Essa decisão é um sensível primeiro passo que coloca a saúde dos torcedores em primeiro lugar e respeita as leis de cada país. Embora estejamos enfrentando um inimigo em comum, países diferentes têm abordagens diferentes e desafios diferentes. Essa decisão permite muito mais flexibilidade local para lidar com a volta dos torcedores do que o caso anterior (portões fechados em todo lugar), sempre respeitando a avaliação das autoridades locais”, disse o presidente da Uefa, Aleksandr Ceferin.

A pandemia, como citou Ceferin, está em diferentes estágios dependendo do país europeu – da mesma maneira que está em diferentes estágios dependendo do estado brasileiro. França e Holanda, por exemplo, retomaram suas competições já com público limitado. A Itália permitiu 1.000 pessoas por partida, enquanto o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, avisou aos clubes para se prepararem para manter os portões fechados até o fim do inverno, em março.

A Uefa não tocou na questão do desequilíbrio que isso causará às competições, com alguns clubes podendo jogar diante de seus torcedores e outros não, mas acredita que essa medida é de mais fácil compreensão aos torcedores. “27 países no continente já permitem torcedores, em certa medida. Essa decisão permitirá uma abordagem coerente país a país e não competição a competição, o que às vezes era de difícil compreensão aos torcedores”, disse.

“Nestes momentos difíceis, é importante trazer de volta mais esperança e paixão às vidas dos torcedores de futebol e nós pedimos que eles se comportem de maneira apropriada e respeitem as medidas de segurança colocadas em prática para a saúde deles e para saúde de seus colegas torcedores”, completou Ceferin.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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