Europa

Tradição ou dinheiro? Torcida do Young Boys quer recuperar nome antigo do seu estádio

Até que ponto vale a pena trocar a tradição por dinheiro? A alma de um estádio cheio de história e jogos marcantes por alguns milhões de euros? Os torcedores do Young Boys concluíram que o limite foi atingido. Dois grupos de torcedores do clube suíço abriram uma petição para que Stade de Suisse volte a se chamar Estádio Wankdorf, o nome que tinha antes da reforma de 2001 e em ocasiões como a final da Copa do Mundo de 1954 e de Copa dos Campeões de 1961.

LEIA MAIS: Torcida suíça se une para bancar o patrocínio que o clube não consegue

No final da atual temporada, no verão europeu de 2015, o contrato de naming rights com o Swiss Bank chegará ao fim. As dez mil assinaturas que os grupos Ostkurve Bern e Gäubschwarzsüchtig recolheram pede que o nome antigo seja retomado, mesmo que isso signifique abrir mão da renda que um novo contrato de cessão de nome possa trazer. Na opinião deles, desde a reinauguração, em 2005, o estádio ficou “chato” e “sem alma”. Retomar o antigo nome seria um jeito de modificar isso.

No entanto, dificilmente os torcedores tão êxito nessa empreitada. O porta-voz da Nationalstadion AG, empresa que administra o espaço, Albert Staudenmann, afirmou que “leva a opinião dos torcedores em consideração, mas quer deixar todas as opções em aberto”. Também disse que valoriza a tradição, mas precisa “desenvolver novas fontes de receita”. Eles já estão conversando com potenciais patrocinadores.

Mesmo que não Wankdorf mude de nome novamente, para Estádio Rolex ou algo do gênero, a iniciativa já vale a pena por levantar a discussão. Os clubes precisam dos estádios para montarem bons times e ganharem títulos, mas onde fica o limite entre a tradição e o dinheiro?

Final da Copa do Mundo de 1954:

Final da Copa dos Campeões de 1961:

Final da Recopa de 1989:

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo