Europa

Mesmo com virada, Thomas Frank mostrou seu ‘DNA’ em estreia pelo Tottenham

Técnico dinamarquês deixou boas credenciais apesar de sofrer dura derrota nos pênaltis para o PSG

A sensação de todo torcedor do Tottenham só pode ser de frustração após abrir 2 a 0 contra o PSG, campeão da Champions League, e, além de sofrer o empate, perder o título da Supercopa da Europa nos pênaltis. Mas, mesmo nesse cenário muito frustrante, há coisas boas a se tirar.

Os Spurs foram melhores, mais competitivos e intensos por pelo menos 60 minutos no Estádio Friuli. De quebra, a equipe mostrou uma área que pode ser muito forte com o novo técnico Thomas Frank: o poder das bolas paradas.

— Mostramos que podemos ser adaptáveis e pragmáticos, e precisávamos ser assim contra um time como o PSG. A forma como queríamos defender, com pressão alta e também defendendo mais recuados, foi excelente, quase perfeita, e as bolas paradas também foram muito boas e perigosas — disse à TV “TNT Sports”.

Com o dinamarquês, o Brentford, clube que treinou de 2018 até maio deste ano, se tornou um dos melhores times nesse tipo de jogada na Premier League nos últimos anos.

Agora no time do norte de Londres, o dinamarquês trouxe o técnico de bolas paradas Andreas Georgson, que estava no Manchester United e trabalhou no Brentford com ele em 2020 — Frank disse no passado que nunca mais trabalhará sem um profissional para essa área e acredita que não dá para ter sucesso na Premier League sem um desse.

A dupla parece já ter trabalhado esses lances rapidamente e o resultado apareceu nesta quarta-feira (13).

Andreas Georgson (à esquerda) ao lado de Thomas Frank em treino do Tottenham
Andreas Georgson (à esquerda) ao lado de Thomas Frank em treino do Tottenham (Foto: Imago)

Tottenham mostra que pode melhorar muito na bola parada com Frank

Melhor que o PSG, o time inglês abriu o placar aos 38 do primeiro tempo a partir de uma falta cobrada do meio-campo pelo goleiro Vicario. O caminho foi a segunda trave, onde um desvio deixou a bola viva e, após Palhinha obrigar defesa de Chavelier, Micky van de Ven concluiu às redes.

No comecinho da etapa final, a cobrança dessa vez foi na intermediária e batida por Pedro Porro, mas a bola seguiu a mesma trajetória, no segundo poste, para Cristian Romero cabecear e o goleiro do PSG espalmar antes da bola entrar.

— [A bola parada] É fundamental. Para qualquer equipe, isso deveria ser uma arma, na minha opinião. Com certeza vamos focar nisso, porque acredito que é uma área crucial. Em alguns momentos, mostramos que podemos jogar de igual para igual contra qualquer equipe do mundo. Esse é um aspecto positivo que levarei comigo — disse Frank, também à “TNT Sports”.

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Brentford e a força na bola parada

A força ofensiva em escanteios, faltas, laterais e outros lances do tipo apareceu na última temporada com o Brenford. A equipe de Frank, com o auxílio do então treinador de bolas paradas Keith Andrews (agora técnico principal dos Bees) marcou 13 gols nessas jogadas, menos apenas que Arsenal (14), Crystal Palace, Aston Villa (ambos com 16) e Nottingham Forest (17).

Mas não é só atacando que o Brentford se destacou. Eles só foram vazados em três oportunidades em jogadas de bolas paradas (excluindo pênaltis), de longe o melhor time da elite da Inglaterra nesse quesito. Os dados são da plataforma de estatística “Opta”.

Como comparação, o Tottenham marcou 10 tentos assim e sofreu 13, segundo o site especializado “WhoScored”.

A tendência é agora os Spurs se tornarem especialistas com a dupla Frank-Georgson em 2025/26. O time do norte de Londres estreia na Premier League no próximo sábado (16), quando recebe o Burnley. Além das copas locais, a equipe também disputará a Champions League nesta temporada.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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