Após demissões de peso, dois clubes europeus miram contratação de Thiago Motta
Demitido da Juventus em março, técnico ítalo-brasileiro ainda não assumiu nenhuma equipe desde então
Thiago Motta foi demitido da Juventus em março deste ano e, desde então, se encontra livre no mercado. Segundo o jornal italiano “Gazzetta dello Sport”, no entanto, dois clubes têm interesse em fazê-lo voltar a ativa nos próximos dias. O Fenerbahçe é um deles.
Pouco mais de uma semana depois da eliminação precoce nas fases iniciais da Champions League, que culminou na demissão de José Mourinho, a diretoria dos Canários Amarelos já trabalha com alguns nomes para substituir o português. Thiago Motta faz parte dessa relação.
Além do time turco, o Bayer Leverkusen também estaria na corrida pelo ítalo-brasileiro de 43 anos. Aproveitando a pausa para a Data Fifa, a equipe alemã despediu Erik Ten Hag na última segunda-feira (1). O treinador holandês fez somente três jogos oficiais, e não obteve nenhuma vitória.
O periódico italiano, porém, destaca que, apesar de se tratarem de dois projetos interessantes, Thiago Motta está inclinado a não aceitar um novo desafio neste início de temporada. Segundo a apuração, ele prefere tirar um ano sabático.
Vale destacar que Thiago Motta tem contrato com a Juventus até 2026. A Velha Senhora, hoje comandada pelo croata Igor Tudor, é a mais interessada em um retorno de seu ex-treinador aos trabalhos, pois assim encerraria de vez seu vínculo com ele e pouparia dinheiro.
Thiago Motta teve saída conflituosa da Juventus

Duas semanas após sua demissão da Juventus, Thiago Motta quebrou o silêncio com um duro posicionamento. Em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera”, o ítalo-brasileiro fez críticas à condução da diretoria bianconeri, classificando a troca de comando no time como uma decisão “precipitada”. Igor Tudor, ex-Lazio assumiu a equipe de Turim no dia seguinte.
Thiago Motta havia sido contratado em junho de 2024, com um contrato válido por três temporadas. Seu vínculo, entretanto, foi encerrado antes mesmo de completar um ano no cargo. Embora tenha admitido falhas durante a passagem pela Velha Senhora, o técnico rejeitou com firmeza qualquer leitura de que teria fracassado.
— A Juventus deveria ter me dado tempo. Mesmo que seja verdade que os dois últimos jogos foram mal jogados, a escolha por outro caminho foi precipitada. As coisas não correram como esperava, especialmente na Copa da Itália e na Champions League. Mas não quero ouvir falar em fracasso. Deixei a equipe a apenas um ponto atrás do quarto lugar, o principal objetivo no início da temporada — disse.
Após 42 jogos à frente da Juventus, Thiago Motta deixou o cargo com 18 vitórias, 17 empates e sete derrotas. As eliminações para o Empoli, na Copa da Itália, e para o PSV, na Champions League, aumentaram muito a pressão contra o seu trabalho. A demissão veio após dois resultados considerados “inaceitáveis”: um 4 a 0 contra a Atalanta, em casa, e um 3 a 0 diante da Fiorentina, fora.
— Com uma equipe nova e afetada por lesões, estávamos perto de atingir o nosso objetivo. Mudaria algumas decisões, especialmente nos dois últimos jogos, mas não aceito que apaguem todo o trabalho realizado.



