Europa

Reformulado e superando um começo muito ruim, Celtic recupera o título do Campeonato Escocês

O empate com o Dundee United nesta quarta-feira selou a 52ª conquista do Celtic na liga nacional da Escócia

Foi contra o Dundee United, em um domingo de março do ano passado, que o sonho de conquistar o Campeonato Escocês dez vezes consecutivas escapou de vez das mãos do Celtic. Um empate por 0 a 0 que garantiu a conquista ao Rangers, seu grande rival que havia renascido das cinzas após a falência. Agora, cerca de um ano depois, foi também contra o Dundee United, e também com um empate, que o Celtic recuperou a coroa da Escócia e se tornou campeão nacional pela 52ª vez.

A atuação foi opaca, mas o gol de Giorgos Giakoumakis, seguido pelo empate do Dundee United, com Dylan Levitt, garantiu o 1 a 1 e o ponto que o Celtic precisava nas últimas duas rodadas para terminar uma incrível recuperação. A campanha começou horrível para o técnico Ange Postecoglou, uma crise estendida da temporada anterior, e a diferença era de seis pontos na altura do Natal.

Postecoglou fez um trabalho exemplar. O Celtic que empatou aquele jogo com o Dundee United em 2021 e oficializou o título do Rangers foi escalado Scott Bain; Jonjoe Kenny, Stephen Welsh, Kristoffer Ajer e Diego Laxalt; Scott Brown, Callum McGregor e David Turnbull; Mohamed Elyounoussi, Ryan Christie e Odsonne Édouard. Desses, apenas McGregor também foi titular no 1 a 1 desta quarta-feira contra o mesmo adversário.

James Forrest, reserva um ano atrás, começou jogando nesta quarta-feira. Tom Rogic, também presente no elenco anterior, e Turnbull saíram do banco de reservas. Mas no geral Postecoglou reverteu 25 pontos de diferença – a vantagem do Rangers campeão – em uma única temporada, com um time inteiro novo e sem fazer enormes investimentos, mas acertando quase todas as contratações. Dos 19 jogadores que atuaram mais de 1.000 minutos nesta temporada por todas as competições, 11 estão em seu primeiro ano no Celtic Park.

Destaque para o japonês Kyogo Furuhashi, contratado do Vissel Kobe e artilheiro da temporada com 18 gols. Liel Abada e Giakoumakis contribuíram com 15 cada. Em janeiro, chegou o meia Reo Hatate, outra boa observação de Postecoglou dos seus tempos na J-League, para acrescentar qualidade ao meio-campo. Brilhou com dois gols e uma assistência no Old Firm de fevereiro.

Não parecia que seria assim no começo da temporada, quando o Celtic teve um dos seus piores começos de Campeonato Escocês, o pior em 23 anos, com três derrotas em seis rodadas. Mas a recuperação foi brilhante, com 31 rodadas de invencibilidade até selar o título na 37ª, passando por duas vitórias sobre o Rangers e algumas goleadas, como o 7 a 0 diante do St. Johnstone. E também deu para conquistar a Copa da Liga Escocesa nesse período.

“Foi um esforço enorme”, comemorou Postecoglou, que conquistou o Campeonato Japonês com o Yokohama Marinos. “Ninguém nos deu muita chance no começo da temporada, então foi um esforço inacreditável. Eu não poderia estar mais feliz, mas estou muito orgulhoso deste grupo de jogadores e funcionários. Eles têm sido inacreditáveis para mim. Acho que nosso futebol foi fabuloso”.

O fato de esta sido apenas a primeira temporada de um time completamente novo do Celtic é indicativo de que o novo campeão escocês ainda tem espaço para melhorar. E com o Rangers campeão da Copa da Escócia e na final da Liga Europa, o futuro parece promissora a disputa entre os dois grandes rivais nos próximos anos.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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