Europa

Quem é Frantisek Rajtoral, tcheco de 31 anos que teria cometido suicídio

O lateral direito de Frantisek Rajtoral faltou ao treino do Gaziantepspor, no último domingo. Os companheiros ficaram preocupados. O clube alertou as autoridades. E, no fim, tinham razão: o tcheco de 31 anos foi encontrado morto em sua casa, sob fortes suspeitas de ter se matado. Os supostos motivos do suicídio não são de conhecimento público.

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A hipótese de suicídio foi confirmada pelo comunicado da Federação Tcheca, que lembrou seus quatro títulos nacionais pelo Viktoria Plsen, e pelo presidente do Gaziantepspor, Ibrahim Kizil, ao veículo turco Sporx: “Infelizmente, posso confirmar que as notícias de suicídio são verdadeiras. Seus companheiros ficaram preocupados quando Rajtoral não participou da sessão de treinamentos de hoje (domingo). Ele era animado, não parecia ter problemas. Eu realmente não sei por que ele fez isso”.

Um estudo conduzido pelo atual médico chefe do sindicato dos atletas, o FifPro, Vincent Gouttebarge, afirma que mais de 10% das mortes no futebol profissional podem ser atribuídas ao suicídio. A diferença, no entanto, é que a depressão costuma ficar mais aguda durante a aposentadoria, principalmente quando os jogadores não estão preparados para a transição da vida de atleta para a vida de pessoa normal. “Nos últimos dois anos, vimos muitas mudanças na maneira com que esse problema é visto. Conduzimos várias pesquisas para explorar a extensão dos problemas mentais de saúde e, com base nessas descobertas, tentamos chegar a algumas medidas para ajudar os jogadores”, disse Gouttebarge, ao Guardian.

Rajtoral despontou no futebol tcheco defendendo o Baník Ostrava, entre 2005 e 2009, quando assinou pelo Viktoria Plzen. Foi a fase mais gloriosa da sua carreira, com direito a quatro títulos nacionais em sete temporadas e 26 partidas de Champions League. Com a camisa do Plzen, o lateral direito encarou gigantes como Milan, Barcelona e Bayern de Munique durante duas campanhas na fase de grupos da principal competição europeia. Fez dois gols, ambos na temporada 2013/14: na vitória por 4 a 3 sobre o Zeljeznicar, da Bósnia, na segunda fase preliminar, e na derrota por 3 a 2 para o CSKA Moscow, já compondo o grupo D, ao lado dos bávaros e do Manchester City.

O tcheco passou o segundo semestre daquela temporada emprestado ao Hannover, mas jogou apenas sete jogos pela Bundesliga, todos como titular. Retornou à República Tcheca, onde ficou mais dois anos, antes de se transferir por € 500 mil para o Gaziantepspor, da Turquia. Não vinha sendo muito utilizado no seu novo clube. A vitória por 2 a 0 sobre o Osmanlispor foi seu único jogo como titular em 2017. Disputou 20 partidas no total, 18 desde o começo, mas sete dessas vieram na Copa da Turquia.

A carreira pelos clubes valeu-lhe 14 partidas pela seleção tcheca e a convocação para a Eurocopa de 2012, na qual foi reserva. Jogou apenas sete minutos, seis contra a Polônia e um diante da Grécia. Nunca foi às redes pelo time nacional, mas foi responsável pela assistência de um dos gols da vitória por 4 a 1 sobre Malta, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, marcado por David Lafata. Seu último jogo pela República Tcheca foi em março de 2014. O último de sua vida dedicada ao futebol foi em 2 de abril, contra o Osmanlispor.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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