Presidente do Trabzonspor é preso em escândalo

A polícia da Turquia prendeu 22 pessoas nesta segunda-feira, incluindo o presidente do Trabzonspor, acusados de participação em no escândalo de manipulação de resultados que explodiu no país.
O presidente do Trabzonspor, Sadri Sener, foi preso um dia depois do tribunal indiciar e prender o presidente do Fenerbahçe, Aziz Yildirim, que espera julgamento. O Fenerbahçe foi campeão turco, pouco à frente do Trabzonspor.
O ex-presidente da federação turca de futebol, Mahmut Ozgener, foi convidado pela polícia para testemunhas no processo. Entre os presos, estão o ex-dirigente da federação turca, Levent Kizil, o ex-dirigente do Ankaragucu Mumtaz Karakaya e o goleiro do Ankaragucu, Serdar Kulbilge.
Os escândalos devem resultar em punições ao Fenerbahçe, que pode perder o título, a vaga na Liga dos Campeões e ainda ser rebaixado à segunda divisão do país. A decisão deve sair até sexta-feira, data limite para notificar a Uefa sobre os times que disputarão a competição.
Segundo as regras da Uefa, os times indicados para as vagas das suas competições não podem estar envolvidas em qualquer atividade que vise manipulação ou tentativa de manipulação de resultados.
Caso seja punido, o Fenerbahçe cede a vaga ao Trabzonspor, vice-campeão. Mas com o time também envolvido no escândalo, os dirigentes da federação turca e os dirigentes da Uefa têm uma missão difícil para decidir quais serão os times na competição mais importante da Europa.
Inicialmente, o Trabzonspor deve fazer parte do sorteio que será realizado na sexta-feira para a terceira fase preliminar da Liga dos Campeões.
O Fenerbahçe ganhou 16 das 17 partidas finais do Campeonato Turco na última metade da temporada, tirando uma grande diferença de pontos que o Trabzonspor tinha em seu favor e ganhando o 18º título nacional da sua história.
O governo prometeu ser rigoroso com o problema de manipulação de resultados, com legislação aprovada há três meses contra violências de torcedores e trapaças no futebol, incluindo, claro, manipulação de resultados. As penas para esse tipo de infração é de, no mínimo, 12 anos.



