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A precisão do Basel atrapalhou, mas o Porto mostrou superioridade dentro da Suíça

A missão do Basel na Liga dos Campeões já está cumprida. Para um clube que cruzou com Real Madrid e Liverpool na fase de grupos, chegar aos mata-matas representa demais. Tanto que a venda em janeiro de Marcelo Díaz, o jogador mais técnico do elenco, representa bem as pretensões do clube. Não quer dizer, no entanto, que os suíços entregariam os pontos ao Porto. E, mesmo sendo pressionados durante os 90 minutos dentro da Basileia, os mandantes apostaram em sua eficiência. O empate por 1 a 1 não sai de todo ruim, ainda que travar os portugueses dentro do Estádio do Dragão seja bem mais difícil.

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A sorte do Basel começou a se definir logo aos 11 minutos de jogo. Em um lançamento primoroso de Fabian Frei, Derlis González saiu de cara para o gol e tirou do alcance de Fabiano para balançar as redes. A única finalização dos suíços durante toda a partida, que definiu o ritmo de jogo. A partir de então, o time da casa demonstrou a sua solidez defensiva, enquanto era pressionado pelo Porto a todo momento.

Faltava aos portugueses, porém, criar oportunidades mais claras. Durante todo o primeiro tempo, a grande chance veio em um chute de longe de Danilo, que o goleiro Vaclik espalmou para fora. Havia dificuldades em criar espaços mais próximos da meta adversária e, na única vez que o time conseguiu nos 45 minutos iniciais, Jackson Martínez perdeu a bola.

O Porto voltou melhor para o segundo tempo. Até conseguiu o empate rapidamente, mas o gol de Casemiro foi corretamente anulado pela arbitragem. De qualquer forma, havia bem mais espaço para a criação. Emprestado pelo Atlético de Madrid, Óliver Torres era quem mais brilhava. O prodígio deixou Cristian Tello e Jackson Martínez em ótimas condições para marcar, mas ambos desperdiçarão – também com méritos de Vaclik, em ótima noite. O paredão só foi quebrado aos 34 minutos, quando Samuel cometeu pênalti e Danilo converteu.

As chances de classificação do Porto são claras. Os Dragões se mostraram muito mais prontos, diante de um adversário que teve perdas sensíveis na intertemporada. Se o time de Julen Lopetegui for mais criativo e aproveitar melhor as oportunidades, avança com tranquilidade. O problema está justamente em encarar um aventureiro. O Basel joga por um gol, se fechando na defesa. E é nessa oportunidade mínima que os suíços se agarram.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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