Uma posição em que cada gigante europeu precisa se reforçar antes do fim da janela
Mesmo com pouco tempo para fechamento do período de contratações, ainda há lacunas nos principais times da Europa
Mesmo que faltem apenas alguns dias até o fechamento da janela de transferências, marcado para esta segunda-feira, 1º de setembro, ainda há movimentações a serem feitas e lacunas a serem preenchidas. Os maiores times da Europa, apesar de super ricos, não ficam fora dessa e ainda tem problemas nos elencos, mesmo que essas contratações não aconteçam para agora.
A Trivela reuniu as 13 principais equipes europeias no momento e, analisando o contexto de cada uma, indicou uma posição para cada um reforçar.
Defesa é problema em quase metade dos grandes da Europa
Manchester City: lateral-direito

O time de Pep Guardiola fez contratações essenciais para renovação do elenco em janeiro e agora no meio do ano. Ainda, porém, há um setor que o Manchester City só tem incógnitas.
A lateral direita, tendo como opção apenas o improvisado Matheus Nunes (meia de origem) e o jovem Rico Lewis, é um setor que chama atenção e pode sofrer em jogos decisivos. Os dois jogadores para função já falharam em momentos chave e, pensando nos duelos que tem pela frente na temporada, poderiam sucumbir novamente frente a pontas esquerda habilidosos.
Arsenal: meia ofensivo

Os Gunners atacaram suas carências no elenco e hoje é difícil apontar um setor em específico que haja uma falha. Pensando em função, no entanto, um substituto com as características de Martin Odegaard seria uma opção bem-vinda.
O meia é o maestro do meio do Arsenal e fez falta quando esteve lesionado em temporadas recentes. O norueguês é responsável pela criatividade do time com passes em profundidade e toques que só ele vê. Toda vez que está fora torna o time de Mikel Arteta mais previsível.
Liverpool: zagueiro

Dono dos melhores reforços da melhor janela até aqui, o time de Anfield trouxe muitas opções ofensivas, mas nem tanto defensivas. Os laterais Kerkez e Frimpong mostraram que agregam muito mais no ataque do que na defesa e o único zagueiro que chegou foi o italiano Giovanni Leoni, de apenas 18 anos, idade que exige uma adaptação até se tornar uma boa opção na liga mais intensa do mundo.
Com exceção dele, o Liverpool só conta com Van Dijk, Konaté e Joe Gomez para zaga, sendo que os dois últimos possuem longo histórico de lesões. A imprensa inglesa aponta que Marc Guéhi, do Crystal Palace, é um alvo, mas os Reds não querem fazer um leilão por um jogador que pode sair de graça no próximo ano.
Chelsea: goleiro

A temporada 2025/26 é mais uma na qual os Blues iniciam sem uma certeza no gol. Desde Mendy, campeão europeu em 2021, o time londrino não encontra um goleiro confiável. Os testes, todos falhos, foram em Kepa, Petrovic e agora, como no último ano, será em Robert Sánchez.
O goleiro espanhol jamais deu confiança e costuma falhar com frequência, seja no jogo com os pés ou com as mãos. O Chelsea especulou Maignan, do Milan, e Donnarumma, do PSG, só que parece que vai esperar mais um ano para ter um arqueiro de alto nível.
Tottenham: meia ofensivo

Há várias lacunas no elenco dos Spurs e a direção, falhando em várias negociações na janela, não parece que vai sanar esses problemas. A ponta esquerda é uma clara carência, mas não mais do que a posição de camisa 10. Maddison e Kulusevski sofreram graves lesões no joelho em momentos diferentes e serão desfalques longos.
Por enquanto neste início de Premier League, Thomas Frank tem apostado em um trio de meio-campo intenso e forte fisicamente para compensar a ausência de um meia mais criativo.
Manchester United: goleiro

Os problemas defensivos dos Red Devils são uma questão há tempos. Poderiam ter mais opções para zaga, mas o gol é a grande lacuna agora. Apesar de muito bom no Ajax e na Internazionale, Onana não se firmou no United, e Rúben Amorim começou a temporada com ele no banco.
Bayindir ganhou a função, porém, longe de passar uma grande confiança e já acumulou falhas em lance de bolas paradas.
Real Madrid: meio-campista passador

A recuperação de Militão e Alaba e a chegada de Huijsen consolidam a zaga dos Merengues, o grande problema há duas temporadas. Com isso, os olhos se voltam para o meio-campo, onde, atualmente, os únicos disponíveis são Tchouaméni, Arda Güler (meia-atacante de origem) e Valverde, já que Bellingham e Camavinga estão lesionados e Ceballos de saída.
Desde a aposentadoria de Toni Kroos, o time espanhol tem sofrido sem um volante com característica de passe — Güler tem sido testado nessa função — e a partida de Ceballos agrava o problema de criatividade do meio, deixando Xabi Alonso sem opções do tipo para acalmar com a qualidade no passe jogos que saiam do controle.
Barcelona: zagueiro

O time catalão mudou pouco do elenco campeão espanhol na última temporada. A chegada de Rashford “mata dois coelhos com uma cajadada só”, já que ele pode ser o reserva de Raphinha e também de Lewandowski.
A defesa, porém, segue curta em relação à lateral esquerda, tendo apenas Baldé e Gerard Martín, e principalmente ao centro da defesa com a saída do titular Iñigo Martínez rumo à Arábia Saudita. Com isso, o Barcelona tem Ronald Araújo, conhecido pelos problemas físicos, como titular na zaga com Pau Cubarsí, podendo ser substituído pelos pouco confiáveis Eric García e Christensen.
Atlético de Madrid: ponta driblador

A bilionária janela de transferências dos Colchoneros ainda consegue deixar o elenco com uma função sem ser preenchida. Com a saída de Samuel Lino, o Atleti não tem mais um ponta driblador capaz de furar defesas mais fechadas — problema visto nos dois primeiros jogos de LaLiga do time.
A equipe espanhola tem para as pontas o rápido Giuliano Simeone, filho do técnico Diego Simeone, e Álex Baena, mas nenhum deles tem características de drible.
Bayern de Munique: atacante polivalente

O ataque dos Bávaros deu um salto de qualidade com a chegada de Luis Díaz, agora fazendo parte de um trio com Harry Kane e Olise — quarteto no futuro quando Musiala retornar de lesão.
As opções ofensivas, porém, diminuíram. Leroy Sané e Thomas Müller deixaram o Bayern de Munique, que agora só tem Gnabry para substituir algum nome dos quatro principais atacantes. O ideal seria ter mais um atacante capaz de atuar em qualquer uma das quatro funções da frente.
PSG: lateral-direito

A provável saída de Donnarumma foi compensada pela chegada de Chevalier e, no fim, só isso mudou no time titular do campeão europeu na última temporada.
Com isso, sobra ao PSG olhar com carinho para um reserva para Hakimi, lateral-direito que vem de sequência insana sem lesões e disputando tudo por clube e seleção marroquina — desde 2022 jogou Copa do Mundo, Copa das Nações Africanas, Olimpíadas e Mundial de Clubes.
É verdade que Marquinhos e o novo zagueiro Zarbanyi, ambos destros, poderiam quebrar um galho na lateral direita, só que, ao mesmo tempo, perderiam nas subidas ofensivas.
Internazionale: atacante

Outro time titular e elenco pouco alterado, apesar das críticas públicas do capitão Lautaro Martínez a Çalhanoglu, é o da Internazionale. Olhando setor por setor, o ataque, mesmo com uma dupla consolidada, seria interessante a ter mais um novo nome.
Isso porque Thuram, parceiro de Lautaro, somou vários problemas físicos na última temporada e mais uma opção de reserva para o ataque, com a saída de Taremi, evitaria sustos em 2025/26.
Napoli: meio-campista

O campeão italiano de 24/25 viveu um drama nas últimas rodadas da última Serie A. Os meio-campistas Lobotka e Anguissa tiveram problemas físicos em diferentes momentos neste ano e o time teve que recorrer a Billy Gillmour, que deu conta do recado, mas era a última opção. Por sorte, a dupla titular nunca ficou fora ao mesmo tempo.
Ou seja, outro meio-campista para entrar nessa rotação seria interessante, também de perfil de fôlego físico e que esteja sempre à disposição, visto Kevin de Bruyne ser o titular absoluto como meia central, que também tem lesões recorrentes.



