Parece que o clima de Sneijder no Galatasaray não anda muito bom

Wesley Sneijder chegou com todas as pompas no Galatasaray. E com toda justiça. O meio-campista havia sido um dos melhores jogadores do mundo três anos antes e, embora, seu declínio desse os primeiros sinais na Internazionale, parecia um bom negócio para um time com anseios de sobreviver a algumas fases nos mata-matas da Liga dos Campeões, assim como de manter seu domínio no Campeonato Turco. Mas, menos de um ano e meio desde a chegada do holandês, o casamento parece prestes a ruir.
Em um primeiro momento, era difícil encaixar o camisa 10 no time. O Galatasaray vinha jogando há algum tempo, e bem, no 4-4-2. Difícil para colocar naquele esquema um meia armador como Sneijder. Fatih Terim saiu, Roberto Mancini chegou e as tentativas de acomodar o veterano no esquema até foram para frente, em especial no 4-3-1-2. O problema é que a equipe como um todo caiu de produção. E o astro esteve muito longe de render tudo o que se esperava. Os números de Sneijder nesta temporada, a seco, não são ruins: 12 gols e oito assistências em 34 jogos. O problema é que o craque some quando mais se precisa dele.
E, para piorar, a relação de Sneijder com o resto do elenco não parece nada boa. Nesta terça, o camisa 10 marcou um dos gols da equipe no empate por 2 a 2 contra o Bursaspor, no jogo de ida das semifinais da Copa da Turquia. Na comemoração, desviou dos cumprimentos de alguns companheiros – entre eles, Selçuk Inan, maestro do time e um dos jogadores mais regulares. Depois da partida, o holandês desmentiu os problemas com o turco, mas fica um pouco difícil de acreditar diante de uma imagem tão clara.
Sneijder pode ter grife, mas não tem justificado muito seu salário. Difícil imagina que, se houver mesmo esses problemas de grupo, ele cumprirá seu contrato até 2016. E qual será o mercado de um meia que já esteve entre os melhores, mas agora parece em franco declínio.



