Europa

Dynamo Kiev quebra a banca para recuperar a hegemonia

Nunca o Dynamo Kiev passara por uma baixa tão grande desde a independência da Ucrânia. São quatro temporadas em jejum no Campeonato Ucraniano, além de seis anos sem o título da Copa da Ucrânia. Para piorar a situação, o clube da capital ficou de fora das duas primeiras posições da liga pela primeira vez desde 1992 e não estará nem ao menos nas preliminares da Liga dos Campeões.

A resposta para tamanha baixa? Contratações. E o Dynamo se mexeu rapidamente para anunciar três nomes de peso para a próxima temporada. De uma só vez, o clube apresentou Dieumerci Mbokani, Jeremain Lens e Younès Belhanda. Todos especulados por grandes clubes europeus nos últimos tempos e que darão grande acréscimo ao ataque dos alviazuis.

Juntos, os três homens de frente custaram € 30 milhões ao Dynamo. Na bagagem, também trazem 42 gols e 19 assistências em suas ligas nacionais na última temporada – mais do que os 55 tentos anotados pelo clube no último Campeonato Ucraniano, a pior marca do time desde o fim da União Soviética. De qualquer forma, é possível esperar que o time continue atuando forte no mercado de transferências, agora para fortalecer o sistema defensivo.

Com o trio, o técnico Oleg Blokhin ganha um excelente armador (Belhanda), um atacante veloz para os lados do campo (Lens) e um centroavante de presença física (Mbokani). Diante de outras boas opções do elenco, como Andriy Yarmolenko e Ideye Brown, o treinador terá uma grande possibilidade de variações no setor. E ainda abre a porta da rua para diversas apostas frustradas no mercado, como Dudu e Marco Rubén.

Obviamente, trazer só reforços não será o suficiente para que o Dynamo volte a desafiar a hegemonia do Shakhtar Donetsk, atual tetracampeão ucraniano. Blokhin terá um trabalho árduo pela frente se quiser uma equipe tão bem encaixada quanto à de Mircea Lucescu, mas ao menos já tem alguns ingredientes em mãos. E a saída de alguns jogadores-chave dos rivais, como Willian, Fernandinho e, talvez, Henrikh Mkhitaryan, pode ser a brecha para que os alviazuis recuperem o trono que foi deles por tanto tempo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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