Europa

Nunca impeça um homem de fazer o que ele mais ama

Quanto você lutaria para realizar o seu maior sonho, continuar fazendo o que mais gosta na vida? No caso de Alen Pamic, zagueiro croata que atuava pelo Istra, o sonho custou até o que ele não poderia pagar.

Aos 24 anos, ele não aceitou parar de jogar futebol em virtude de problemas cardíacos. A sua curta carreira se resumiu a passagens pelo Karlovac, Rijeka, Standard Liège e Istra Pula, seu último clube em vida, no qual perdeu a segunda metade da temporada 2012-13. Foi numa partida entre amigos que ele teve o quarto e fulminante infarto que lhe matou nesta sexta-feira.

A verdade é que Alen deu uma lição mesmo após a sua morte. Uma lição dolorosa, de que certos objetivos simplesmente não podem ser cumpridos. Quando se transferiu para o Standard, em 2010, sofreu uma parada antes de estrear pela equipe belga. Passou por uma bateria de testes que constataram que a sua saúde estava em boas condições e mesmo assim teve novo mal súbito em 2011. A solução então foi se tratar com o cardiologista do Milan, que submeteu o zagueiro a severos testes antes de declarar que ele poderia continuar no esporte.

Dois anos depois, pelo Istra, voltou a mostrar alto nível e o que mais importava: saúde. Em fevereiro deste ano, durante uma partida contra o Lokomotiva, foi ao chão e preocupou os colegas, mas levantou e deixou o campo andando tranquilamente. A comissão médica do time impediu que ele disputasse o resto da temporada como forma de precaução. Mas como é que você vai impedir um homem de fazer o que mais ama?

Numa dessas ironias desgraçadas do destino, Alen disputava um jogo entre amigos, quando sofreu seu último infarto e não conseguiu mais lutar contra a sua própria condição. E você, até onde iria para perseguir o que te satisfaz?

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes
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