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No primeiro jogo pós-Messi, Memphis brilhou na vitória do Barcelona sobre a Juventus em amistoso

Memphis foi o principal jogador do Barça no Troféu Joan Gamper, ainda em meio à tristeza pela saída de Messi

O Barcelona iniciou a sua era-pós-Lionel Messi neste domingo. De manhã, o jogador se despediu do clube, em meio a lágrimas e dizeres que não gostaria de sair. Mais tarde, os blaugranas entraram em campo para disputar o Torneio Joan Gamper, tradicional amistoso de início de temporada para os catalães. Sem o seu craque, quem apareceu no jogo para chamar a responsabilidade foi uma das caras novas: Memphis Depay. Ele foi o nome de maior destaque na vitória por 3 a 0 sobre a Juventus.

Normalmente esse jogo é disputado no Estádio Campo Nou, a casa oficial do Barça. Diante de restrições da pandemia, o clube decidiu jogar no Estádio Johan Cruyff, usado normalmente pelo time B e também pelo feminino. Aliás, o time feminino fez o jogo preliminar, com uma sapecada por 6 a 0 das campeãs europeias sobre a Juve feminina.

Memphis Depay, vestindo a camisa 9, foi titular no ataque ao lado de Martin Braithwaite e Antoine Griezmann. O time ainda não teve Sergio Agüero, machucado – e que disse que estará lá o ano inteiro, ao contrário do que se especulou que ele gostaria de sair do clube após a não permanência de Messi. O Barça também não teve ainda Frankie De Jong, Ansu Fati e Ousmane Dembélé. Philippe Coutinho ficou no banco, mas não foi utilizado.

Não dá para dizer que o jogo deixou o torcedor barcelonista otimista, até porque a avaliação em um amistoso precisa ser colocada em perspectiva e no contexto. A Juventus, ainda bem desfalcada, mudou quase o time todo no segundo tempo. O técnico do Barça, Ronald Koeman, manteve o time mais tempo.

O time que entrou em campo era muito parecido com o Barcelona da temporada passada, exceto, claro, por Messi. A novidade era mesmo Memphis. Além dele, o garoto Yusuf Demir, de 18 anos, que começou no meio-campo. Foi dele o passe para o gol de Memphis, logo a três minutos, em uma finalização de categoria. O primeiro tempo teve ótima participação de Demir, que mostrou qualidade, ainda que em um jogo amistoso.

A Juventus foi a campo com uma escalação forte, ainda que não titular. Jogadores como Danilo, Giorgio Chiellini e Leonardo Bonucci estavam no banco. Federico Chiesa, destaque italiano na Euro, também. Ainda assim, tinha o ataque com Cristiano Ronaldo e Álvaro Morata. O bom ataque fez com que o goleiro Neto, titular na partida, tivesse que fazer intervenções importantes.

No segundo tempo, com seis alterações, a Juventus se descaracterizou. Mesmo assim, Chiesa foi um jogador perigoso quando teve a bola. Neto teve que impedir um gol do atacante, que teve boa chance.

O segundo gol veio de escanteio. Memphis cobrou no meio da área e Braithwaite, livre, chegou tocando firme de cabeça para marcar o gol: 2 a 0. Mattia Perin, que tinha entrado no gol da Juve, se enrolou com a bola e falhou no lance.

Quando Koeman colocou em campo Samuel Umtiti, o jogador recebeu sonoras vaias da torcida. Ele é visto como um vilão porque o clube tentou negociá-lo e ele não quis. Embora não tenha culpa da saída de Messi, acabou recebendo o rótulo por ser um dos insatisfeitos que não quis sair do clube. Depois de alguns minutos, a vaia se dissipou.

Foi a estreia também de Emerson Royal na lateral direita. O brasileiro entrou no segundo tempo e há uma boa expectativa em relação a ele. Mas quem veio do banco e deixou a sua marca foi o meio-campista Riqui Puig. O baixinho, que não conta com muita confiança de Koeman, marcou um golaço no fim do jogo, em um chute bonito de fora da área. Golaço que marcou o 3 a 0.

A Juventus pareceu aproveitar o amistoso mais para rodar o elenco e testar muitos jogadores. O time ficou tão mexido no segundo tempo que não dá para dizer que houve um teste de fato. O Barcelona mostrou que tem talento no elenco, ainda que a perda de Messi faça o time cair muito degraus. Ainda assim, é um time que tem alguns bons jogadores. Resta saber se todos eles continuarão lá até o fim da janela, com uma situação financeira tão delicada.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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