Europa

Milagre de Durban

 Um verdadeiro milagre. Foi assim que o mundo viu o triunfo suíço sobre a seleção espanhola por 1 a 0 em Durban na estréia das duas seleções no Grupo H da Copa do Mundo. Parecia que o único que não se demonstrou tão surpreso foi o técnico da Nati, Ottmar Hitzfeld, que dias antes já tinha afirmado que apesar da Fúria ser a favorita, apontava que um bom resultado era possível, desde que jogassem de forma compactada, ocupando espaços no meio campo, mas sempre procurando o melhor momento para atacar.

E como se fosse um oráculo, Hitzfeld acabou por prever como o jogo do dia seguinte aconteceria. Os espanhóis, como era esperado, tiveram uma posse de bola superior aos suíços, e ameaçaram muito mais, tanto que o ataque helvético, que além da falta de Alexander Frei, tinha que se desdobrar na marcação, principalmente Eren Derdiyok, enquanto Blaise Nkufo tentava ser a referência por entre os zagueiro adversários.

Resultado: somente dois chutes a gol, um deles numa falta mal cobrada por Barnetta.
Se o ataque nem era percebido em campo, melhor para a defesa, que tinha como grande nome Stéphane Grichting. O zagueiro do Auxerre era o homem da sobra e foi o principal responsável pela maior parte dos ataques espanhóis não fossem tão perigosos para o goleiro Diego Benaglio, que quando foi exigido fez boa defesa, como na jogada individual de Piqué. Já o seu parceiro de zaga, Philippe Senderos, teve uma atuação infeliz. Além não se mostrar seguro em alguns lances, comenteu a lambança de dar um carrinho em seu próprio companheiro que acabou o lesionando. Uma torção no tornozelo tira o zagueiro recém contratado ao Fulham da fase de grupos.

O segundo tempo não tinha mostras de que seria muito diferente, se não fosse uma feliz reposição de Benaglio aos sete minutos do segundo tempo, que encontrou Nkufo, que passou para Derdiyok entrar cara a cara com Casillas. Após um choque entre os dois, a bola sobrou na pequena área, possibilitando a chegada de Gelson Fernandes, que aos trancos e barrancos abriu o placar.

Depois disso, a Espanha tentou pressionar em vão, e mostrando certo nervosismo possibilitou ao time de Hitzfeld chegar mais vezes ao ataque, e poderia inclusive ter aumentando a vantagem se a bola de Derdiyok não tivesse batido caprichosamente na trave após linda jogada dentro da área, limpando dois zagueiros.

Mesmo mandando uma bola no travessão, as chances espanholas iam rareando. Até que o juiz Howard Webb apitasse o final do jogo, para começar a festa entre os jogadores, comissão técnica e torcedores, no Durban Stadium ou pelas ruas de Genebra… Todos estavam cientes do resultado histórico, visto que a Nati neste ano perdera duas vezes e tinha como melhor resultado um empate contra uma equipe mista da Itália. Sem contar o fato que nunca tinham vencido os espanhóis antes. E para completar as estatísticas, a Suíça está a 67 minutos de quebrar o recorde de minutos sem tomar gol em Copas do Mundo, que é da Itália, que ficou 550 minutos sem ser vazada na Copa de 1990.

Além desta motivação, a Suíça pode contar com o retorno de Frei e Valon Behrami para o jogo contra o Chile, que também estreou com uma vitória por 1 a 0, contra Honduras. Mas Hitzfeld ainda não anunciou que entrarão no time titular ou se mantém a equipe que venceu a Espanha. O certo é que ninguém espera jogo fácil, ainda mais pelo futebol mostrado pelos chilenos na estreia.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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