O efeito dominó que pode ‘explodir’ o mercado de zagueiros
Indefinições, renovações travadas e sondagens cruzadas criam cenário que promete agitar as próximas janelas de transferências
O mercado de zagueiros de elite nunca dá conta da demanda dos grandes clubes europeus, mas vive um momento especialmente sensível. À medida que a temporada se aproxima do fim, um grupo de defensores de primeira linha entra no último ano de contrato, abrindo um cenário raro: atletas no auge, com currículo internacional, prestes a ganharem liberdade para escolher o próximo destino.
A lista é longa e pesada. Nomes como Ibrahima Konaté, Dayot Upamecano e Marc Guéhi, além de Andreas Christensen, chamam a atenção de equipes que buscam reforçar o coração da defesa — na maioria das vezes a área mais disputada do mercado.
Mercado de transferências: A situação de cada zagueiro e o efeito dominó que podem causar

No Barcelona, Christensen já admitiu que ainda não definiu seu futuro. Aos 29 anos, sem status absoluto de titular, mas com passagens sólidas por Chelsea, Borussia Mönchengladbach e pela própria equipe catalã, o dinamarquês surge como uma opção segura e experiente para qualquer gigante europeu que precise de imediata contribuição. E ele não é o único a movimentar bastidores. O próximo verão promete intensa concorrência por defensores capazes de elevar o nível de um elenco.
Ainda no Barça, a ausência de Iñigo Martínez também deixou cicatrizes. Sua saída para o futebol saudita, no fim da última janela, tirou o único zagueiro canhoto do plantel — peça rara e valiosa em um sistema que depende de equilíbrio na saída de bola. Por isso, ganhou força nos bastidores o nome de Nico Schlotterbeck, do Borussia Dortmund. O alemão de 25 anos agrada e se encaixa no perfil buscado, mas tem contrato até 2027, o que exigiria negociação direta entre clubes.
A imprensa alemã, porém, alerta para um possível efeito dominó que pode transformar o mercado em poucas semanas.
No Bayern de Munique, Upamecano chega ao fim do contrato (junho de 2026) e, por isso, já figura no radar de Real Madrid, PSG e Barcelona. O clube bávaro, por sua vez, monitora a situação de Konaté, que tem proposta de renovação há meses e ainda não deu resposta ao Liverpool.
Caso o silêncio se prolongue, o time inglês pode optar por negociá-lo já na janela de inverno, evitando perder o jogador sem compensação financeira. O próprio Konaté reconheceu que espera uma decisão “em breve”, enquanto seus agentes seguem conversando com a diretoria dos Reds.
Essa cadeia de possibilidades atinge também a Premier League. O Liverpool, atento ao risco de perder Konaté, mira Marc Guéhi, um dos defensores ingleses mais valorizados da atual geração.
Aos 25 anos, com vínculo prestes a terminar no Crystal Palace, ele desperta interesse pela combinação de maturidade, margem de evolução e protagonismo. Não por acaso, também aparece como alternativa para o Bayern caso Upamecano deixe o clube — além de já ter sido observado por Barcelona e Real Madrid.
O que se forma, portanto, é um tabuleiro em que qualquer movimento pode redefinir o mercado inteiro. Basta que um desses zagueiros tome sua decisão para que os demais passem a girar como peças de dominó.



