Europa

Kezman poderia ter se calado ao invés de criticar os gays

Algumas pessoas insistem em não aceitar o fato de que cada um faz o que quiser com a sua vida. Com tantas coisas para se preocupar, o homossexualismo ainda gera revolta dos mais conservadores.

E você vê, tantas mobilizações, passeatas, e isso parece não dissolver a teimosia e a resistência de quem não respeita o desejo das pessoas de viver de acordo com as próprias regras e vontades. Tudo bem, exposto isso, que é uma discussão complexa, vamos aos fatos: no último fim de semana, a cidade de Amsterdã realizou uma espécie de parada gay e contou com as ilustres presenças de Louis Van Gaal, Pierre Von Hooijdonk e Ronald de Boer.

O que seria uma chancela para uma causa importante virou pauta para Mateja Kezman, ex-atacante do PSV. Kezman vociferou contra a causa e ainda comentou a postura de Van Gaal. Nas palavras do sérvio: “Claramente não me é pertinente falar se Van Gaal errou ou não, mas se você me perguntar, direi que tenho problemas com isso. Minha opinião é que isso é uma doença que não pode ser ser promovida e eu detestaria ver a Federação sérvia prestando apoio sequer por um dia a eventos como este no meu país. Os holandeses estão se afastando de Jesus Cristo e caminhando para a destruição espiritual”, cravou.

Ok, vamos engolir todo o preconceito de Mateja com os homossexuais e parar para refletir um assunto: quem foi que pediu a opinião dele? De repente ver ex-colegas envolvidos foi algo que o ofendeu? É por esse tipo de coisa que experiências como a de Robbie Rogers são mais valiosas.

E se algum outro atleta não se sentir confortável para comentar sua opção sexual entre os colegas, declarações babacas como a de Kezman precisam ser vistas como minoria. Uma minoria que ainda não aprendeu a respeitar as vontades dos seus semelhantes.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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