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Do jeito que a zaga jogou, Bayern teve sorte de levar só de 3 a 1 do Porto

O sorteio prenunciava uma baba: o poderoso Bayern de Munique frente a frente com o Porto só poderia significar que todos poderiam apostar com segurança em pelo menos um time já garantido nas semifinais da Champions League. No entanto, o conjunto de circunstâncias da partida desta quarta e o caráter copeiro dos portugueses tornaram a missão dos bávaros muito mais difícil do que parecia inicialmente. A vitória por 3 a 1 do Porto, em casa, foi mais do que os Dragões poderiam ter sonhado anteriormente, mas menos do que poderia ter sido se não fosse um erro capital do árbitro logo no início do jogo.

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Bastante desfalcado, o Bayern de Munique entrou em campo com um time bem diferente do ideal de Pep Guardiola. Nada menos do que nove atletas não puderam entrar em campo por contusão, entre eles Schweinsteiger, Ribéry e Robben. As circunstâncias permitiram ao Porto sonhar, e os minutos iniciais incríveis dos portugueses tornaram a vitória realidade.

A garra de Jackson Martínez na marcação da saída de bola dos bávaros foi recompensada pelo vacilo de Xabi Alonso. O colombiano roubou a bola e, na hora em que tentou o drible sobre Neuer, foi derrubado pelo goleiro dentro da área, com apenas dois minutos de jogo. O arqueiro era o último homem do Bayern no lance e poderia perfeitamente ter sido expulso, mas a situação se provou pesada demais para Carlos Velasco Carballo. Neuer levou o cartão amarelo e não conseguiu impedir o gol de Quaresma: 1 a 0.

Elétrico, o Porto aproveitou o ritmo que colocou nos primeiros minutos. Aos 10, Dante foi sair tocando perdeu a bola para Quaresma, que a levou adiante e bateu na saída de Neuer, de trivela, fazendo 2 a 0.

Mesmo o resultado positivo não mudou a postura dos Dragões em campo. Marcando em pressão a saída de toques do Bayern, apostavam na velocidade nos contra-ataques para levar perigo ao gol dos alemães. Os bávaros tinham a posse da bola, mas sem suas peças ofensivas mais contundentes não conseguia transformar o domínio em chances perigosas. Thiago Alcântara eventualmente diminuiu para o Bayern aos 28 minutos, após bola cruzada de Boateng, contando com desatenção da defesa do Porto e entrando na área sozinho para completar o passe. O tento recolocou o time na disputa, mas os portugueses estavam muito ligados para deixar a vitória escapar.

Para concluir a inesperada derrota, o Bayern falhou mais uma vez na defesa. Desta vez, foi Boateng quem entregou a paçoca, subindo mal para afastar um chutão de Alex Sandro e deixando Jackson Martínez livre para driblar Neuer e bater cruzado, aos 20 do segundo tempo: 3 a 1.

Um time como o do Bayern, que joga com sua linha de defesa tão avançada, não tem espaço para errar na zaga, e isso foi tudo o que fez a defesa dos bávaros nesta quarta, com Dante, Xabi Alonso e Boateng demonstrando estarem muito atrás dos oponentes no quesito atenção. Se esses erros pontuais custaram a derrota significativa e implicam “azar” do Bayern no duelo, o cometido pelo árbitro espanhol no início do jogo, deixando de expulsar Neuer, foi uma grande sorte e fez o prejuízo ser menor do que poderia ter sido. O goleiro foi importante em outros lances do jogo, como quando Herrera bateu forte, à queima-roupa, pouco antes do gol de Martínez. Sem o arqueiro, e sob as circunstâncias que marcaram o jogo, sabe-se lá por quanto poderia ter sido a derrota.

Pelo desequilíbrio entre os dois times, não dá para afirmar com segurança que o Porto carrega uma ótima vantagem. O placar por 2 a 0 parece perfeitamente alcançável para o Bayern, que jogará em casa, terá mais jogadores à disposição e a pressão para fazer o resultado. No entanto, se antes a classificação parecia tão impossível para o Porto, agora, pelo menos, é possível sonhar. E isso já é mais do que pediam os Dragões.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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