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Há 60 anos, o Tottenham vencia a Recopa e se tornava o primeiro britânico a levantar um caneco europeu

A conquista da Recopa europeia de 1962/63 pelo Tottenham, ocorrida há exatos 60 anos, teve a marca do pioneirismo: era a primeira taça continental levantada por um clube inglês (e britânico), quebrando a hegemonia vigente da Europa latina com goleada sobre o Atlético de Madrid na final em Roterdã. Por outro lado, foi o título que representou um desfecho glorioso para o esquadrão de ouro da história do clube, que reunia grandes jogadores (principalmente no meio-campo e no ataque) e já se eternizara no futebol do país dois anos antes com a conquista da dobradinha nacional, até então considerada quase impossível.

A FORMAÇÃO DO ESQUADRÃO

Personagem lendário do futebol inglês, Bill Nicholson foi um nome ligado ao Tottenham durante praticamente toda a sua vida. Como jogador, chegou ao clube em 1936 para atuar nas categorias de base enquanto cuidava do gramado do estádio de White Hart Lane. Sua estreia na equipe de cima viria em outubro de 1938, após ter sido emprestado ao clube filial, Northfleet United, para ganhar experiência. Sua carreira de jogador atravessou a Segunda Guerra Mundial e se estendeu até 1955, quando pendurou as chuteiras aos 36 anos.

Já trintão, Nicholson integrou um time histórico dos Spurs dirigido por Arthur Rowe, que subiu da segunda divisão em 1950 com campanha arrasadora e manteve o ritmo na temporada seguinte ao levantar, também de maneira impositiva e indiscutível, o título da primeira divisão, o primeiro da história do clube. Tamanha superioridade vinha do estilo de jogo implementado por Rowe, que ficaria conhecido como “push and run”, ou “empurre e corra”, de toques curtos e rápidos, tabelas e triangulações, envolvente, de bola no chão, de pé em pé.

Aquela se tornaria uma filosofia de jogo que ficaria atrelada ao clube de maneira duradoura, em grande parte devido a Nicholson, que fez questão de mantê-la ao assumir o posto de treinador em outubro de 1958, após alguns anos na comissão técnica. Aos poucos forjaria um time ofensivo, com apetite voraz pelo gol: em sua estreia no comando, os Spurs massacraram o Everton por 10 a 4. Na temporada seguinte, fariam 5 a 1 no Manchester United de Matt Busby em Old Trafford, além de um absurdo 13 a 2 sobre o Crewe pela FA Cup.

Tottenham campeão da FA Cup 1962

Havia então uma mística no futebol inglês envolvendo a dobradinha, isto é, a conquista da liga e da FA Cup na mesma temporada. O século XX já adentrava sua sétima década e nele nenhum clube havia obtido o feito. O último fora o Aston Villa em 1897, quando a primeira divisão só tinha 16 clubes e o calendário era mais folgado. Já em 1960/61, eram 22 times na elite, 42 jogos da liga por temporada, mais as partidas da copa, com eventuais replays. Tudo isso com um elenco ainda bastante curto em comparação com os tempos atuais.

Por 11 vezes, outras equipes tiveram a chance da dupla conquista, mas sucumbiram à pressão e ao desgaste físico. Levaram a liga, mas foram derrotadas na final da taça; ou o inverso; ou mesmo perderam ambas. O caso mais recente vinha justamente da temporada anterior, a de 1959/60, em que os Wolves perderam o título da liga no último jogo, antes de ter como consolo a vitória na FA Cup. A dobradinha era, portanto, tratada como impossível – menos para Bill Nicholson e o elenco dos Spurs, plenamente convictos da possibilidade.

E assim fizeram: na liga, já largaram estabelecendo um recorde que perdura até os dias de hoje, com 11 vitórias nas 11 primeiras partidas. Na virada do ano, tinham 22 vitórias em 25 jogos, além de dez pontos de vantagem sobre o vice-líder Sheffield Wednesday, num tempo em que o triunfo valia dois. E o título seria encaminhado em 17 de abril, ainda com três jogos por fazer – e fôlego o bastante para focar na reta final da FA Cup: na semifinal, um categórico 3 a 0 no Burnley no Villa Park. E na decisão em Wembley, um fácil 2 a 0 no Leicester.

Na temporada seguinte, a equipe seria reforçada com outra máquina de gols: o atacante Jimmy Greaves, revelado pelo Chelsea e vindo de passagem de cerca de três meses pelo Milan, ao qual não se ambientou – embora anotasse nove gols em dez jogos pela Serie A. A segunda dobradinha, porém, não viria: o recém-promovido Ipswich de Alf Ramsey (ex-companheiro de Bill Nicholson nos Spurs) surpreendeu e conquistou a liga, emulando o feito do Tottenham em 1951. Restou aos londrinos o bi da FA Cup, derrotando o Burnley na decisão.

O TIME-BASE

Naquele início da década, o Tottenham contava com uma formação-base bastante sólida, além de um punhado de reservas que podiam suprir a ausência de muitos titulares sem que o nível geral caísse. Embora o desenho tático ainda fosse praticamente o velho WM pouco alterado, tornando-se uma espécie de 3-3-4, o sistema caía como uma luva para as características dos jogadores do time, que gostava de jogar agrupado para trocar passes, mantendo uma defesa sólida, uma dupla de área letal no ataque e sem esquecer o jogo pelas pontas.

O goleiro era o escocês Bill Brown, trazido do Dundee FC em 1959 após ter disputado a Copa do Mundo da Suécia com o Tartan Army no ano anterior. Sóbrio, regular e confiável, atuava atrás de um trio defensivo bastante vigoroso, formado por dois laterais tipicamente marcadores – Peter Baker pela direita e Ron Henry, que só jogou pelo Tottenham em toda a carreira, pela esquerda – além do central Maurice Norman, nome mais destacado do setor, com presença em duas Copas do Mundo pela Inglaterra (1958 e 1962) no currículo.

O meio-campo era o coração da equipe, reunindo três jogadores de características bem distintas que se combinavam com uma perfeição poucas vezes vista: os médios Danny Blanchflower, norte-irlandês, e Dave MacKay, escocês, mais o meia-armador John White, também escocês, que jogava um pouco recuado em relação ao quarteto ofensivo. O primeiro representava a elegância, a classe e a liderança. O segundo era a força, a garra e o caráter. E o terceiro era o dinamismo e a incessante movimentação, além da excelente visão de jogo.

Capitão do time, Blanchflower era o tipo de jogador capaz de ditar o ritmo de uma partida. Fora de campo, era admirado por ser bastante articulado em suas declarações e gestos bem pensados. Revelado pelo Glentoran, passara por Barnsley e Aston Villa antes de chegar a White Hart Lane em 1954. Quatro anos depois, pela Irlanda do Norte, disputou a Copa do Mundo da Suécia com tamanho brilho que foi incluído pela Fifa na seleção do torneio. Em 2009, seria eleito pelo jornal The Times o maior jogador da história do Tottenham.

MacKay, por sua vez, chegara a Londres depois de já ter inscrito seu nome numa era de ouro da história do Hearts, pelo qual vencera todas as principais competições do futebol escocês. E assim como Bill Brown, estivera na Copa de 1958 com a Escócia. Volante vigoroso no desarme, mas com ótimo passe e vocação ofensiva, sabia impor respeito aos adversários. Ficou famosa a foto de uma partida contra o Leeds em que ele agarra pelo colarinho um jovem Billy Bremner, que logo se celebrizaria como o hard man no time de Don Revie.

Mais jovem do trio, John White chegou ao clube em outubro de 1959, sete meses após MacKay, vindo do pequeno Falkirk. Era do tipo franzino, mas contava com fôlego inesgotável de quem havia sido vencedor de maratonas em seu tempo de serviço militar. Também era perito nos passes que furavam defesas e tinha um chute venenoso. Mas sua maior característica era a capacidade de se deslocar pelo campo aparecendo subitamente sempre em ótima posição para fazer um passe ou finalizar, o que lhe valeu o apelido de “O Fantasma”.

O elenco campeão com a taça da Recopa à frente

Havia ainda um quarto jogador de presença bastante frequente na campanha da Recopa de 1963, chegando inclusive a superar Blanchflower (que se lesionara durante a temporada) no número de jogos: era o médio Tony Marchi, reserva tanto do norte-irlandês quanto de Dave MacKay. Nascido em Londres de pai italiano, ele só defendeu os Spurs na Inglaterra ao longo de sua carreira, mas no fim da década anterior havia passado pelo Calcio, contratado pela Juventus – que, no entanto, não o utilizou e o emprestou ao Vicenza e ao Torino.

Nas pontas, uma presença sempre certa – independentemente do lado – era a do galês Cliff Jones, vindo do Swansea pouco depois de disputar a Copa do Mundo de 1958 por sua seleção. Extrema muito rápido, driblador e insinuante, angariou respeito até no Brasil graças a uma notável atuação num amistoso da seleção de Aymoré Moreira contra Gales no Maracanã pouco antes da Copa de 1962, no qual atormentou o lado direito da defesa canarinho. Ainda naquele ano, quase foi para a Juventus, mas os Spurs recusaram a proposta.

Se Cliff Jones era titular indiscutível, a vaga na “outra” ponta (aquela na qual o galês não estivesse jogando) era disputada principalmente pelo ponta-direita Terry Medwin – também galês e que, como Jones, estivera na Copa de 1958 – e pelo ponta-esquerda Terry Dyson, atacante de bom chute e que acabaria ficando com a vaga na reta final da campanha da Recopa. Além deles, havia o novato Frank Saul, que nem havia completado 20 anos de idade, mas já figurava de maneira esporádica na ponta-direita ou no centro do ataque.

Pelo miolo do ataque, a equipe que venceu a dobradinha contava com o ponta-de-lança Les Allen e o centroavante Bobby Smith, ambos vindos do Chelsea. O primeiro, que futuramente veria seu filho Clive Allen e seu sobrinho Paul Allen terem passagens destacadas pelo clube nos anos 1980 e 1990, acabaria perdendo a vaga para o já citado Jimmy Greaves após a contratação deste. Com isso, jogariam juntos na frente aqueles que se tornariam os dois maiores goleadores da história dos Spurs até serem ultrapassados por Harry Kane.

Smith chegou ao Tottenham em dezembro de 1955 e defendeu o clube até o fim da temporada 1963/64, somando 208 gols em 317 partidas oficiais. Greaves, por sua vez, balançou as redes 268 vezes em 381 jogos durante o período em que permaneceu em White Hart Lane, entre dezembro de 1961 a março de 1970. Não era alto nem forte, mas além da finalização precisa, do bom drible e da capacidade de arrancada, destacava-se pelo senso de posicionamento na área, oportunismo, frieza, tranquilidade e a confiança de quem se garantia.

AVENTURAS EUROPEIAS

Na temporada 1961/62, o clube faria sua estreia em torneios continentais ao disputar a Copa dos Campeões. Depois de deixar pelo caminho o Górnik Zabrze, o Feyenoord e o fortíssimo Dukla Praga, base da seleção da Tchecoslováquia que ser sagraria vice-campeã na Copa do Mundo do Chile dentro de alguns meses, os Spurs chegariam às semifinais, igualando o maior feito de um clube inglês na competição até ali, o dos “Busby Babes” do Manchester United em 1957 e 1958. Do outro lado estava o Benfica de Eusébio e Béla Guttmann.

Diante do então detentor do título, o Tottenham sofreu uma eliminação bastante amarga: a vitória por 2 a 1 em Londres na volta se mostraria insuficiente para reverter a derrota por 3 a 1 sofrida em Lisboa no primeiro jogo. Na soma dos confrontos, porém, foram nada menos que três gols ingleses controversamente anulados – dois no Estádio da Luz e outro em White Hart Lane. De todo modo, aquela campanha daria tarimba à equipe para seu próximo desafio europeu: a Recopa a ser disputada na temporada seguinte, 1962/63.

Aquela era a terceira edição da Recopa e a segunda organizada diretamente pela Uefa (a inaugural havia sido realizada pelo mesmo comitê responsável pela Copa Mitropa e posteriormente seria reconhecida pela entidade máxima do futebol europeu). De início recebido com desconfiança, o torneio contaria com apenas dez participantes na edição de estreia, vencida pela Fiorentina. Mas o sucesso de público rapidamente faria crescer o interesse: na temporada seguinte já eram 23 os clubes inscritos, subindo para 24 na edição de 1962/63.

A Uefa contava então com 33 nações filiadas, mas nem todas organizavam suas copas nacionais (por exemplo, Bélgica, Suécia e Turquia) ou tratavam-nas com prestígio suficiente para indicar seu vencedor à nova competição europeia (casos de Finlândia e Noruega). Algumas ainda mantinham certo isolamento internacional, sem inscrever seus clubes em nenhum dos torneios continentais (como acontecia com União Soviética, Albânia, Chipre e Islândia). Mas com o tempo a introdução da Recopa ajudaria a transformar todos esses cenários.

O número de participantes daquela edição de 1962/63 fez com que o torneio tivesse uma etapa preliminar envolvendo 18 equipes em nove mata-matas, com os classificados se juntando a outros sete que só entrariam nas oitavas de final. Tudo foi definido por sorteio, sem cabeças-de-chave pré-determinados. E o Tottenham acabou sendo um dos sete a avançarem direto. Mas o primeiro adversário seria a forte equipe do Glasgow Rangers, vindo de eliminar o Sevilla (vice-campeão da copa espanhola) na fase anterior com um 4 a 2 no agregado.

O capitão Danny Blanchflower, a liderança e a classe no meio-campo.

 O Rangers contava com uma das formações mais fortes de sua história e vivenciava a hegemonia no futebol escocês entre meados da década de 1950 e meados da década de 1960 – antes que o Celtic de Jock Stein assumisse a posição dominante para si. Nas nove temporadas entre 1955/56 e 1963/64, os Teddy Bears conquistaram seis vezes a liga, só perdendo os títulos de 1958 e 1960 para o Hearts e de 1962 para o Dundee. Também levaram a Copa da Escócia em 1960, 1962, 1963 e 1964 e a Copa da Liga em 1961, 1962, 1964 e 1965.

A equipe de Ibrox também havia sido semifinalista da Copa dos Campeões em 1959/60 (caindo para o Eintracht Frankfurt) e vice-campeã na primeira edição da própria Recopa, na qual inclusive deixou pelo caminho o representante inglês, o Wolverhampton campeão da FA Cup de 1960, nas semifinais. No time dirigido por Scot Symon, em que figuravam nada menos do que oito jogadores com passagem pela seleção escocesa, o jogo girava em torno do meia Jim Baxter, jogador criativo, habilidoso, driblador e muito irreverente em campo.

O confronto ganhou ares de clássico britânico, reunindo os dois times mais fortes da época nas duas principais nações do Reino Unido. O primeiro jogo seria disputado em White Hart Lane no dia 31 de outubro de 1962. Logo cedo, o Tottenham descobriu que o caminho para vencer os Gers era pelo alto e não teve problemas em mudar seu estilo de jogo de bola de pé em pé: aos quatro minutos, Greaves bateu escanteio e John White, que nem era dos jogadores mais altos em campo, cabeceou firme, abrindo a contagem para os Spurs.

Cinco minutos depois, no entanto, o Rangers reagiu e empatou quando Bill Brown não conseguiu deter o chute de Davie Wilson e o ponta Willie Henderson apareceu sozinho para pegar a sobra e mandar às redes. O gol de empate só fez intensificar a pressão dos donos da casa, com os Gers se salvando no limite, ataque após ataque. Até os Spurs de novo passarem à frente aos 23 minutos, quando Greaves – sempre ele – cobrou mais um escanteio fechado e marcou um golaço olímpico. O Tottenham partiria para a goleada antes do intervalo.

O terceiro gol sairia aos 37, numa jogada rápida que saiu da esquerda para a direita e voltou para a esquerda quando Terry Medwin fez o passe por elevação para Les Allen testar à meia altura. E o quarto seria anotado aos 43 num chute de Les Allen que o lateral Bobby Shearer desviou contra as próprias redes. Embora sufocado, o Rangers não perdia a valentia e tentava diminuir o prejuízo sempre que tinha a bola. Ainda antes do intervalo, Henderson cruzou da direita e Jimmy Millar desviou de cabeça no canto de Bill Brown para descontar.

Frenético no primeiro tempo, o jogo não baixou de intensidade no segundo, mas graças a uma combinação da ótima atuação de Billy Ritchie sob as traves, da garra dos defensores dos Gers na tentativa de impedir placar maior e da má sorte dos atacantes dos Spurs nas finalizações, apenas mais um gol seria marcado naquela etapa, e outra vez após escanteio cobrado por Greaves, agora com o zagueiro Maurice Norman aparecendo na pequena área para bater de primeira e encerrar a contundente goleada dos londrinos pelo placar de 5 a 2.

A partida de volta, em Ibrox, tinha sido marcada para 5 de dezembro, mas uma forte neblina levou ao adiamento para o dia 11. Mesmo com os Rangers trazendo grande desvantagem no placar do jogo de ida, cerca de 80 mil torcedores compareceram para empurrar o time à remontada. Mas o Tottenham sairia na frente quando Greaves recebeu na área e finalizou com sua habitual frieza de artilheiro para ampliar a diferença. Os escoceses empatariam no início da etapa final, com Brand cabeceando um cruzamento de Henderson pela direita.

Os Spurs, no entanto, em nenhum momento ficariam atrás nas duas partidas do confronto. E três minutos depois do empate dos Gers, passariam novamente à frente quando Bobby Smith desviou com um leve toque um centro rasteiro, à maneira de um autêntico centroavante. Mais tarde, os donos da casa tornariam a empatar com Davie Smith aproveitando um chute torto de Millar. Mas no último minuto, White fez grande jogada pela esquerda e cruzou alto para Bobby Smith tocar de cabeça e decretar mais uma vitória do Tottenham: 3 a 2.

Nas quartas de final, disputadas já depois da virada do ano, em março de 1963, o adversário seria o Slovan Bratislava. Se amargavam um jejum na liga da Tchecoslováquia que perduraria entre 1955 e 1970, os Azuis viveriam fase vencedora em torneios de mata-mata, levantando três vezes a copa nacional na década de 1960, quando a competição foi criada (em 1962, 1963 e 1968), além da própria Recopa europeia em 1969, derrotando o Barcelona na final, na única vez em que um clube tchecoslovaco conquistaria uma competição oficial da Uefa.

O grande nome daquela equipe era o defensor Ján Popluhár, um pilar da seleção vice-campeã do mundo no Chile (derrotada pelo Brasil na final) e que, mais tarde, em 2000 seria eleito o melhor jogador eslovaco do século. Outro titular da seleção que defendia os Azuis era o goleiro Viliam Schrojf, apontado como o melhor da posição no Mundial chileno. Também eram destaques o atacante Pavol Molnár (reserva da seleção), o goleador Anton Moravčík e o meia Jozef Vengloš, futuro treinador de prestígio na seleção e em clubes.

Assim como os Spurs, o Slovan havia entrado no torneio direto na fase de oitavas de final, na qual superou com dificuldade o Lausanne graças a dois gols de Anton Moravčík: o primeiro empatando o jogo de ida na Suíça em 1 a 1 e o segundo valendo a apertada vitória por 1 a 0 em Bratislava na volta a apenas quatro minutos do fim da partida. Agora, nas quartas, caberia aos Azuis enfrentar um Tottenham com o sensível desfalque do capitão Danny Blanchflower, lesionado. O versátil Tony Marchi entraria em seu lugar para ambos os jogos.

O primeiro jogo do confronto seria disputado no estádio Tehelné Pole, em Bratislava, no dia 5 de março. Nem o gramado encharcado que prejudicou o toque de bola dos Spurs serviu de desculpa para a atuação bem abaixo do normal, e Bill Brown no gol evitou que a única derrota da campanha fosse mais aguda. O Slovan abriu o placar na etapa inicial quando o ponta Ivan Mráz fez belo passe para finalização de Ludovit Cvetler. E ampliou logo após o intervalo com Anton Moravčík punindo uma sequência de erros defensivos dos londrinos.

Mordido com o revés e a má atuação em Bratislava, o Tottenham fez exibição memorável na volta em White Hart Lane, na noite de 14 de março, e simplesmente esmagou os tchecoslovacos diante de mais de 61 mil torcedores ávidos por uma remontada semelhante à obtida diante do Górnik Zabrze na Copa dos Campeões da temporada anterior, quando os londrinos reverteram um 4 a 2 sofrido na Polônia com um enfático 8 a 1 em casa. Contra o Slovan, o placar não chegaria a tanto, mas ficou perto, garantindo a classificação com sobras.

Naturalmente, o impulso à reação começaria com o enérgico Dave MacKay, autor do primeiro gol aos 31 minutos de jogo. E nos dois minutos antes do intervalo ainda houve tempo para mais dois gols: um petardo de pé canhoto de Jimmy Greaves aos 44 e uma cabeçada de Bobby Smith após centro da direita aos 45. Na etapa final, Schrojf tentou passar segurança à defesa do Slovan com duas boas intervenções. Mas aos 20, após afastar um cruzamento, viu a bola sobrar para Greaves, que, com um toque sutil de cobertura, marcou o quarto.

E a goleada não parou por aí: dez minutos depois, após um centro de Marchi, Cliff Jones dividiu pelo alto com o goleiro e, de cabeça, fez o quinto. E a cinco minutos do fim, John White desarmou Popluhár na intermediária e arrancou, chutando forte para fechar o escore em contundentes 6 a 0. Os Spurs, no entanto, teriam de aguardar até o início de abril para conhecer seu oponente nas semifinais. E este seria o OFK Belgrado, que precisaria de um playoff em Marselha para eliminar o Napoli após vitórias alternadas e o empate no agregado.

A DURA SEMIFINAL

Herdeiro do antigo Beogradski Sport Klub, o BSK, grande potência do futebol iugoslavo na década de 1930 (quando conquistou cinco vezes a liga nacional) e dissolvido em 1945, o OFK não chegaria a levantar o título sob a nova nomenclatura (sua melhor colocação seria o vice em 1963/64), mas venceria por quatro vezes a Copa da Iugoslávia num intervalo de 13 anos, entre 1953 e 1966. O período ficaria marcado como a era de ouro do clube, cuja equipe exibia um futebol elegante que lhe renderia o apelido de “Romantičari” (“Os Românticos”).

O grande destaque daquele time do OFK era o atacante Josip Skoblar, então com 22 anos e vindo de disputar a Copa de 1962 pela Iugoslávia. A partir do fim daquela década, após uma passagem pela Bundesliga defendendo o Hannover, ele faria história no Olympique de Marselha, sagrando-se por três anos seguidos o artilheiro do Campeonato Francês e estabelecendo o recorde histórico de gols em uma mesma temporada na competição (espantosos 44 em 36 jogos em 1970/71), o que valeu a ele a Chuteira de Ouro europeia na ocasião.

Também chamava a atenção naquela escalação o goleiro Blagoje Vidinić, em parte por sua altura (1,98 metro), em parte por ter sido o titular da Iugoslávia campeã olímpica nos Jogos de Roma em 1960, mas também por mais tarde ter ficado conhecido como o técnico que dirigiu seleções africanas nos dois primeiros Mundiais em que o continente teve vaga direta: o Marrocos em 1970 e o Zaire em 1974 (com esta, ele venceu a Copa Africana de Nações no mesmo ano). Além de ter comandado também a Colômbia entre 1976 e 1979.

Antes de ter despachado o Napoli vencendo por 2 a 0 em Belgrado, perdendo por 3 a 1 na Itália e enfim triunfando pelo mesmo placar em Marselha, o OFK havia superado com relativa facilidade o Chemie Halle-Leuna, da Alemanha Oriental, na fase preliminar (com um 5 a 3 no agregado) e o Portadown, da Irlanda do Norte, na etapa seguinte (com um ainda mais tranquilo 7 a 4 no placar global). Porém, embora o time dirigido por Milovan Ćirić tivesse a reputação de futebol vistoso, o jogo de ida em Belgrado foi qualquer coisa menos isso.

Bill Nicholson, o comandante da era de ouro

Desde o início da partida a abordagem dos anfitriões foi intimidadora, com várias entradas duras. Até que numa delas, aos 24 minutos, o caldo começou a entornar: Bobby Smith foi atingido por um pontapé e se levantou furioso para tirar satisfações com o adversário. No meio da confusão, um jogador do OFK desabou simulando ter sido agredido e rapidamente seus colegas cercaram o árbitro exigindo a expulsão do inglês. O tumulto foi logo dissipado e, de imediato, na sequência da cobrança da falta, o Tottenham fez o primeiro gol.

Tony Marchi bateu a infração entregando para Bobby Smith, que tocou curto para John White e este acertou um belo chute de longe, sem chances para Vidinić. Dez minutos depois, no entanto, o time da casa chegou ao empate: MacKay bloqueou um chute iugoslavo dentro da área, mas a bola subiu e tocou em sua mão, e o árbitro húngaro Lajos Aranyosi marcou pênalti. O atacante Milorad Popov bateu e converteu, recolocando o OFK na disputa, que continuava com lances de catimba que não condiziam com o apelido da equipe local.

O ponteiro Terry Dyson levou uma cusparada no rosto. O zagueiro Maurice Norman teria de levar pontos no supercílio direito após a partida. Mas, ironicamente, o único jogador expulso de campo seria do Tottenham: eram dez minutos do segundo tempo quando, fora do lance, Jimmy Greaves levou um pontapé do zagueiro Blagomir Krivokuća e revidou. O árbitro só viu a retaliação e assim ordenou que o atacante deixasse o jogo. Era a primeira expulsão de Greaves na carreira. Mais incrível: era a primeira de um jogador dos Spurs desde 1928.

Revoltado, o atacante se recusava a sair de campo, até ser finalmente retirado por um não menos indignado Bill Nicholson. O Tottenham ficaria com dez homens num momento-chave do jogo. Pela sequência dos acontecimentos e pelo clima no estádio, o roteiro parecia indicar que a inexorável virada do OFK era apenas questão de tempo. Mas aí entrou em cena Dave MacKay, um leão em campo, botando o jogo no bolso. Em vez de sucumbirem, os Spurs passaram a dominar as ações. E aos 30 minutos, Dyson decretou a vitória por 2 a 1.

A ausência do suspenso Greaves era a única má notícia para o Tottenham na partida de volta em White Hart Lane. Além da vantagem construída pela vitória na ida, a equipe teria a volta do ponta Cliff Jones, que em Belgrado ficara pela única vez de fora do time naquela campanha. Mas não só: quem também retornava era o capitão Danny Blanchflower, que fez questão de jogar de qualquer maneira, mesmo sem estar ainda plenamente recuperado e apesar de ter levado uma pancada no joelho no dia da partida. Para ele, era questão de honra.

Mesmo com o gramado em más condições, o Tottenham fez um jogo extremamente consistente na partida de volta. E saiu na frente, ampliando sua vantagem no agregado, aos 29 minutos após MacKay (que vestia a camisa 10 no lugar de Greaves) receber de Blanchflower e tocar na saída de Vidinić. Seis minutos depois, o OFK empatou em um lance de oportunismo de Skoblar na pequena área. Mas aos 43, os Spurs estariam de novo em vantagem: White cruzou para MacKay, que deu um belo passe de peito para Cliff Jones finalizar e fazer 2 a 1.

Logo no início do segundo tempo, a passagem à final ficaria mais assegurada do que nunca: White cruzou da esquerda e Bobby Smith mergulhou num peixinho sensacional para cabecear às redes de Vidinić e fechar o placar em 3 a 1 (e o agregado em 5 a 2). Logo depois, o quarto gol poderia ter vindo, mas os Spurs acertariam a trave. No fim, para o OFK só sobraram os pontapés, o que irritou Cliff Jones e quase iniciou outro incidente em campo no confronto. O Tottenham, por sua vez, deixou o campo como havia entrado: com a vaga nas mãos.

A GRANDE DECISÃO

Na decisão do torneio, assim como fizeram na estreia, os Spurs teriam pela frente o outro carrasco de ingleses na curta história da Recopa: o Atlético de Madrid, que na edição anterior eliminara o Leicester nas oitavas de final em seu caminho rumo ao título, no qual também passou por Sedan, Werder Bremen e Motor Jena antes de derrotar a Fiorentina – ela própria, detentora do troféu na ocasião – numa final que demandou um jogo desempate no Neckarstadion de Stuttgart após o 1 a 1 inicial em 120 minutos no Hampden Park de Glasgow.

Já na edição de 1962/63, os colchoneros também haviam se beneficiado de entrarem no torneio apenas nas oitavas de final, a exemplo do Tottenham, e tiveram como primeiro adversário o fraco Hibernians Paola, de Malta, que avançara pela desistência do Olympiakos. Em seguida, o Atlético passou pelo búlgaro Botev Plovdiv, dos jovens e talentosos atacantes Georgi Asparuhov e Dinko Dermendzhiev. Já nas semifinais, bateu o Nuremberg num jogo de volta transferido ao Chamartín (atual Santiago Bernabéu) em razão da maior capacidade.

Assim como os mais poderosos clubes da Espanha na época, o Atlético de Madrid também trazia em sua escalação uma reunião de talentos de diversas nacionalidades: desde nomes frequentes na seleção da Espanha da época (como o lateral-direito Feliciano Rivilla, o médio Jesús Glaría, o meia-atacante Adelardo e o ponteiro-esquerdo Enrique Collar) até brasileiros (o zagueiro Ramiro, ex-Santos e Fluminense), argentinos (o goleiro Edgardo Madinabeytia e o defensor Jorge Griffa) e portugueses (o atacante Mendonça, nascido em Angola).

Havia, aliás, outro jogador de origem africana entre os titulares: o ponteiro-direito Miguel Jones, nascido na Guiné Equatorial (na época território espanhol), mas criado em Bilbao, e que chegaria a ser convocado pela seleção da Espanha por volta daquela época, porém sem entrar em campo – perdendo assim a chance de entrar para a história como o primeiro negro a vestir a camisa da Roja. Assim, na escalação do Atlético para a final da Recopa, a única baixa no time ideal era a do lateral-esquerdo Isacio Calleja, lesionado desde janeiro.

Já o Tottenham contava com a volta de Jimmy Greaves após cumprir suspensão, mas teria a baixa importante do lesionado Dave MacKay para a decisão. Em seu lugar, naturalmente, entraria Tony Marchi. Mas o personagem do pré-jogo seria Blanchflower. Na preleção, Bill Nicholson enchera a bola do adversário, demonstrando respeito e certa preocupação. Quando o treinador se afastou, o capitão tratou de fazer o inverso, exaltando as qualidades dos próprios companheiros e fazendo questão de transmitir confiança na vitória do Tottenham.

A volta olímpica dos campeões em Roterdã

E confiança era algo que sempre transbordava em Jimmy Greaves, que abriria a contagem para os Spurs aos 16 minutos de partida no estádio De Kuip, em Roterdã, apenas um minuto depois de ter acertado a trave do goleiro Madinabeytia com uma cabeçada. A jogada do gol começou com Bobby Smith lançando Cliff Jones pela direita. O ponteiro arrancou e cruzou pelo alto para o camisa 10 do Tottenham aparecer nas costas da defesa do Atlético e só cutucar de pé direito para as redes, premiando o domínio inicial dos londrinos.

Mas a etapa inicial não ficaria só nisso: aos 35, Greaves bateu lateral na ponta direita para Baker, que devolveu num passe à frente. O camisa 10 fez outro centro alto que o goleiro Madinabeytia não conseguiu alcançar, e a bola sobrou do lado esquerdo da área para Dyson. O ponteiro então fez outro cruzamento, à meia altura, para o centro da área, onde, da marca do pênalti, John White ajeitou, trocou de pé e acertou um belo chute alto de canhota, vencendo novamente a resistência do Atlético. Os Spurs ampliavam e se impunham no jogo.

Amplamente superado na etapa inicial, o time colchonero teve a chance de se recolocar no jogo logo aos dois minutos do segundo tempo: o lateral Henry espalmou sobre a linha um chute de Mendonça, e o árbitro apitou a penalidade. Com tranquilidade, Enrique Collar bateu à meia altura no canto esquerdo de Bill Brown e descontou. O gol animou os madrilenhos, que teriam cerca de 20 minutos de superioridade, mas sem conseguir chegar ao gol de empate. Na melhor chance, o atacante Chuzo finalizou com um chute cruzado para fora.

Naquela altura, os Spurs começavam a sofrer com lesões: White levou entrada de Griffa e ficou mancando em campo. Henry também se machucou ao interceptar um contra-ataque. E Cliff Jones sofreu falta feia do lateral Rodríguez num lance que quase deu confusão. Até que, aos 22 minutos, Dyson recebeu na ponta esquerda, deu um chapéu em Rivilla e cruzou muito alto e aberto. A bola parecia ter destino certo nas mãos de Madinabeytia. O goleiro argentino, porém, não conseguiu alcançá-la, e ela morreu dentro da meta. Frangaço.

O gol fez o Atlético se desesperar de vez e injetou fôlego novo no Tottenham, que aproveitava os enormes espaços na defesa deixados pelos adversários. A goleada era questão de tempo. Aos 35, Dyson cruzou da esquerda, e Greaves, inteiramente livre na área, só escorou de pé esquerdo (seu preferido) para marcar o quarto. Com os colchoneros entregues, ainda haveria tempo para Dyson fazer o quinto, conduzindo a bola desde a própria intermediária sem ser incomodado até disparar um petardo da meia-lua no ângulo aos 40 minutos.

Após o apito final houve até torcedor fantasiado entrando em campo. Com aquela vitória categórica, o Tottenham havia acabado de protagonizar um feito histórico: era o primeiro clube inglês e britânico a levantar um troféu continental. De quebra, também ajudaria a passar adiante uma curiosa “maldição” da Recopa: a de nunca ter tido um bicampeão seguido. Em oito ocasiões na história do torneio o detentor do troféu voltaria à final no ano seguinte, mas perderia o título, como aconteceu naquele ano com o Atlético de Madrid.

DEPOIS DA CONQUISTA

Aquela conquista, porém, seria a única da temporada e o último ato do esquadrão histórico dos Spurs. Na liga inglesa, apesar de marcar espantosos 111 gols em 42 jogos (apenas quatro a menos que os 115 anotados na campanha do título de 1960/61) e aplicar goleadas impiedosas como 6 a 2 no Manchester United, 7 a 2 no Liverpool e 9 a 2 no Nottingham Forest, o Tottenham terminaria em segundo, seis pontos atrás do Everton. E na FA Cup, o bicampeão decepcionaria caindo logo no primeiro mata-mata, diante do Burnley em casa.

Já a partir da temporada seguinte, a equipe começaria rapidamente a se dissolver a partir de seu coração, o meio-campo. Convivendo com frequentes lesões, Blanchflower anunciaria sua retirada dos gramados em abril de 1964. Mackay sofreria duas fraturas quase seguidas na perna esquerda em dezembro de 1963 e setembro de 1964, ficando de fora do time por quase um ano e meio. E White, o mais jovem, teria o fim mais trágico: morreria aos 27 anos, atingido por um raio durante uma tempestade num campo de golfe, em julho de 1964.

A defesa do título da Recopa seria interrompida logo nas oitavas de final num duelo caseiro contra o Manchester United: vencedor por 2 a 0 no jogo de ida em White Hart Lane, o Tottenham sofreria a remontada por 4 a 1 em Old Trafford, no jogo marcado pela primeira fratura de Dave Mackay, deixando o time com dez jogadores com apenas oito minutos de partida. Era a segunda lesão do tipo que acometia um jogador dos Spurs naquele ano: em meados de 1963, o ponta Terry Medwin teria sua carreira encerrada por fratura sofrida no exterior.

Caberia a Bill Nicholson a tarefa hercúlea de reconstruir pacientemente o time, e uma nova safra de talentos começaria a florescer nos últimos anos da década de 1960. No meio do caminho, em 1967, houve outra conquista da FA Cup, com vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea em Wembley, por meio de uma equipe que mesclava veteranos – Jimmy Greaves, Frank Saul, o agora capitão Dave Mackay – e novas referências como o goleiro Pat Jennings, o zagueiro Mike England, os meias Alan Mullery e Terry Venables e o atacante Alan Gilzean.

Essa nova geração que despontava (exceto Venables, vendido ao Queens Park Rangers em 1969), reforçada por nomes como o versátil Steve Perryman, o goleador Martin Chivers e o campeão mundial Martin Peters, formaria a base da equipe para um novo triênio de conquistas no início da década seguinte. Ladeada pelas vitórias na Copa da Liga em 1971 e 1973, a conquista da edição inaugural da Copa da Uefa em 1972 representou novo pioneirismo: o Tottenham seria o primeiro clube inglês a vencer duas competições europeias distintas.

Bill Nicholson se aposentaria em setembro de 1974, pondo fim a uma era que havia durado quase 16 anos. O Tottenham experimentaria um declínio após sua saída, culminando no descenso em 1977. Mas a reconstrução viria com o técnico Keith Burkinshaw e uma nova safra de talentos como o meia Glenn Hoddle, o zagueiro Graham Roberts e o lateral irlandês Chris Hughton, somada a veteranos como Steve Perryman e a nomes vindos de fora como os argentinos Osvaldo Ardiles e Ricardo Villa e o atacante escocês Steve Archibald.

Essa geração conquistaria mais um bicampeonato da FA Cup, em 1981 e 1982 e chegaria perto de vencer também a Recopa neste segundo ano, quando parou nas semifinais diante do Barcelona, futuro campeão. Mas ainda conseguiria sua aclamação continental dois anos depois, ao levantar pela segunda vez a Copa da Uefa numa eletrizante final contra o Anderlecht, vencida nos pênaltis em White Hart Lane após dois empates nos jogos decisivos.

Foto de Emmanuel do Valle

Emmanuel do Valle

Além de colaborações periódicas, quinzenalmente o jornalista Emmanuel do Valle publica na Trivela a coluna ‘Azarões Eternos’, rememorando times fora dos holofotes que protagonizaram campanhas históricas.

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