Corinthians das Eliminatórias, Grécia está quase na Copa
Um time que quase não sofre gols, dificilmente perde jogos, mas tem uma enorme dificuldade em vencer. Não joga um grande futebol, mas mesmo em crise, complica o jogo para os adversários. E mesmo quando joga bem, sofre para vencer, porque fazer gols não é a sua especialidade. Isso mesmo: poderia ser o Corinthians, mas é a Grécia. E olha que nem estamos falando de Corinto (Kórinthos, no original), de onde vem o nome do time.
A Grécia tem tudo para vir para mais uma Copa do Mundo. Muitos irão fazer bico para o time, que é conhecido por sua retranca. Mas essa não é essa Grécia. Está longe de ser um time envolvente, que joga aberta e ofensivamente. Longe disso. Mas é um time que sabe o que quer fazer. Tem um plano de jogo, tem jogadores esforçados e tem eficiência. Se não a eficiência de uma Alemanha, uma eficiência com um toque alemão. O grande passo rumo à Copa foi dado nesta sexta, com a Grécia fazendo a festa para cima da Romênia com uma contundente vitória por 3 a 1.
Contundente como é o time da Grécia. Sabe o que fazer e contra quem deve tentar fazer. O time é só esforçado e tem como técnico um português, Fernando Santos, que tem passagem importante pelos clubes do país. A campanha grega já despertava a atenção, porque em casa o time dificilmente perde. E em casa, fez a vantagem por 3 a 1 contra a Romênia indo além da sua própria média de gols, que é só de 1,2 gol por jogo. As vitórias gregas, em geral, vinham por um sofrido 1 a 0. Desta vez, a Grécia foi, por coincidência, protagonista do jogo com mais gols das Eliminatórias europeias.
O jogo contra a Romênia mostrou uma Grécia que foi eficiente nas suas chances. Os gols de Kostas Mitroglou o elevam ao posto de novo Angelo Charisteas, campeão europeu em 2004 pela seleção grega. Não é um craque, nem tem técnica refinada, mas é um jogador forte, sabe usar os recursos que tem e é artilheiro. Foram dois gols, um deles um golaço, sem chances de defesa. Destaque também para o atacante Dimitrios Salpingidis, que fez excelente partida e marcou um dos gols.
A Grécia pode até perder na Romênia por um gol de diferença que virá ao Brasil. Precisará sofrer no mínimo dois gols para perder o jogo. A Romênia precisará de um desempenho acima da média. E que a Grécia esteja abaixo da sua. Até aqui, contando toda a campanha nas eliminatórias, são 11 jogos e apenas cinco gols sofridos. Dificilmente perde a vaga. Deve vir para a sua terceira Copa do Mundo na história.
Quando a Grécia marcou o terceiro gol, o estádio ficou sob uma névoa. A torcida grega, como se sabe, é muito fanática e fez muita fumaça no estádio. A festa não tem hora para acabar. Vai ter churrasquinho grego até o amanhecer (mesmo que o churrasquinho grego daqui não seja exatamente o que eles comem lá, mas vá lá).
A Grécia em versão “Corinthians 2013” vem aí. Sim, prepare o sonífero, se você não aprecia o estilo. Curiosamente, o time que tem um nome de origem grega joga um futebol parecido com a seleção grega. Uma coincidência curiosa.
Em Reykjavik, um empate bom para ambos

A Islândia disputa a sua primeira chance real de ir à Copa do Mundo nessa repescagem. A Croácia é mais experiente, tem capacidade para chegar em Copas e ir bem – lembram do terceiro lugar em 1998? Mas o que se viu em Reykjavik não foi algo muito além de um jogo sem graça. Aliás, bem sem graça. Jogo fraco tecnicamente, poucas chances e que ficou ainda menos interessante quando um islandês foi expulso, Olafur Skulason, logo a cinco minutos do segundo tempo.
Com isso, a Islândia foi se fechando, tentando sair só na boia, enquanto a Croácia tentava vencer o jogo, mas sem forçar muito a barra para não tomar um gol bobo. Então, o jogo foi namorando com o 0 a 0 daquele jeito que você sabe como vai terminar. Sim, 0 a 0, com os dois felizes e satisfeitos. A Islândia porque sabe que um empate com gols pode classificá-la. A Croácia porque precisa só vencer em casa para avançar. No fim, bom para todo mundo.



