Grandes esquadrões da história da Liga Europa

A importância pode não ser a mesma dada à Liga dos Campeões. No entanto, não dá para negar que a Taça de Feiras, a Copa da Uefa e a Liga Europa, independente de suas fases históricas, foram capazes de coroar grandes campeões. Internazionale, Juventus e Liverpool estão entre os clubes que mais vezes conquistaram o torneio, em um seleto grupo que também conta com o peso de outras camisas.
Uma história grandiosa escrita primeiramente pelo Barcelona que concorreu com o maior Real Madrid da história. Liverpool e Borussia Mönchengladbach saltaram da Copa da Uefa para grandes campanhas na Copa dos Campeões, enquanto Real Madrid, Napoli, Internazionale e Juventus sanaram sua fome por taças continentais entre as décadas de 1980 e 1990. Já nos últimos anos, por mais que os gigantes tenham se concentrado na Champions, não dá para menosprezar campanhas como a do Porto em 2003 ou a do Atlético de Madrid em 2012.
Nas próximas linhas, relembre 12 timaços que já marcaram época na competição:
Barcelona – 1955/58 e 1958/60
O primeiro grande esquadrão a dominar a competição continental. Bicampeão espanhol, o Barcelona não tinha espaço na Copa dos Campeões diante do domínio do Real Madrid, mas compensou seus esforços na Taça de Feiras. Entre os craques blaugranes estavam Ladislao Kubala, Evaristo de Macedo, Sandor Kocsis, Zoltán Czibor e Luis Suárez. No segundo título, o time era comandado pelo mítico Helenio Herrera.
Leeds United – 1970/71
Os melhores momentos do Leeds aconteceram sob o comando de Don Revie. O técnico lendário levou os Whites a dois títulos do Campeonato Inglês e outros dois da Taça de Feiras. No segundo, os ingleses eliminaram Sparta Praga e Liverpool, antes de superarem a Juventus na final. Billy Bremner, Johnny Giles e Jack Charlton eram os nomes mais famosos da equipe, que naquele mesmo ano disputou a posse definitiva da taça com o Barcelona.
Borussia Mönchengladbach – 1974/75
Potência da Bundesliga na década de 1970, o Gladbach nunca passou do vice-campeonato na Copa dos Campeões, mas levou dois títulos da Copa da Uefa. O primeiro deles veio em 1975, com direito a goleada sobre o Twente na final. Allan Simonsen, Rainer Bonhof, Berti Vogts e Jupp Heynckes – autor de um hat-trick na decisão – eram as estrelas na equipe de Hennes Weisweiler, que reconquistou a taça em 1979, contra o Estrela Vermelha.
Liverpool – 1975/76
O prenúncio dos anos gloriosos que o Liverpool viveria na Copa dos Campeões. O segundo título dos Reds na Copa da Uefa – o primeiro veio em 1973 – antecedeu o bicampeonato na principal competição continental. Depois de eliminar o Barcelona na semifinal, a equipe de Bob Paisley superou o Club Brugge na decisão. Vencedor da Bola de Ouro por duas vezes no fim da década, Kevin Keegan fez a diferença para selar a conquista.
Real Madrid – 1984/85 e 1985/86
Enquanto dominava o Campeonato Espanhol na década de 1980, o Real Madrid conquistou seu maior sucesso no cenário continental com o bicampeonato da Copa da Uefa. O primeiro título do time de Luis Molowny veio sobre o Videoton, enquanto o Köln foi a vítima na outra final. Os merengues contavam com a célebre “Quinta del Buitre”, geração de canteranos encabeçada por Emílio Butragueño, além de Jorge Valdano e Hugo Sánchez.
Napoli – 1988/89
O principal título internacional do grande Napoli da década de 1980. Os partenopei deixaram Bordeaux, Juventus e Bayern Munique pelo caminho, antes de cruzarem com o Stuttgart na decisão. Comandados por Maradona, os italianos venceram o jogo de ida no Estádio San Paolo e seguraram o empate na Alemanha. Careca foi o grande nome na reta final da campanha, com cinco gols nos últimos quatro jogos.
Internazionale – 1990/91
Maior campeã do torneio, a Inter conquistou três títulos na década de 1990. O primeiro troféu veio em 1991, em esquadrão nerazzurro que contava com Lothar Matthäus, Andreas Brehme e Jürgen Klinsmann, trio campeão do mundo com a Alemanha, além de Walter Zenga e Giuseppe Bergomi. Na decisão doméstica, a Beneamata superou a Roma. As outras conquistas vieram em 1994 e em 1998 – nesta, com gol de Ronaldo na final contra a Lazio.
Juventus – 1992/93
Antes de recuperar o prestígio na LC, a Juventus ganhou espaço nos torneios continentais através da Copa da Uefa. Os bianconeri chegaram à decisão por três vezes em seis anos. Em 1992/93, treinada por Giovanni Trapattoni, a Vecchia Signora tinha Roberto Baggio, eleito o melhor do mundo, além de Antonio Conte, Gianluca Vialli, Andreas Möller e Jürgen Kohler. Na final, a Juve derrotou o Borussia Dortmund, adversário costumeiro nos anos seguintes.
Parma – 1998/99
Firmando-se como uma equipe importante na Itália durante a década de 1990, o Parma levou duas vezes a Copa da Uefa. O segundo título dos gialloblu contou com uma verdadeira constelação, que incluía Gianluigi Buffon, Fabio Cannavaro, Juan Sebastián Verón, Hernán Crespo e Lilian Thuram. Rangers, Bordeaux e Atlético de Madrid estiveram entre os eliminados pelos italianos, que coroaram o título em cima do Olympique de Marseille.
Porto – 2002/03
Antes de faturar a Liga dos Campeões de 2003/04, o Porto de José Mourinho brilhou na Copa da Uefa. A campanha contou com goleada sobre a Lazio na semifinal, além de vitória apertada sobre o Celtic na decisão, 3 a 2 na prorrogação. Artilheiro do torneio, Derlei marcou o gol de prata, abrindo caminho para a festa do elenco que também contava com Deco, Ricardo Carvalho, Vitor Baía e Maniche.
Sevilla – 2005/06 e 2006/07
Em uma época na qual o prestígio da Copa da Uefa não era dos maiores, o Sevilla conquistou um raro bicampeonato da competição. Comandados por Juande Ramos, os andaluzes concentravam suas forças em Luís Fabiano e Frédéric Kanouté, além de terem como destaques Andrés Palop, Jesús Navas e Daniel Alves. Na primeira final, goleada sobre o Middlesbrough, enquanto que o segundo título só veio nos pênaltis, ante o Espanyol.
Atlético de Madrid – 2011/12
O distanciamento histórico não é dos maiores, mas não dá para negar a campanha memorável feita pelos colchoneros na Liga Europa. O time de Diego Simeone venceu todos os seus nove jogos nos mata-matas, passando por cima de Lazio, Besiktas, Hannover e Valencia. Na decisão, outro massacre contra o Athletic Bilbao. Radamel Falcao García fechou a campanha com 12 gols, dois na final, e se firmou como ídolo do clube a partir de então.















