Eliminatórias da EurocopaEuropa

Gary Speed, técnico de Gales que morreu em 2011, não foi esquecido na festa da classificação

O futebol galês está em festa desde os apitos finais da rodada do Grupo B. Pela primeira vez desde a Copa do Mundo de 1958, a nação está classificada para uma grande competição internacional, a sua primeira Eurocopa. Um dos grandes heróis, além de Gareth Bale, foi o técnico Chris Coleman, que assumiu a seleção britânica em 2011, depois do trágico suicídio de Gary Speed, ex-técnico e o segundo jogador que mais vezes defendeu o País de Gales.

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Speed foi encontrado morto na garagem da sua casa, no que a polícia concluiu como suicídio, e chocou o futebol de Gales e da Inglaterra, onde fez carreira com passagens longevas por Leeds United e Newcastle. A referência da seleção galesa, que foi capitão do time durante sua longa carreira interancional, entre 1990 e 2004, não foi esquecida na festa da comemoração da vaga para a Eurocopa de 2016.

“Quando eu assumi esse emprego, era uma situação difícil”, afirma Coleman. “Gary Speed era um grande homem e uma presença enorme. Eu quis dar sequência ao seu trabalho. Mas não consegui. Por isso, decidi fazer as coisas do meu jeito e foi uma campanha fantástica. Gary Speed deu sua contribuição (para a vaga) e tenho certeza que ele está sorrindo neste momento”.

Roger Speed, o pai de Gary, concorda com Coleman. “Não tenho dúvida que ele estaria muito orgulhoso desse sucesso. Eu sei que ele esteve assistindo lá de cima e torcendo pelo time. Eu gosto de pensar que ele foi uma inspiração. Como muitos jogadores já disseram, a classificação é um tributo adequado para o que Gary preparou nesse grupo de jogadores”, disse.

Roger, inglês de nascimento, mas agora torcedor do País de Gales graças ao filho, esteve em Cardiff mês passado para o empate sem gols com Israel e ficou profundamente emocionado quando a torcida começou a cantar a música favorita de Gary, “I Can’t Take My Eyes Off You”, música escrita por Frankie Valli, nos anos sessenta, e que tem mais de 200 versões com vários artistas. “Os pelos da minha nuca ficaram arrepiados e eu estava chorando”, conta.

O atacante Hal Robson-Kanu disse que a vontade de vencer e a confiança de que isso era possível foram implementadas por Gary Speed, que infelizmente não está vivo para ver o resultado concreto e tão sonhado do trabalho que ele iniciou e Coleman concretizou. Mas que de alguma forma esteve presente nas comemorações da histórica vaga do País de Gales.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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