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A paixão que faz o ‘frio’ Federer se sentir como criança

A paixão de Roger Federer pelo Basel não é segredo. Nascido na Basileia, o maior vencedor de Grand Slams da história do tênis acompanha os RotBlau com afinco. Vez ou outra, é visto nas arquibancadas do St. Jakob Park e, embora prefira não se definir como um especialista, demonstra grande conhecimento sobre a equipe. Um torcedor fiel, que já declarou que um de seus maiores sonhos era conquistar a Liga dos Campeões em campo, com a camisa do time.

Diante da excelente campanha do Basel na Liga Europa, a empolgação de Federer aumentou nas últimas semanas. Os azuis-grená igualaram o feito do Grasshoppers, se tornando o segundo clube suíço a chegar a uma semifinal de competição europeia. Depois de eliminarem Tottenham e Zenit, o próximo desafio é o Chelsea. E Federer estará nas arquibancadas. Em entrevista ao jornal Basler Zeitung, o tenista falou apenas sobre futebol, especialmente sobre a relação próxima com o clube.

“Nós estamos pensando neste jogo contra o Chelsea como se fossemos criancinhas. Estou muito contente de ter conseguido os ingressos no clube. A força toda está em acreditar no sucesso. Essa confiança em nossas próprias qualidades faz a diferença”, afirmou. “Fui a poucos jogos do Basel nos últimos anos, mesmo nas competições europeias. O último foi contra o Barcelona [em 2009], que o Bayern fez subir no telhado nesta semana (risos)”.

Federer exibe com orgulho a camisa do Basel
Federer exibe com orgulho a camisa do Basel

Animado com a atual fase do clube, a caminho do tetracampeonato suíço, Federer afirmou que o desempenho recente o relaxa: “Sou um torcedor mais compreensivo do que impaciente. Passes ruins pertencem ao futebol, assim como no tênis erros que não foram forçados são normais. A temporada do Basel é impressionante, está longe de me incomodar. A forma como o time joga ajuda a não deixar os torcedores em pânico”.

Como bom torcedor, o tenista reclamou do desmanche sofrido pelo Basel nos últimos tempos e apontou o centroavante Marco Streller como seu jogador favorito: “Streller me agrada muito. Os últimos anos não foram fáceis. Perdemos jogadores importantes nas últimas temporadas: Shaqiri, Xhaka, Constanzo, Huggel, Chipperfield e, agora Alex Frei. Isso afeta o time, mas Streller continua firme e impressiona pelas boas atuações. Ele manda qualquer bola para as redes”

Por fim, Federer deixou seu palpite sobre o jogo desta quinta. Obviamente, uma vitória do Basel: “No futebol, tudo é possível. Mais do que no tênis. Temos vários casos em que o favorito sucumbiu. A princípio, em dez jogos, o Chelsea poderia vencer seis ou sete. Mas, no futebol, existem mais fatores que podem interferir. Imagino que o Basel não pode perder em seu estádio. Saímos em vantagem. O Chelsea se abriria um pouco. No final, o Basel vencerá por 2 a 1 e nós teremos vivido uma noite inesquecível”.

No vídeo, Federer assiste a um jogo do Basel contra o Zürich, no estádio dos rivais:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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