Eurocopa

Vitória da Holanda passou pelos pés e pelo trabalho defensivo de Frenkie de Jong

O meia foi o jogador mais acionado da seleção holandesa - e também brilhou nos indicativos defensivos

A Holanda venceu a segunda na Eurocopa. Ao contrário da estreia, um pouco emocionante demais, teve mais competência em um jogo morno contra a Áustria para ganhar por 2 a 0. Uma vitória que passou pelos pés de Frenkie de Jong, dono do meio-campo tanto na construção das jogadas quanto no trabalho defensivo.

De Jong é um daqueles jogadores que às vezes passa despercebido. Já era assim no Ajax semifinalista da Champions League, e agora no Barcelona, chega a ser recuado como zagueiro para dar equilíbrio ao time de Ronald Koeman. Mas, em seu melhor estado, ele é uma engrenagem importante para fazer a máquina inteira funcionar.

Como meia, não coleciona números de assistências ou de gols, mas costuma esclarecer a jogada ali atrás, naqueles momentos em que o espectador menos atento está checando o celular – sem julgamentos; quem nunca? A maioria das vezes com passes precisos, mas também com dribles curtos ou arrancadas.

Foi assim contra a Áustria. A Holanda teve menos posse de bola do que a Áustria, mas quase sempre que foi à frente dependeu de De Jong para organizar o seu ataque. Ele foi o holandês com mais toques na bola (77) e o segundo que mais deu passes (58). Tudo isso prioritariamente pela esquerda do meio-campo, entre uma intermediária e outra. Não tocou a bola uma vez sequer na área defensiva ou ofensiva.

Além disso, teve um papel defensivo muito sólido. À frente de três zagueiros, dividindo o meio-campo com Marten de Roon e Wijnaldum, foi o responsável por mais desarmes certos do seu time (3), interceptações (2) e bloqueios (4). Números que enfatizam o equilíbrio do seu jogo, com impacto tanto ofensivo quanto defensivo.

A Holanda está garantida na liderança do grupo. Isso significa um caminho relativamente ok até as semifinais – a menos que pegue o terceiro colocado do grupo da morte nas oitavas de final. Depois, enfrentaria o segundo colocado das chaves A (Gales?) ou B (Rússia?). É possível sonhar. Precisa melhorar porque apresentou problemas nas duas primeiras rodadas, apesar dos resultados. Mas De Jong não foi um deles. Esteve mais para solução.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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