Eurocopa

Uma lista com todas as camisas titulares e também as reservas que serão usadas na Euro 2020

Aproveitamos o início da competição para apresentar os uniformes e registrar alguns detalhes

A Euro 2020 começa nesta sexta-feira e também dita moda. Afinal, os novos uniformes também são uma parte legal da competição e diversas camisas podem ficar na memória, graças ao sucesso de suas seleções. Independentemente do desempenho em campo, ainda assim, a riqueza de detalhes e de beleza é imensa. Abaixo, listamos todas as camisas titulares e reservas, com comentários breves por grupo.

As imagens são as divulgadas por cada fornecedor de material esportivo. As montagens foram feitas pela Radio Times.

Grupo A

Simplicidade pode ser um acerto tremendo. É o que acontece no uniforme da Turquia, simplificando as cores da bandeira e fazendo o básico para um uniforme clássico. Mas muita simplicidade pode ser ruim, como no uniforme reserva da Itália, que mais parece uma camiseta de passeio. Ao menos, a camisa azzurra titular acerta em cheio com os desenhos no tecido que se inspiram na arte do Renascimento. São formas geométricas que representam a arquitetura e os mosaicos em edificações do período histórico. Gales apostou num uniforme sem muitos adereços em seu vermelho titular e, no amarelo reserva, traz um efeito de pintura em marca d’água. Destaque ao novo escudo, muito difícil de errar com o tradicional dragão da bandeira. Já a Suíça, com um uniforme reserva que comete o mesmo erro dos italianos pela simplicidade excessiva, possui alguns detalhes a mais na titular vermelha, inspirados nas escolas de design do país nos anos 1950.

Grupo B

A Bélgica parece vir com três anos de atraso e sua camisa titular possui um desenho mais “noventista”, com pinceladas em preto no tradicional vermelho. Não dá para negar que há uma identidade aí, até pelo escudo novo. A reserva, em compensação, busca mais a simplicidade dos anos 1980. A Dinamarca vem com uniformes sem invencionices, com as mangas brancas e as lembranças da Euro 1992, com o branco predominando no fardamento reserva. A Finlândia estreia na Euro em grande estilo, com uma camisa titular que traz a cruz presente na bandeira, com um degradê que dá mais beleza. A camisa reserva, por outro lado, lembra até mesmo uma camisa de passeio pelo detalhe dos botões na gola e da manga. Por fim, a Rússia geralmente capricha em suas camisas e vem com o vermelho vivo, com uma marca d’água no tecido. A ideia de reproduzir a bandeira na manga e que mais lembrou a Sérvia ficou para trás. No uniforme reserva, branco, as cores da bandeira são bem combinadas e até lembram o uniforme da seleção de hóquei.

Grupo C

A Holanda possui uma das camisas mais famosas do futebol e seu laranja tradicional está num tom mais vivo, com direito ao desenho de um leão no pano. Entretanto, o destaque fica mesmo ao uniforme preto reserva, daqueles que podem se tornar um clássico pela sobriedade. A Ucrânia possui uma das camisas mais sem sal desta Euro, mas que causou insatisfação por conta do desenho do território que inclui a Crimeia (anexada pela Rússia em 2014) e pela presença de um lema nacionalista ligado a movimentos fascistas da Segunda Guerra Mundial. A Uefa mandou mudarem. A combinação com o azul reserva, ao menos, ficou melhor pela visualização maior das marcas d’água. A Áustria, como outras seleções da Puma, peca pelo simplismo do reserva e acerta em cheio no titular pela inspiração na arte local. Destaque também ao novo escudo. Já a Macedônia do Norte estreará na Eurocopa com uma camisa bem característica, reproduzindo a bandeira a partir do escudo. O detalhe é que este não seria o uniforme da Euro. Uma outra camisa foi lançada, grená e com a marca d’água de um lince, mas a crítica foi tão grande que voltaram atrás. A reserva é branca, com o “sol da liberdade” da bandeira replicado em tons cinzas.

Grupo D

A Inglaterra conseguiu fazer um de seus uniformes mais bonitos dos últimos anos, com os detalhes em azul valorizando a camisa branca. A reserva vem num azul mais intenso, com leões em detalhe psicodélico e uma gola clássica. A Croácia, que dificilmente pode inventar no titular, traz seu xadrez em quadrados maiores. A reserva é que inova mais, em preto e cinza com pequenos quadradinhos. De volta à Euro depois de 25 anos, a Escócia tem uma das cores de camisas mais bonitas entre as seleções, mas as listras da vez não ajudam tanto. Na reserva, um pouco mais de capricho num celeste com marcas d’água. Por fim, a República Tcheca terá uma camisa vermelha com detalhes que reproduzem um leão geométrico, enquanto o reserva é o branco de passeio da Puma.

Grupo E

A camisa da Espanha parece exagerar um bocado nos detalhes dessa vez, com o vermelho tradicional carregado por linhas. A reserva é mais simples, branca com detalhes acinzentados. A Suécia é forte candidata ao título de melhor camisa desta Euro, nem tanto pela titular em amarelo com detalhes azuis, mas pela reserva azul marinho com finas listras amarelas. Clássica. A Polônia não foi criativa com seu branco com detalhes vermelhos, em que a camisa reserva vermelha consegue ser ainda mais simplória que a titular – mais legal pela gola. Já a Eslováquia traz combinações de tons que dão mais vida ao seu azul titular, inspiradas nas montanhas do país e que lembram uma camuflagem, enquanto a reserva branca não inova tanto.

Grupo F

Atual campeão da Euro, Portugal tem uma camisa titular que lembra uma pólo, com mais detalhes nas mangas. A reserva, em compensação, arrisca bem mais ao misturar as cores da bandeira nas listras, com um tecido num tom de verde claro. A França quase sempre acerta a mão nas camisas e não é muito diferente desta vez, num azul de listras finas com uma faixa vermelha no peito, que lembra o fardamento da Copa de 1998 e da Euro 2000. A reserva branca tem seu principal detalhe nas cores da bandeira nas laterais. A Alemanha, com um branco de listras pretas, conseguiu apresentar uma ideia nova que ficou legal – especialmente pela barra da manga. Já a reserva é toda preta, mas com a escolha discutível do escudo num tom escuro que desaparece. Já a Hungria tem uma combinação listras em vermelho com o verde e o branco, com uma camisa branca reserva sem floreios.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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