Eurocopa

Três cidades poderão ser descartadas da lista de sedes da Euro 2020, caso não garantam a abertura parcial de seus estádios

A Uefa pretende realizar a Euro 2020 em 12 nações diferentes. Porém, faltando apenas 100 dias para o torneio, o cenário ainda é nebuloso. Há dúvidas se todas as sedes poderão receber público, como é de interesse da confederação europeia. Assim, alguns estádios correm o risco de serem cortados em cima da hora. Segundo apuração feita pela Associated Press, são três cidades em xeque: Bilbao, Dublin e Glasgow. Há poucas garantias sobre o número de espectadores que serão permitidos a partir de junho.

A Uefa estipulou que as 12 sedes enviem suas previsões de público até 5 de abril. A partir disso, a organização do torneio avaliará a viabilidade da realização e confirmará se todas as cidades se manterão quando a bola rolar. A intenção da confederação é garantir que ao menos metade dos estádios sejam ocupados durante a competição. Todavia, isso depende diretamente da evolução da vacinação contra o coronavírus na Europa e também de medidas menos restritivas em relação aos grandes eventos.

Neste sentido, a Uefa poderá descartar sedes que não garantirem números mínimos de espectadores. Depois do adiamento da Eurocopa em um ano, a entidade aposta que conseguirá manter ao menos parte de seus rendimentos com bilheterias. As vendas de ingressos já tinham se iniciado antes da pandemia. Em janeiro, a confederação se disponibilizou para reembolsar apenas entradas para jogos com deslocamentos superiores a 50 km.

O Reino Unido se ofereceu para receber jogos extras, se necessário. O programa de vacinação local anda em ritmo acelerado e os portões na Premier League tendem a ser reabertos gradualmente a partir de maio. Todavia, a postura vista na Inglaterra contrasta com a cautela adotada na Escócia, com autonomia entre as duas nações britânicas. As autoridades escocesas preferem não fazer previsões sobre a volta dos torcedores.

É por isso que Londres poderá receber mais partidas da Euro 2020 e há dúvidas sobre Glasgow. No momento, serão sete duelos em Wembley e quatro no Hampden Park. Conforme a Associated Press, outro estádio londrino poderá ser usado, com o Tottenham Stadium aparecendo como opção. Além disso, os estádios em Liverpool e Manchester também serão cogitados, especialmente se Dublin ficar de fora do torneio. Também estão marcados quatro compromissos para o Estádio Aviva.

Da mesma forma que acontece na Escócia, o governo irlandês não quer antecipar as estimativas de público. Já no caso de Bilbao, as autoridades do País Basco não sinalizaram suas garantias para que os portões de San Mamés sejam abertos. Preferem esperar um cenário um pouco mais claro. Por lá, existe a possibilidade de transferir os quatro jogos para um estádio em outra região da Espanha. La Liga sinalizou que pretende admitir públicos parciais ainda nesta temporada.

Além da questão do público, outro desafio imenso à Uefa poderá ser a viagem entre países. Neste momento, as restrições de deslocamento provocam alterações no mando de campo da Champions League e da Liga Europa, bem como afetará a primeira rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Existem limitações entre sedes em comum da Eurocopa, que precisam ser solucionadas em pouco mais de três meses.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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