Eurocopa

Tomas Holes costuma aparecer pouco pelo papel defensivo, mas desta vez decidiu no ataque

Volante marcou o primeiro gol e deu passe para o segundo, em um jogo que os tchecos souberam aproveitar as chances em uma partida grande

A República Tcheca entrou na Eurocopa como um azarão, mas conseguiu a classificação, especialmente porque venceu o seu primeiro jogo com o adversário direto mais próximo, a Escócia. Diante da Holanda, a República Tcheca sabia que precisava fazer um jogo preciso, sem erros e aproveitando as chances que teria. Conseguiu exatamente isso com uma grande contribuição de Tomas Holes, meio-campista que teve participação decisiva nos 2 a 0 feitos sobre Países Baixos, neste domingo em Budapeste.

Holes é jogador do Slavia Praga, o time mais influente na seleção tcheca. São cinco jogadores da atual seleção que jogam no clube. Além de Holes, David Zima, Jan Boril, Lukas Masopust e Petr Sevcik. Masupust é titular regular. Além deles, Tomas Soucek, atualmente no West Ham, é ex-jogador do Slavia, onde foi comandado pelo atual técnico, em 2016/17. Soucek, aliás, é o capitão do time atual.

Holes foi formado pelo Hradec Kralove, passou pelo Jablonec e está no Slavia Praga desde 2019. É volante e fez 38 jogos na temporada 2020/21. Suas funções são mais defensivas que ofensivas. Marcou oito gols e fez quatro assistências. É jogador da seleção tcheca desde 2020, quando foi convocado pelo então técnico David Holoubek. Estreou tarde, com 27 anos, mas se tornou um jogador importante. Atualmente, tem 28 anos.

Sua participação acabou sendo decisiva em dois momentos cruciais do jogo. O primeiro, quando é ele quem recebe o que aparentemente era uma jogada ensaiada. Tomas Kalas ajeitou para que ele finalizasse de cabeça. No segundo, ele aparece no campo de ataque, aproveita a brecha da defesa holandesa, avança e rola para Patrick Schick marcar o segundo e decisivo gol.

Embora a estratégia inicial fosse de um time mais defensivo, quando a República Tcheca teve uma grande oportunidade ao ficar com um jogador a mais, o jogo mais trabalhado que o Slavia Praga exerce há tanto tempo por jogadores como Tomas Holes ajudou. O time teve o controle do jogo, fez com que a Holanda sofresse e se enforcasse no próprio desespero.

Em vez de ser pressionada até o fim do jogo, a República Tcheca de Holes e companhia foi quem continuou criando. Ficaram mais próximos de chegar a um terceiro gol do que se sofrer o primeiro. O controle de meio-campo exercido pelos tchecos foi preciso. Holes, com função de marcação no meio-campo, fez quatro desarmes no jogo. Foi quem mais se destacou neste quesito na partida, ao lado do zagueiro holandês Daley Blind.

Holes liderou a estatística de duelos vencidos pelo chão, vulgo divididas. Das sete que teve, venceu cinco. Pelo alto, foram quatro disputas e venceu três. Fez dois passes importantes no jogo, que geraram chances. Em um deles, nasce o segundo gol tcheco. Diante de um palco tão importante, Holes ajudou o time na sua melhor característica, exercendo o papel defensivo muito bem. A diferença é que desta vez ele decidiu também no campo de ataque.

A República Tcheca vai às quartas de final contra a Dinamarca, que será favorita. Mas para quem derrotou a Holanda, quem tem medo da Dinamarca? Por isso, que venha Baku. Confira os confrontos das oitavas de final das oitavas de final com as respectivas sedes.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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