Tchéquia foi valorosa, mas não conseguiu interromper a trajetória improvável da Dinamarca na Euro
A Dinamarca chegou às semifinais da Eurocopa após derrotar a Tchécia, em Baku, por 2 a 1
Quando a Dinamarca estreou, era difícil imaginar que chegasse tão longe. A derrota para a Finlândia não foi tão preocupante quanto o abalo emocional do ataque cardíaco de Christian Eriksen, seu principal jogador, e de ter precisado retornar para completar aquela partida no mesmo jogo. No entanto, isso parece ter impulsionado o time a percorrer uma trajetória improvável e fantástica na Euro 2020 que chegou, neste sábado, às semifinais, após a vitória por 2 a 1 sobre a Tchéquia no Estádio Olímpico de Baku.
Os tchecos se despedem da Eurocopa deixando uma boa impressão. Uma equipe bem organizada, com toque de bola e destaques individuais como Vladimir Coufal e Patrik Schick, que se juntou a Cristiano Ronaldo no topo da artilharia da competição ao descontar no começo do segundo tempo e devolver a sua equipe à partida.
No entanto, por mais que tenha lutado e se esforçado, a Tchéquia não foi capaz de interromper a caminhada da Dinamarca na Eurocopa. Ela continuará na próxima quarta-feira, contra Ucrânia ou Inglaterra, mas já está pela quarta vez garantida entre os quatro melhores times da competição. Buscará sua segunda final. A história da outra, tão improvável quanto, vocês já conhecem.
Dinamarca começa com tudo
Em apenas cinco minutos, a Dinamarca abriu o placar, em uma falha de marcação da Tchéquia. Jens Stryger Larsen cobrou o escanteio – mal marcado – e Thomas Delaney, sem nem precisar pular muito, completamente livre na marca do pênalti, cabeceou no canto. Foi o começo de uma série de ataques nórdicos que também tiveram Coufal tirando, com muita tranquilidade, mas quase em cima da linha a fraca finalização de Damsgaard, que saiu em velocidade nas costas da defesa, e um chute para fora de Delaney.
No entanto, depois desses 15 minutos de pressão dinamarquesa, os tchecos se assentaram e começaram a colocar em campo o seu bom toque de bola. Lukas Masopust aproveitou um erro de Schmeichel na saída de bola para acionar Tomás Holes, mas o goleirão do Leicester se recuperou para fazer a defesa. As chegadas de Coufal pelo lado direito eram importantes, como em um cruzamento, aos 35 minutos, que terminou com um chute meio mascado de Holes.
A Dinamarca apostava em contra-ataques. Teve outra boa chance com Dumsgaard, agora defendida por Vaclik, e ampliou em uma subida de Joakim Maele pela esquerda. O destro subiu até a ponta e cruzou de Trivela para a segunda trave, onde Dolberg apareceu completando de primeira e dando uma ótima vantagem para os dinamarqueses antes do intervalo.
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Tchéquia volta para o jogo
A Tchéquia voltou dos vestiários determinada a retornar ao páreo. E conseguiu. Em um minuto, exigiu duas defesas de Schmeichel, com chutes da entrada da área de Krmencík e Barák. Aos quatro minutos, Coufal cruzou perto do bico esquerdo da grande área para a marca do pênalti. Schick desviou no canto do goleiro para descontar e igualar Cristiano Ronaldo como artilheiro da Eurocopa, com cinco gols cada um.
Mas não foi o bastante
Apesar da forte pressão tcheca no segundo tempo, com quase 60% de posse de bola e nove finalizações, a Dinamarca conseguiu se segurar e, principalmente, criou as melhores chances nos 20 minutos finais, sempre contra-atacando com perigo. Poulsen teve duas delas, ambas defendidas por Vaclik, e depois deu o passe na medida para deixar Maele na cara do goleiro pela esquerda da grande área. O ala ajeitou o corpo para bater no cantinho mais próximo, Vaclik defendeu com a perna.
O segundo tempo terminou em um ritmo mais lento, com os jogadores dando sinais de desgaste físico. Schick sentiu e teve que ser substituído. Kjaer e Christensen mancavam. Ao fim do jogo, tchecos deitaram no gramado em exaustão enquanto os dinamarqueses comemoraram o que já se aproxima de um milagre. Depois de tudo que passaram na estreia, estão nas semifinais da Eurocopa.
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