Eurocopa

Suécia venceu um jogo inesperadamente movimentado contra a Polônia e avançou em primeiro lugar

Gol de Claesson no finalzinho sepultou a reação da Polônia e garantiu a vitória por 3 a 2 dos suecos

A Suécia marcou logo no começo da partida e deixou a Polônia em situação complicada. Precisava virar o jogo e ainda lidar com um time que é forte nos contra-ataques. Dadas as circunstâncias, fez o que dava para fazer. Chegou a empatar nos minutos finais, com uma sobrinha para tentar a vitória heroica, mas outra investida sueca encerrou de vez a sua Eurocopa: 3 a 2 na Gazprom Arena de São Petersburgo.

A Suécia, principalmente com a entrada de Kulusevski no segundo tempo, teve um ataque mais frutífero. Uma boa notícia às oitavas de final, para as quais passou em primeiro lugar do seu grupo, com sete pontos. Enfrentará um terceiro colocado, provavelmente a Ucrânia, na próxima terça-feira, em Glasgow.

Suécia – com certa sorte

A Suécia conseguiu abrir o placar logo aos dois minutos, graças a uma certa dose de sorte. Isak tentou um drible na entrada da área, mas foi desarmado por Glik. A sobra ficou com Fosberg, entrando em diagonal, e ainda tocou o calcanhar do atacante da Real Sociedad para ajudar Fosberg a passar por Jozwiak. Uma vez dentro da área, bastou um chute preciso e cruzado de perna esquerda para fazer 1 a 0.

Lewandowski – com certo azar

Beleza, ele perdeu o gol. Três vezes. Mas quais as chances de alguém acertar o travessão duas vezes seguidas a menos de três metros do gol? Ainda mais se esse alguém é o atual melhor jogador do mundo. A cobrança de escanteio veio gostosa para Lewandowski matar de cabeça. Acertou o travessão. O rebote voltou ainda mais gostoso. Ele teve até como escolher para onde testaria. E testou de novo no travessão. Para completar, furou o rebote quase em cima da linha e perdeu uma chance de ouro.

Kulusevski dá as caras

O sistema ofensivo da Suécia foi alvo de críticas nesta Eurocopa. Travado demais, insosso demais. Dejan Kulusveski não resolve tudo sozinho. Mas ajuda. Fora das duas primeiras rodadas por ter testado positivo para Covid-19, ficou no banco contra a Eslováquia e fez a sua estreia entrando aos dez minutos no lugar de Robin Quaison. Depois de Robin Olsen e Wojciech Szczesny trocarem defesas de média distância, Kulusevski arrancou do meio-campo até a área, sem ser acompanhado, entrou driblando e rolou para Fosberg chegar batendo de primeira no canto.

O melhor do mundo

A sua equipe dominou a posse de bola durante toda a partida, mas estava pecando na contundência para criar chances claras. A sorte de ter Lewandowski é que você não necessariamente precisa criar chances claras para fazer gols. Dois minutos depois do segundo gol de Forsberg, recebeu o passe de Zielinski em velocidade e avançou pela esquerda. Mesmo marcado por dois, encontrou o espaço para mandar no ângulo e descontar.

A Polônia seguiu em cima, precisava da vitória, e até conseguiu empatar. Novamente com Lewandowski. Cruzamento de Frankowski para o meio da área. Marcus Danielson dobrou a marcação, mas acabou trombando em Lindelöf. Lewandowski ficou livrezinho da silva na marca do pênalti e aí ele não perdoa mesmo.

O empate deixou o jogo interessante. Os dois lados precisavam de um gol. A Polônia para passar com quatro pontos em terceiro lugar, a Suécia para garantir a primeira colocação do grupo. E Kulusevski tirou outro coelho da cartola. Deu o passe na hora certa para Viktor Claesson entrar na área pela esquerda e matar de vez as esperanças polonesas.

.

.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo