Eurocopa

Se a Rússia quiser se classificar, terá que aprender a esboçar reação mais cedo se estiver perdendo

A segunda rodada da Eurocopa começou, e Rússia e Eslováquia abriram protagonizando o chamado jogo do oportunismo. Com os russos praticamente repetindo a dose mostrada contra a seleção inglesa e os eslovacos conseguindo sua primeira vitória na história da Euro, a terceira partida do grupo B até que foi uma boa pedida. O placar de 2 a 1 para a Eslováquia foi de extrema importância para a seleção novata no torneio, que havia perdido para Gales na rodada anterior. No entanto, a derrota acabou deixando a Rússia em uma situação bastante complicada, já que até agora não conseguiu vencer, mesmo que o primeiro jogo na competição tenha tido gosto de vitória para os russos.

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No geral, os primeiros minutos foram bem equilibrados. A Rússia se mostrou melhor do que a Eslováquia só no quesito levar perigo ao gol adversário. Isso porque conseguia encontrar alguns espaços e criar boas chances. O grande problema é que os russos não souberam desfrutar dessas jogadas ofensivas, e até pode-se dizer que não conseguiram abrir o placar, também, por um pouco de falta de sorte. Foi bola relando na trave, atacante em posição de impedimento por um triz, passe errado em ótima oportunidade em contra-ataque… E, diante dessas brechas, a Eslováquia fez o que tinha que ser feito: aproveitou a ineficiência russa no ataque e o pouco de azar com o qual eles acabaram contando.

Quando o relógio indicava 31 minutos de bola rolando, Marek Hamsik, o queridinho da torcida do Napoli, deu um passe sensacional do campo de defesa para Vladimir Weiss, que driblou os defensores russos e meteu a bola na caixa. Eslováquia 1 x 0 Rússia, porque quem não faz, toma. E foi ainda na primeira etapa que o autor da excelente assistência expandiu a vantagem de sua equipe no marcador, em mais uma jogada que os russos caíram no drible eslovaco. Porém, a Rússia só foi esboçar alguma reação faltando dez minutos para o apito final. E não é que a pressão diante da adversária deu certo? Glushakov, que havia começado o jogo no banco, diminuiu o placar, mas não foi capaz de ajudar o time a empatar a partida. Era tarde demais.

Esse foi o preço que os russos pagaram por não terem aproveitado as brechas do adversário e as chances que eles próprios criaram. Não que a Eslováquia não tenha se imposto, tenha se trancado e só tenha feito os gols graças à arrancadas em contra-ataque. Não foi isso. O placar final reflete o mérito eslovaco, mas também camufla o que a Rússia chegou perto de conseguir no primeiro tempo e antes do apito final. A seleção do país de Putin tem que aprender a reagir e colocar a pressão que sabe logo quando tomar um gol, e não nos últimos instantes de bola rolando. Desse jeito, serão eliminados de qualquer forma, mesmo que, hipoteticamente, os hooligans resolvessem voltar hoje para a Rússia e abandonar a mentalidade violenta. Aliás, a próxima partida, contra Gales, será vital para os russos: é ganhar ou ganhar.

Eslováquia 2×1 Rússia

Eslováquia: Kozacik, Pekarik, Skrtel, Durica e Hubocan; Kucka, Pecovsky e Hamsik; Mak (Duris) e Weiss (Svento); Duda (Nemec). Técnico: Jan Kozak

Rússia: Akinfeev, Smolnikov, V. Berezutski e Ignashevich, Schennikov; Golovin (Mamaev) e Neustadter (Glushakov); Kokorin (Shirokov), Shatov e Smolov; Dzyuba. Técnico: Leonid Slutsky

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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