Saco de pancadas? Seleções estreantes na Eurocopa estão mais para pedra no sapato
A Eurocopa está prestes a começar. E, este ano, de forma inédita, será disputada entre 24 seleções. Mas não é só a ampliação do número de participantes que é novidade nesta edição. A quantidade de equipes estreantes, também. Pela primeira vez, em 56 anos, cinco seleções novatas terão oportunidade de fazer história na França. Ou melhor, fazer mais ainda, já que a partir do momento em que Islândia, Eslováquia, Albânia, Irlanda do Norte e Gales conseguiram a classificação nas eliminatórias, ela já tenha sido feita.
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Antes de tudo, é importante entendermos que esses cinco países não estão na última fase da Euro por acaso. Porque se classificaram e ponto final. Há um contexto e todo um significado por trás desse aumento na quantidade de surpresas na competição que precisa ser pontuado. Na última edição do torneio, em 2012, apenas a Ucrânia foi uma novidade entre as nações participantes. Isso porque foi nela que o evento foi sediado. Ou seja, os ucranianos nem precisaram fazer esforço para lutarem pela taça, já que, a partir do momento em que a Ucrânia foi nomeada como país-sede, automaticamente entrou na disputa final.
Já na edição que tem início na próxima sexta-feira, as seleções chegaram por mérito próprio. E todas avançando diretamente, sem precisar passar pela repescagem. Dificuldades consideráveis, ainda mais quando a Holanda, três vezes finalista da Copa do Mundo e campeã da Euro em 1988, está aí para provar como a missão não era tão simples. Verá os estreantes do sofá de casa.
Eslováquia

Quem acompanhou a Copa do Mundo de 2010 se lembra muito bem da seleção da Eslováquia, em sua primeira participação internacional. Depois de uma classificação sofrida para a competição mundial, os Cruzadores, como são conhecidos, surpreenderam ao passarem da fase de grupos. Inclusive, pelo fato de terem derrubado a Itália, então campeã mundial. E mesmo que tenham sido derrotados pela Holanda nas oitavas de final, voltaram para casa com o triunfo de terem conseguido chegar à primeira fase de mata-mata de uma Copa do Mundo, sendo que nem a Eurocopa haviam disputado desde o fim da Tchecoslováquia. Já nas Eliminatórias, os eslovacos garantiram a passagem em um grupo que ainda tinha a Espanha e a Ucrânia como principais desafiantes. Classificaram-se diretamente, com direito a uma vitória sobre os atuais bicampeões continentais em Zilina. Na fase de grupos, a Eslováquia enfrentará Inglaterra, Rússia e Gales.
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Gales

Gales volta à ativa depois de 58 anos fora de grandes competições. Na Copa de 1958, a primeira e única de sua história, conseguiram chegar às quartas de final da competição, mas foi o Brasil que os impediu de avançar para a semifinal. Mais especificamente, foi um, na época, garoto de 17 anos: Pelé. O time britânico nunca foi tão competitivo como tem sido nos últimos tempos, mesmo tendo contado, no passado, com célebres jogadores como Ryan Giggs e Ian Rush. Tanto que, ano passado, conseguiu ficar entre as 15 seleções principais seleções do ranking da Fifa. Durante a fase de qualificação para a Eurocopa, os galeses conseguiram somar 21 pontos, perderam uma única partida e ficaram com a segunda colocação no Grupo B.
Irlanda do Norte

A Irlanda do Norte é uma seleção que tem uma história curiosa. Apesar dos norte-irlandeses terem disputado três Copas do Mundo, em 1958, 1982 e 1986, nunca conseguiram se classificar para a Eurocopa. Nem mesmo na época em que o mítico ex-atacante e ponta direita George Best defendia as cores do país em campo. E tampouco em 2008, quando David Healy marcou 13 gols na fase eliminatória da competição. Foi no mesmo grupo de Grécia, Romênia e Finlândia que a Irlanda do Norte conseguiu seu passe para o torneio que acontecerá na França, terminando as Eliminatórias como a equipe menos vazada e primeira colocada de seu grupo, além de ter obrigado a Hungria a disputar a repescagem. Agora, o time em que 90% dos jogadores atuam em clubes ingleses tentará repetir o feito que o levou à fase final da Euro diante da atual campeã do mundo Alemanha, da Polônia e da Ucrânia.
Albânia

A Albânia é uma surpresa e tanto, já que os albaneses nunca tiveram a oportunidade de competir uma Copa do Mundo, nem uma Eurocopa. Ameaçaram chegar às competições de 2010 e 2012, respectivamente, mas só em 2016 o triunfo de fato aconteceu. A vaga na última fase da Euro veio depois de uma vitória por 3 a 0 diante da Armênia, a qual fez com que a Albânia terminar como segunda colocada do Grupo I. Logo no primeiro desafio do caminho para a Euro a seleção albanesa mostrou que não seria uma adversária fácil para as demais seleções caso ficasse entre as 24 da última fase. Na primeira partida das eliminatórias, venceu Portugal por 1 a 0 em Aveiro. Agora, terá que continuar lutando se quiser chegar mais perto dos mata-matas na competição continental. Mas, para isso, terá que levar a melhor diante da anfitriã França, Romênia e Suíça.
Islândia

Dentre as estreantes, a Islândia é, talvez, a mais interessante. Assim como a seleção albanesa, os islandeses ainda não tiveram a chance de jogar uma Copa do Mundo. Porém, se mantiverem o ritmo das eliminatórias da Euro, têm grandes chances de conseguirem passaporte para a Rússia em 2018. O grupo no qual a seleção islandesa ficou em segundo lugar, com 20 pontos somados, tinha a República Tcheca, a Turquia, a Holanda, a Letônia e o Cazaquistão. Exceto pelas duas últimas equipes, não parecia um grupo fácil. Mas foi, porque a Holanda, a mais temida do grupo, deu uma bela de uma tropeçada e não conseguiu se classificar. Retrospecto temível para portugueses, húngaros e austríacos, os oponentes no Grupo F.

