Eurocopa

Presidente da Federação Francesa deixa futuro de Deschamps em aberto, mas o elogia: “Euro foi seu primeiro fracasso”

"Temos que fazer uma análise lúcida do que deu errado, mas não podemos jogar fora tudo que foi feito"

O presidente da Federação Francesa, Noël Le Graët, receberá Didier Deschamps esta semana para fazer um balanço da Euro 2020 e, embora não tenha descartado encerrar o ciclo da atual comissão técnica, fez todas as ponderações possíveis para o que chamou de seu “primeiro fracasso” e elogiou o treinador campeão do mundo.

Com contrato até dezembro de 2022, Deschamps havia afirmado antes da Euro que estaria disposto a ficar além da Copa do Mundo, se o presidente concordasse, e os primeiros relatos após a eliminação para a Suíça, nos pênaltis, após estar vencendo por 3 a 1 com a bola rolando, eram de que ele seria mantido pelo menos até o Mundial do Catar.

No entanto… “Eu não disse que ele continuará”, afirmou Le Graët, em entrevista ao Téléfoot. “Nós vamos discutir. Precisamos verificar que temos as mesmas ambições e objetivos entre federação e técnico. Vamos olhar o que deu errado e o que podemos melhorar”.

“Eu o receberei esta semana. Eu sempre deixo dez dias passarem porque todos têm que pensar sobre o que foi bom ou não. Vamos passar um dia conversando. Ele é um amigo, alguém que nunca me decepcionou desde que o contratei. É leal, organizado, e a Euro foi seu primeiro fracasso”, acrescentou o dirigente.

Le Graët quer saber principalmente os motivos do “colapso” dos jogadores franceses nos dez minutos finais que permitiram que a Suíça marcasse duas vezes para forçar a prorrogação. “Eu imaginei, especialmente no 3 a 1, que a partida estava praticamente resolvida. Precisamos lembrar que tivemos um sorteio difícil. Os três primeiros jogos (Alemanha, Hungria e Portugal) foram muito, muito difíceis, e o calor foi importante”, disse.

“Dominamos, apesar de tudo, e terminamos em primeiro lugar, talvez no grupo mais difícil. Temos que fazer uma análise lúcida do que deu errado, mas não podemos jogar fora tudo que foi feito. Ao contrário, temos jovens jogadores com muita qualidade. Temos um treinador de enorme qualidade”, encerrou Le Graët.

Didier Deschamps é treinador da França desde 2012. Chegou às quartas de final da Copa do Mundo do Brasil, à decisão da Euro 2016, em casa e conquistou o Mundial de 2018.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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